Artigo
07/06/2025

A Grande Convergência: 3 Passos Práticos para Implementação de um Framework de Governança, Risco e Conformidade (GRC)

Resume três etapas essenciais para implementar um framework integrado de Governança, Risco e Conformidade.

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Nos últimos anos, a ascensão da gestão do risco operacional nas organizações levou ao surgimento de iniciativas de integração e convergência e energizou as discussões sobre a gestão do risco empresarial (Enterprise Risk Management - ERM). Muitas das ferramentas qualitativas do framework de gestão de risco operacional passaram a ser também utilizadas por especialistas em risco de mercado, de crédito, estratégico, reputacional e geopolítico, uma vez que os modelos puramente quantitativos do passado revelaram fragilidades.

Além da sua influência em outras disciplinas de risco, as estruturas formais de risco operacional evoluíram e levaram a melhorias e integrações em muitas atividades relacionadas. Auditoria, conformidade, avaliações Sarbanes-Oxley (SOX), segurança da informação, continuidade de negócios e muitos outros temas têm necessidades semelhantes de avaliação, métricas e relatórios. À medida que o quadro de risco operacional amadureceu, as sobreposições, duplicações e oportunidades de alavancagem tornaram-se cada vez mais claras.

Nesse sentido, há um forte movimento na busca da integração de todas as atividades relacionadas com o risco operacional, referido comumente como "Governança, Risco e Conformidade (GRC)" ou, como eu chamo carinhosamente (rsrs), "A Grande Convergência". Esta “convergência” refere-se tanto às atividades que fazem parte da estrutura de risco operacional como às outras atividades que existem fora dessa estrutura, mas que estão relacionadas com o risco operacional.

Sem uma abordagem GRC (ou de Convergência), pode haver um desperdício de recursos, relatórios contraditórios, análises incompletas dos riscos, duplicação de esforços e uma percepção errada das exposições ao risco. Quando todas as funções relacionadas com o risco operacional trabalham de forma independente, também interagem separadamente com as áreas de negócio e de suporte e reportam separadamente à gestão. Essas visões separadas dos riscos podem ser confusas e até enganosas, ou mesmo produzir fadiga severa na avaliação, uma vez que as unidades de negócios e as áreas de suporte são solicitadas a realizar uma infinidade de avaliações diferentes que muitas vezes dependem dos mesmos indivíduos-chave em sua área.

A Convergência de Riscos ou a Abordagem GRC é, portanto, uma necessidade e um caminho sem volta. Porém, a sua execução eficiente não é forma alguma algo trivial. Para tanto, eu considero que seja necessário observar três passos fundamentais, os quais descrevo a seguir:

Passo 1: Convergência de Avaliações de Riscos

O primeiro passo de uma abordagem GRC deve se concentrar na integração das atividades de avaliação de riscos. E, para isso, é necessário compreender qual é o catálogo total dessas atividades. As organizações ficam muitas vezes surpreendidas ao descobrir que realizam mais de 20 avaliações de riscos todos os anos, todas elas abordando subconjuntos de categorias de risco operacional, . as quais geram diversas sobreposições e lacunas.

No entanto, cada uma das avaliações é provavelmente impulsionada por requisitos regulamentares ou por fortes impulsionadores estratégicos e, portanto, qualquer simplificação deve garantir que a qualidade e a integralidade das avaliações não sejam comprometidas.

Ao realizar o mapeamento dessas atividades de avaliação, a função de risco operacional descobrirá que existem tantas lacunas e sobreposições nesta colcha de retalhos que o processo de Auto Avaliação de Riscos e Controles (Risk and Control Self Assessment – RCSA) existente é muitas vezes ou insuficiente para garantir a integralidade da avaliação de riscos em todas as áreas da organização, ou leva à uma multiplicidade de avaliações muito parecidas, onerando a organização.

A FIGURA 1 abaixo ilustra um modelo de avaliações não convergentes, onde todos os proprietários das avaliações de risco interagem separadamente com as suas partes interessadas na organização. Nesta ilustração foram incluídas apenas algumas avaliações, mas é fácil perceber que haverá ineficiências e frustrações resultantes nesta. Esse é o modelo que ainda está em vigor em muitas organizações, onde o RCSA tornou-se um fardo adicional de avaliação para a empresa e cada avaliação é realizada como uma atividade separada.

