Todos os índices de renda fixa, tanto de curto quanto de longo prazo, encerraram o mês de agosto com rentabilidades positivas.
“Os diversos acontecimentos político-econômicos do mês abriram espaço para estratégias com diferentes prazos e tipos de indexadores. O destaque ficou com os prefixados, que lideraram os ganhos de agosto, refletindo a expectativa do mercado de queda nos juros no fim do ano”, afirma Marcelo Cidade, nosso economista.
Em relação aos prefixados, os títulos com vencimento acima de um ano tiveram o melhor desempenho: o índice IRF-M 1+ avançou 1,90% no mês. Enquanto isso, os papéis de prazo mais curto (até um ano), representados pelo IRF-M, registraram alta de 1,24%.
Nos títulos públicos atrelados à inflação, as NTN-Bs com vencimento em até cinco anos, acompanhadas pelo IMA-B 5, cresceram 1,18%. As de prazo mais longo (acima de cinco anos), refletidas no IMA-B 5+, subiram 0,54%.
Já as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados atrelados à taxa básica de juros, tiveram desempenho de 1,17% em agosto, segundo o IMA-S.
Os títulos que compõem a dívida pública brasileira, monitorados pelo IMA (Índices de Mercado da ANBIMA), valorizaram 1,19% no mês.
Títulos corporativos também avançam
Assim como nos títulos públicos, todas as carteiras que refletem os papéis privados fecharam agosto com alta.
No segmento de crédito privado, as debêntures incentivadas tiveram a maior alta do mês. O IDA-IPCA Infraestrutura, índice que acompanha esses papéis, subiu 1,81% em agosto. O desempenho foi semelhante ao das debêntures sem incentivo fiscal, representadas pelo IDA-IPCA Ex-Infraestrutura, que avançaram 1,7%.
Já as debêntures atreladas à taxa DI, acompanhadas pelo IDA-DI, apresentaram rentabilidade de 1,1%.
De forma geral, o IDA (Índices de Debêntures da ANBIMA) encerrou o mês com alta de 1,42%.
Todos os resultados do setor serão divulgados no Boletim de Renda Fixa, publicado mensalmente no ANBIMA Data, nossa plataforma gratuita de dados dos mercados financeiro e de capitais.