Artigo
19/08/2025

O que você precisa saber sobre o Domínio IV dos novos Padrões Globais de Auditoria Interna

Explica o foco estratégico do Domínio IV nos Global Internal Audit Standards para gestão da auditoria interna.

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Desde 9 de janeiro de 2025, os Global Internal Audit Standards (GIAS) substituem oficialmente o IPPF de 2017.

Essa transição marca uma evolução importante na prática da auditoria interna em todo o mundo — não é uma revolução, mas sim uma elevação da profissão.

Esses padrões fornecem um arcabouço técnico e ético essencial para os auditores internos, garantindo consistência, qualidade e credibilidade ao seu trabalho. Entre as atualizações mais importantes está o Domínio IV: Gestão da Função de Auditoria Interna.

Embora alguns elementos do Domínio IV já existissem em estruturas anteriores, agora há um foco mais nítido em:

  • gestão estratégica,

  • otimização de recursos,

  • comunicação eficaz, e

  • melhoria contínua da qualidade.

O Domínio IV esclarece o papel do Chief Audit Executive (CAE) para garantir que a função de auditoria interna esteja:

  • Alinhada à estratégia da organização;

  • Eficiente no gerenciamento de recursos;

  • Transparente e eficaz na comunicação com as partes interessadas;

  • Comprometida com a melhoria contínua.

Talvez o elemento novo mais significativo seja o Princípio 9, que enfatiza que a auditoria interna deve ter um plano estratégico como principal orientador.

A auditoria interna deixou de ser apenas a execução de um plano anual ou plurianual de auditoria. O CAE precisa planejar estrategicamente, garantindo que as auditorias apoiem o sucesso de longo prazo da organização.

Isso exige:

  • Compreensão profunda do mandato de auditoria;

  • Consciência plena das dinâmicas operacionais e financeiras da organização;

  • Conhecimento de governança, gestão de riscos e controles internos.

Em outras palavras, o CAE deve entender como a organização opera, toma decisões e define suas metas estratégicas de médio e longo prazo.

Como os líderes de auditoria podem implementar isso de forma eficaz? Um roteiro simples:

  1. Comece pela estratégia da organização

  2. Envolva as partes interessadas principais

    • Alinhe sua estratégia às expectativas do Conselho, alta gestão e outros stakeholders.

  3. Defina a visão

    “Ser um catalisador de mudança e inovação, impulsionando a eficiência operacional e financeira.”

  4. Estabeleça objetivos estratégicos

    • Ex.: garantir que os auditores possuam competências para riscos emergentes; obter recursos para análises preditivas e auditorias ligadas à inovação.

  5. Realize uma análise SWOT

    • Identifique forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da sua função para criar um roteiro prático.

  6. Monitore e ajuste

    • Acompanhe continuamente os planos de ação e o progresso, ajustando quando necessário para manter relevância e eficácia.

Por que isso importa mais do que nunca?

O planejamento estratégico deixou de ser opcional; é essencial para que a auditoria interna:

  • Aloque recursos de forma eficiente;

  • Garanta que o trabalho de auditoria agregue valor tangível;

  • Antecipe e responda a mudanças organizacionais;

  • Reforce processos de governança e gestão de riscos.

Isso transforma a auditoria interna de uma atividade focada em compliance em um parceiro estratégico dentro da organização.


Reflexão final para líderes de auditoria

Na minha visão, o Domínio IV é a pedra angular dos novos padrões, reforçando a necessidade de a auditoria interna operar de maneira estratégica e sistemática. Ao adotar essa abordagem, você elevará a relevância, o impacto e o valor da sua função dentro da organização.

Vamos fazer da auditoria interna um verdadeiro motor de sucesso estratégico!

Que passos você está tomando para alinhar sua função de auditoria interna a esses novos padrões? Compartilhe suas ideias e experiências nos comentários!

“Busque sempre a simplicidade — ela é uma vantagem competitiva. Mas lembre-se: ser simples não significa ser superficial.”

Seja feliz!

As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.