FIGURA 1 - Modelo de Avaliações de Risco Não Convergente

Alternativamente, este processo poderia ser concebido de modo que o processo RCSA reúna todas as informações de avaliação necessárias para as avaliações subjacentes, ou seja, um RSCA “expandido”. Por exemplo, o programa RCSA poderia solicitar informações que vão além dos seus próprios requisitos, para que as necessidades de avaliação subjacentes sejam satisfeitas nessa atividade de avaliação.

Se esta abordagem for adotada, ela permite um modelo de comunicação altamente simplificado para avaliação de riscos na organização, conforme ilustrado na FIGURA 2 abaixo.

FIGURA 2 - Modelo de Avaliações de Risco Convergente

Porém a alavancagem e partilha de dados de avaliação descrita acima só pode acontecer, obviamente, se os dados puderem ser partilhados entre todas as equipes de avaliação. O que nos leva ao Passo 2.

Passo 2: Dados de Avaliação Convergentes

A chave para um programa de GRC eficaz é fornecer um repositório central de dados que possa ser utilizado por todas as partes interessadas. Muitas vezes, esta é uma tarefa desafiadora, pois cada avaliação provavelmente terá sistemas diferentes, desde ferramentas sofisticadas de fluxo de trabalho até planilhas simples. No entanto, é possível compartilhar dados sem ferramentas de compartilhamento.

Para conseguir isto, é necessário estabelecer uma fonte central de dados (também conhecida por “golden source”) e designar um proprietário para esses dados. A função de risco operacional está numa posição única para conduzir tal iniciativa, uma vez que necessita de acesso a todos os dados de avaliações relacionados com o risco operacional. Por esta razão, as iniciativas de GRC são frequentemente iniciadas pela função de risco operacional corporativo. E o foco da convergência dos dados deve estar na taxonomia e nas métricas, conforme descrito a seguir.

Taxonomias Convergentes

A convergência de taxonomia é essencial para garantir que todas as partes utilizem categorizações e definições da mesma forma. Todos os responsáveis pela avaliação de riscos precisarão usar os mesmos termos quando se referirem a riscos e controles. Provavelmente também precisarão desenvolver a mesma taxonomia para processos e hierarquias organizacionais. Sem estas taxonomias comuns é difícil, ou impossível, aproveitar os dados de uma avaliação para utilização noutra, ou consolidar os resultados da avaliação de forma significativa.

Desenvolver uma taxonomia para cada um dos elementos comuns é uma tarefa enorme e não deve ser subestimada. Fazer com que cada responsável pelas diferentes avaliações de risco concordem com a linguagem que será usada para processos, riscos, controle e hierarquia organizacional é uma tarefa complexa, política e muito desafiadora.

Porém, uma das formas da função de risco operacional atingir essa convergência de taxonomias é dar um passo adicional no mapeamento das conexões entre elas. Por exemplo, para cada processo, quais são os riscos que podem existir? Uma matriz que mapeie processos e riscos é muito útil para garantir que todos os riscos sejam capturados sempre que o mesmo processo for avaliado em uma área diferente da organização. Para cada risco, quais são os tipos de controles esperados? Um mapeamento matricial dos riscos para os controles é muito útil no desenvolvimento de métodos de pontuação mais padronizados para a eficácia dos controles.

Métricas Convergentes

As métricas são coletadas por áreas de avaliação de riscos, funções de controle e departamentos de negócios. Algumas são usados para medir eficiências, alguns são usados para monitorar riscos e alguns são usados para medir o desempenho em relação aos objetivos estratégicos. As complexidades tecnológicas de ter vários bancos de dados de métricas acessando os mesmos dados de métricas podem causar sérias dores de cabeça no departamento de tecnologia da informação (TI) e frustrações para os proprietários dos dados.

A FIGURA 3 abaixo ilustra a complexidade de uma abordagem não convergente para métricas. Nesta ilustração, as solicitações de dados de métricas são feitas por todas as áreas da organização. Uma unidade de negócios pode solicitar dados de operações, as operações podem solicitar dados de tecnologia e a tecnologia pode solicitar dados de finanças. Cada área da organização tem necessidades e usos de métricas exclusivos, e isso geralmente faz com que cada área receba diversas solicitações semelhantes, mas ligeiramente diferentes, de dados de métricas.

FIGURA 3 - PROCESSO DE COLETA DE METRICAS NÃO CONVERGENTE

Se taxonomias padronizadas tiverem sido desenvolvidas para a organização, então uma abordagem convergente também poderá ser adotada para coleta e uso de métricas. Esta abordagem geralmente se parece muito com uma abordagem convergente de avaliação de riscos, já que um repositório de dados centralizado para dados de métricas é acessado por todos os usuários e provedores de métricas.

