Artigo
02/12/2024

Gestão de Negócios com Controles Internos e Compliance

Explora como controles internos e compliance fortalecem a gestão e mitigam riscos corporativos.

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Quando trabalhamos em uma empresa, seja ela familiar ou não, ou em uma organização de pequeno, médio ou grande porte sempre nos deparamos com a necessidade de implementação de regras para o negócio, que são inseridas por meio de políticas e procedimentos operacionais, comumente conhecidas como compliance e controles internos.

Mas, quando buscamos os controles internos e compliance, devemos avaliar os motivos das não conformidades, que geralmente são inúmeros. Temos um grande desafio que é entender a cultura do negócio e as legislações relacionadas às atividades corporativas, seja um banco, cooperativa, indústria, hospital, loja, shopping, aeroporto, energia, saneamento básico, telecomunicações, entre outras, temos como base simplificar o entendimento dos processos e aprimorar a avaliação dos procedimentos internos, das regras e como fazer o negócio funcionar; e gestão por meio de políticas que indicam as diretrizes e procedimentos operacionais que colocam em prática a evidência para facilitar a gestão dos negócios.

Depois de anos publicando livros e implementando processos de Governança, Riscos e Compliance (GRC) em empresas de diversos ramos de atividade, porte e complexidade, aprendi que os controles internos e compliance, quando bem elaborados, tornam-se uma ferramenta de extrema eficiência na gestão dos negócios e, por que não, no processo de gestão de riscos corporativos e operacionais.

Estou nessa linha de implementação de GRC desde o final de 2001, e posso observar uma grande mudança na gestão dos negócios e na governança corporativa, mas ainda há muito a implementar, basta observar os casos de fraude, corrupção, lavagem de dinheiro, falências e crises financeiras ocorridos no mundo corporativo, nos últimos anos, e pelo jeito ainda não tem fim, por isso a necessidade de auditorias, monitoramentos e supervisões mais efetivas, o famoso “compliance neles”.

Entretanto, a ausência de uma postura com mais ética na gestão das empresas, condutas corporativas dentro dos padrões de honestidade, ausência de caráter, ainda podem causar estragos financeiros e reputacionais para todos os envolvidos, sejam diretas ou indiretamente na gestão.

Observe os escândalos em que todos ficamos boquiabertos com as revelações de contabilidade criativa e a ausência de pudor por parte dos conselheiros e diretores executivos dessas organizações.

Quando aplicamos processos de controles internos e compliance, entendemos como auxiliar a melhora da confiança na gestão de negócios e no auxílio do mapeamento de riscos operacionais e de compliance.

Devo salientar que, no período em que as grandes corporações do mundo todo passam por mudanças na gestão e na forma de realizar seus negócios, além das perdas financeiras, também sofrem com a perda de confiança de seus investidores e principalmente de todas as outras partes interessadas, o momento é este de provar que as mudanças saíram do papel e estão em fase de implementação.

O sistema de controles internos nada mais é que a implementação de políticas, procedimentos, sistemas e capacitação das pessoas, mas as restrições em sua aplicabilidade continuam, por falta de conhecimento de sua eficiência e eficácia na gestão dos negócios.

Portanto, não existe um modelo único, cada organização deverá implementar os sistemas de acordo com as suas necessidades, complexidades e seu apetite por risco, além do seu grau de competitividade, que vai determinar o que e como gerir a estratégia de cada negócio, levando em consideração o tamanho de seu apetite e orçamento para alcançar seus resultados.

As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.

Perguntas e respostas

O que são compliance e controles internos?
Compliance e controles internos são políticas e procedimentos operacionais implementados nas empresas para garantir o cumprimento de normas, regulamentações e a cultura organizacional. Eles são essenciais para a gestão dos negócios e para a mitigação de riscos corporativos e operacionais.
Qual a importância de entender a cultura do negócio e as legislações relacionadas às atividades corporativas?
Entender a cultura do negócio e as legislações relacionadas às atividades corporativas é fundamental para a implementação eficaz de controles internos e compliance. Isso ajuda a simplificar processos, melhorar a avaliação de procedimentos internos e facilitar a gestão por meio de políticas claras e bem definidas.
Qual o papel dos controles internos e compliance na gestão de riscos corporativos?
Os controles internos e compliance são ferramentas essenciais na gestão de riscos corporativos e operacionais. Eles ajudam a identificar, avaliar e mitigar riscos, além de promover a confiança na gestão dos negócios e assegurar que as operações estejam em conformidade com as normas e regulamentos aplicáveis.
Qual a relação entre falta de ética na gestão das empresas e os impactos financeiros e reputacionais?
A falta de ética na gestão das empresas pode causar sérios danos financeiros e reputacionais. Condutas desonestas e a ausência de caráter por parte dos gestores podem levar a fraudes, corrupção e outros escândalos que afetam negativamente a confiança de investidores e demais partes interessadas.
Por que ainda existem restrições na aplicabilidade do sistema de controles internos?
As restrições na aplicabilidade do sistema de controles internos muitas vezes decorrem da falta de conhecimento sobre sua eficiência e eficácia na gestão dos negócios. Muitas organizações ainda não compreendem o valor que esses sistemas podem agregar à gestão de riscos e ao cumprimento de normas e regulamentos.
Os sistemas de controle interno seguem um único modelo ou podem variar?
Os sistemas de controle interno não seguem um único modelo. Cada organização deve implementar esses sistemas de acordo com suas necessidades específicas, complexidades, apetite por risco e grau de competitividade. Isso inclui a consideração do tamanho do apetite por risco e do orçamento necessário para alcançar os resultados esperados.

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