Perguntas e respostas

O que são as Global Internal Audit Standards (GIAS)?
As Global Internal Audit Standards (GIAS) são as normas que, desde 9 de janeiro de 2025, estabelecem o novo padrão global para a prática de auditoria interna, substituindo o International Professional Practices Framework (IPPF) de 2017.Elas fornecem uma estrutura técnica e ética essencial para os auditores internos, com o objetivo de assegurar consistência, qualidade e credibilidade em seu trabalho. A transição para as GIAS é descrita como uma evolução e uma elevação da profissão de auditoria interna.
Qual foi a principal mudança introduzida pelo Domínio IV (Gerenciando a Função de Auditoria Interna) nas Global Internal Audit Standards (GIAS)?
O Domínio IV das Global Internal Audit Standards (GIAS) trouxe um foco mais nítido em temas como gestão estratégica, otimização de recursos, comunicação eficaz e melhoria contínua da qualidade na função de auditoria interna.Embora alguns desses elementos já existissem em estruturas anteriores, o Domínio IV reforça a necessidade de a auditoria interna operar de forma estratégica e sistemática, indo além do cumprimento de um plano anual para se alinhar aos objetivos de longo prazo da organização.
Qual é o papel do Chief Audit Executive (CAE) de acordo com o Domínio IV das Global Internal Audit Standards (GIAS)?
De acordo com o Domínio IV das Global Internal Audit Standards (GIAS), o Chief Audit Executive (CAE) tem o papel de assegurar que a função de auditoria interna seja gerenciada de forma estratégica e eficaz. Isso inclui garantir que a função esteja:• Alinhada com a estratégia da organização;
• Eficiente na gestão de seus recursos;
• Transparente e eficaz na comunicação com os stakeholders;
• Comprometida com a melhoria contínua.Para cumprir esse papel, o CAE deve ter um entendimento profundo de como a organização opera, toma decisões e estabelece suas metas estratégicas, além de conhecer o mandato da auditoria, a governança, a gestão de riscos e os controles internos.
O que estabelece o Princípio 9 das Global Internal Audit Standards (GIAS)?
O Princípio 9 é um novo elemento significativo das Global Internal Audit Standards (GIAS) que enfatiza a necessidade de a função de auditoria interna possuir um plano estratégico como seu principal direcionador.Isso significa que a auditoria interna não deve se limitar a executar um plano de auditoria anual ou plurianual. Em vez disso, o Chief Audit Executive (CAE) deve adotar uma abordagem estratégica no planejamento, garantindo que as auditorias apoiem o sucesso de longo prazo da organização.
Como a função de auditoria interna pode implementar uma abordagem mais estratégica?
Para implementar uma abordagem mais estratégica, a liderança de auditoria pode seguir um roteiro simples:1. Começar pela Estratégia da Organização: Entender profundamente os objetivos estratégicos da empresa.2. Engajar Stakeholders-Chave: Alinhar a estratégia de auditoria com as expectativas do Conselho, da alta administração e de outras partes interessadas.3. Definir a Visão: Estabelecer uma visão clara para a função de auditoria, como, por exemplo, “ser um catalisador para a mudança e inovação, impulsionando a eficiência operacional e financeira”.4. Definir Objetivos Estratégicos: Criar metas específicas ligadas à visão, como garantir competências para riscos emergentes ou assegurar recursos para auditorias de inovação.5. Conduzir uma Análise SWOT: Identificar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da função para desenvolver um plano de ação prático.6. Monitorar e Ajustar: Acompanhar continuamente os planos de ação e o progresso em direção aos objetivos, ajustando-os conforme necessário para manter a relevância.
Por que o planejamento estratégico se tornou essencial para a função de auditoria interna?
O planejamento estratégico deixou de ser opcional e se tornou essencial para a auditoria interna porque permite transformar a função de uma atividade focada em conformidade para uma parceira estratégica dentro da organização.Especificamente, ele é crucial para:• Alocar recursos de forma eficiente;
• Garantir que o trabalho de auditoria agregue valor tangível;
• Antecipar e responder às mudanças organizacionais;
• Fortalecer os processos de governança e gestão de riscos.
Quando as Global Internal Audit Standards (GIAS) substituíram o International Professional Practices Framework (IPPF)?
As Global Internal Audit Standards (GIAS) substituíram oficialmente o International Professional Practices Framework (IPPF) de 2017 em 9 de janeiro de 2025.

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Eduardo Pardini

Fundador da Crossover Corporation, palestrante e membro de conselhos e comitês do IIA, atuando também como mentor de líderes emergentes