A FIGURA 4 abaixo ilustra como tal abordagem limita as solicitações de dados recebidas por cada área da empresa e permite que os usuários das métricas acessem um único local para todas as suas necessidades de dados.

FIGURA 3 - PROCESSO DE COLETA DE METRICAS CONVERGENTE

Há muitas vantagens nessa abordagem centralizada de dados de métricas:

• Podem ser aplicados padrões consistentes de qualidade de dados.

• Relatórios de métricas consistentes são garantidos.

• Podem ser identificadas “golden sources” de dados.

• Fontes de dados duplicadas podem ser eliminadas.

• As melhores práticas são aproveitadas.

Passo 3: Ferramenta GRC Adequada

Por fim, uma vez definidas as convergências de avaliação riscos e dos dados relacionados, torna-se imprescindível a adoção de uma ferramenta robusta de GRC capaz de absorver o modelo definido no programa de GRC.

O modelo avaliações de risco convergentes mostrado na FIGURA 2 assume que muitos elementos fundamentais são os mesmos para todas as avaliações representadas. Por exemplo, pode-se pressupor que o “timing” do RCSA seria apropriado para as avaliações de conformidade, e que os requisitos mínimos de aprovação seriam apropriados para as avaliações SOX. Contudo, na prática, muitas vezes isso não acontece. Pode haver prazos críticos para avaliações e diferentes períodos exigidos para avaliações. Para satisfazer todos estes requisitos, poderá ser necessário que o RCSA expandido ocorra numa escala demasiada ampla e frequente, com requisitos de aprovação onerosos.

Uma solução para este problema é mover todas as avaliações para uma única ferramenta e permitir que cada equipe conduza suas avaliações com as unidades de negócios conforme necessário. O fato de existirem múltiplas avaliações a serem realizadas pode ser invisível para a unidade de negócio se a organização interagir apenas com uma única ferramenta de avaliação. Essa ferramenta poderia enviar perguntas de avaliação todos os meses, conforme necessário, e os resultados analisados para as áreas de avaliação que deles necessitam.

Ao usar ferramentas sofisticadas de fluxo de trabalho, a aprovação e a pontuação podem ser integradas à ferramenta. Dessa forma, a avaliação terá uma aparência padronizada para a unidade de negócios e a duplicação será eliminada, pois a ferramenta forneceria resultados recentes às equipes de avaliação e os excluiria da lista de questões de avaliação do negócio deste mês.

Um possível Modelo Operacional Alvo (Target Operation Model - TOM) ideal para tal abordagem é ilustrado na FIGURA 5 abaixo:

FIGURA 5 - TARGET OPERATIONAL MODEL: PROGRAMA GRC

Existem diversas dessas ferramentas no mercado hoje, mas muitas organizações também estão optando por construí-las internamente, interligando-as a outros sistemas de informação de gestão que já possuem. Seja qual for a opção adotada, essa para funcionar corretamente essa ferramenta deve contar com uma taxonomia coerente e unificada, excelentes recursos de fluxo de trabalho e dados centralizados.

Na sua forma mais robusta, uma estratégia de avaliação convergente ou GRC também resulta numa plataforma de relatórios integrada que permite à gestão rever os dados de avaliação de todas as fontes da empresa. Este tipo de gestão proativa do risco operacional é facilitado por uma abordagem convergente do risco operacional e das atividades relacionadas.

As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.

Perguntas e respostas

O que impulsionou as discussões sobre a Gestão do Risco Empresarial (ERM) nos últimos anos?
Nos últimos anos, a ascensão da gestão do risco operacional nas organizações levou ao surgimento de iniciativas de integração e convergência, o que energizou as discussões sobre a gestão do risco empresarial (Enterprise Risk Management - ERM).
Por que ferramentas qualitativas de gestão de risco operacional passaram a ser usadas por especialistas de outras áreas de risco?
As ferramentas qualitativas do framework de gestão de risco operacional passaram a ser utilizadas por especialistas em risco de mercado, de crédito, estratégico, reputacional e geopolítico porque os modelos puramente quantitativos utilizados anteriormente revelaram fragilidades.
Quais atividades foram impactadas pela evolução das estruturas formais de risco operacional?
A evolução das estruturas formais de risco operacional levou a melhorias e integrações em diversas atividades relacionadas, como auditoria, conformidade, avaliações Sarbanes-Oxley (SOX), segurança da informação e continuidade de negócios. Essas áreas possuem necessidades semelhantes de avaliação, métricas e relatórios.
O que é Governança, Risco e Conformidade (GRC) ou "A Grande Convergência"?
Governança, Risco e Conformidade (GRC), também referida como "A Grande Convergência", é um movimento que busca a integração de todas as atividades relacionadas com o risco operacional. Esta convergência abrange tanto as atividades que fazem parte da estrutura de risco operacional quanto outras atividades externas a essa estrutura, mas que se relacionam com o risco operacional.
Quais são as desvantagens de não adotar uma abordagem de Governança, Risco e Conformidade (GRC)?
A ausência de uma abordagem de Governança, Risco e Conformidade (GRC), ou de Convergência, pode levar a um desperdício de recursos, relatórios contraditórios, análises incompletas dos riscos, duplicação de esforços e uma percepção errada das exposições ao risco.Adicionalmente, quando as funções relacionadas com o risco operacional trabalham de forma independente, interagem separadamente com as áreas de negócio e de suporte e reportam separadamente à gestão. Isso pode resultar em visões separadas dos riscos que são confusas, enganosas ou podem causar fadiga severa na avaliação, devido à multiplicidade de avaliações diferentes solicitadas às unidades de negócios e áreas de suporte, muitas vezes dependendo dos mesmos indivíduos-chave.
Quais são os três passos fundamentais para uma execução eficiente da Convergência de Riscos ou Abordagem GRC?
Para uma execução eficiente da Convergência de Riscos ou da Abordagem GRC, consideram-se três passos fundamentais: 1. Convergência de Avaliações de Riscos; 2. Dados de Avaliação Convergentes; 3. Ferramenta GRC Adequada.
Em que consiste o primeiro passo para uma abordagem GRC, a Convergência de Avaliações de Riscos?
O primeiro passo de uma abordagem GRC, a Convergência de Avaliações de Riscos, deve focar na integração das atividades de avaliação de riscos. Para isso, é necessário compreender o catálogo total dessas atividades. Muitas organizações realizam anualmente diversas avaliações de riscos que abordam subconjuntos de categorias de risco operacional, gerando sobreposições e lacunas. Qualquer simplificação deve garantir que a qualidade e a integralidade das avaliações, frequentemente impulsionadas por requisitos regulamentares ou estratégicos, não sejam comprometidas.
O que é um modelo de avaliações de risco não convergente?
Um modelo de avaliações de risco não convergente é aquele onde todos os proprietários das avaliações de risco interagem separadamente com as suas partes interessadas na organização. Nesse modelo, o processo de Auto Avaliação de Riscos e Controles (RCSA) pode se tornar um fardo adicional para a empresa, e cada avaliação é realizada como uma atividade separada, levando a ineficiências e frustrações.
Como o processo de Auto Avaliação de Riscos e Controles (RCSA) pode ser utilizado na convergência de avaliações de riscos?
O processo de Auto Avaliação de Riscos e Controles (Risk and Control Self Assessment – RCSA) pode ser concebido para reunir todas as informações de avaliação necessárias para as diversas avaliações subjacentes, funcionando como um RCSA “expandido”. Neste caso, o programa RCSA solicitaria informações que vão além dos seus próprios requisitos para satisfazer as necessidades de outras avaliações, permitindo um modelo de comunicação altamente simplificado para a avaliação de riscos na organização.
Qual é a chave para um programa de GRC eficaz em relação aos dados de avaliação?
A chave para um programa de GRC eficaz é fornecer um repositório central de dados que possa ser utilizado por todas as partes interessadas. Para isso, é necessário estabelecer uma fonte central de dados, também conhecida como “golden source”, e designar um proprietário para esses dados. A função de risco operacional está em posição de conduzir tal iniciativa, pois necessita de acesso a todos os dados de avaliações relacionados ao risco operacional.
Quais são os focos principais na convergência de dados de avaliação em um programa GRC?
Em um programa de Governança, Risco e Conformidade (GRC), o foco da convergência dos dados de avaliação deve estar na taxonomia e nas métricas.
O que é convergência de taxonomia e por que ela é essencial?
A convergência de taxonomia é essencial para garantir que todas as partes utilizem categorizações e definições da mesma forma. Isso significa que todos os responsáveis pela avaliação de riscos devem usar os mesmos termos ao se referirem a riscos, controles, processos e hierarquias organizacionais. Sem taxonomias comuns, é difícil ou impossível aproveitar os dados de uma avaliação para utilização em outra ou consolidar os resultados da avaliação de forma significativa.
Como a função de risco operacional pode auxiliar na convergência de taxonomias?
Uma das formas da função de risco operacional atingir a convergência de taxonomias é mapear as conexões entre elas. Por exemplo, criar uma matriz que mapeie processos e riscos é útil para garantir que todos os riscos sejam capturados quando o mesmo processo for avaliado em diferentes áreas. Similarmente, um mapeamento matricial dos riscos para os controles é útil no desenvolvimento de métodos de pontuação mais padronizados para a eficácia dos controles.
Quais são os desafios de um processo de coleta de métricas não convergente?
Um processo de coleta de métricas não convergente apresenta complexidades tecnológicas devido a múltiplos bancos de dados de métricas acessando os mesmos dados, o que pode causar problemas para o departamento de tecnologia da informação (TI) e frustrações para os proprietários dos dados. As solicitações de dados de métricas são feitas por diversas áreas da organização, resultando em cada área recebendo múltiplas solicitações semelhantes, mas ligeiramente diferentes, para os mesmos dados.
Como uma abordagem convergente para coleta e uso de métricas pode ser implementada?
Se taxonomias padronizadas tiverem sido desenvolvidas, uma abordagem convergente para coleta e uso de métricas pode ser adotada. Similarmente à avaliação de riscos convergente, um repositório de dados centralizado para dados de métricas é acessado por todos os usuários e provedores de métricas. Esta abordagem limita as solicitações de dados recebidas por cada área da empresa e permite que os usuários das métricas acessem um único local para todas as suas necessidades de dados.
Quais são as vantagens de uma abordagem centralizada de dados de métricas?
Uma abordagem centralizada de dados de métricas oferece várias vantagens:
  • Podem ser aplicados padrões consistentes de qualidade de dados.
  • Relatórios de métricas consistentes são garantidos.
  • Podem ser identificadas “golden sources” de dados.
  • Fontes de dados duplicadas podem ser eliminadas.
  • As melhores práticas são aproveitadas.
Qual é o terceiro passo para uma abordagem GRC eficiente, após a convergência de avaliações e dados?
O terceiro passo, após a definição das convergências de avaliação de riscos e dos dados relacionados, é a adoção de uma ferramenta robusta de Governança, Risco e Conformidade (GRC) capaz de absorver o modelo definido no programa de GRC.
Quais desafios práticos podem surgir ao tentar implementar um RCSA expandido sem uma ferramenta GRC adequada?
Na prática, um RCSA expandido pode enfrentar desafios, pois diferentes avaliações (como conformidade ou SOX) podem ter diferentes requisitos de timing, prazos críticos e períodos de avaliação. Para satisfazer todos esses requisitos, o RCSA expandido poderia precisar ocorrer numa escala demasiada ampla e frequente, com requisitos de aprovação onerosos, caso não haja uma ferramenta GRC adequada.
Como uma ferramenta GRC sofisticada pode solucionar os desafios de múltiplas avaliações de risco?
Uma ferramenta GRC sofisticada permite mover todas as avaliações para uma única plataforma, possibilitando que cada equipe conduza suas avaliações com as unidades de negócios conforme necessário. Para a unidade de negócio, a existência de múltiplas avaliações pode ser invisível se a interação ocorrer apenas através de uma única ferramenta. Esta ferramenta pode enviar perguntas de avaliação periodicamente, conforme necessário, e os resultados são analisados pelas áreas de avaliação que deles necessitam. Com fluxos de trabalho integrados, a aprovação e a pontuação podem ser gerenciadas pela ferramenta, padronizando a aparência da avaliação para a unidade de negócios e eliminando duplicações, pois a ferramenta forneceria resultados recentes às equipes de avaliação.
Quais são as características essenciais de uma ferramenta GRC para que funcione corretamente?
Para funcionar corretamente, uma ferramenta de Governança, Risco e Conformidade (GRC), seja ela adquirida no mercado ou desenvolvida internamente, deve contar com uma taxonomia coerente e unificada, excelentes recursos de fluxo de trabalho e dados centralizados.
Qual o resultado de uma estratégia de avaliação convergente ou GRC em sua forma mais robusta?
Na sua forma mais robusta, uma estratégia de avaliação convergente ou de Governança, Risco e Conformidade (GRC) resulta numa plataforma de relatórios integrada. Essa plataforma permite à gestão rever os dados de avaliação de todas as fontes da empresa, facilitando uma gestão proativa do risco operacional.

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Victor Machado

Director, Risk Management @Mastercard | Turning risks into opportunities | Doing well by doing good