Quando trabalhamos em uma empresa, seja ela familiar ou não, ou em uma organização de pequeno, médio ou grande porte sempre nos deparamos com a necessidade de implementação de regras para o negócio, que são inseridas por meio de políticas e procedimentos operacionais, comumente conhecidas como compliance e controles internos.
Mas, quando buscamos os controles internos e compliance, devemos avaliar os motivos das não conformidades, que geralmente são inúmeros. Temos um grande desafio que é entender a cultura do negócio e as legislações relacionadas às atividades corporativas, seja um banco, cooperativa, indústria, hospital, loja, shopping, aeroporto, energia, saneamento básico, telecomunicações, entre outras, temos como base simplificar o entendimento dos processos e aprimorar a avaliação dos procedimentos internos, das regras e como fazer o negócio funcionar; e gestão por meio de políticas que indicam as diretrizes e procedimentos operacionais que colocam em prática a evidência para facilitar a gestão dos negócios.
Depois de anos publicando livros e implementando processos de Governança, Riscos e Compliance (GRC) em empresas de diversos ramos de atividade, porte e complexidade, aprendi que os controles internos e compliance, quando bem elaborados, tornam-se uma ferramenta de extrema eficiência na gestão dos negócios e, por que não, no processo de gestão de riscos corporativos e operacionais.
Estou nessa linha de implementação de GRC desde o final de 2001, e posso observar uma grande mudança na gestão dos negócios e na governança corporativa, mas ainda há muito a implementar, basta observar os casos de fraude, corrupção, lavagem de dinheiro, falências e crises financeiras ocorridos no mundo corporativo, nos últimos anos, e pelo jeito ainda não tem fim, por isso a necessidade de auditorias, monitoramentos e supervisões mais efetivas, o famoso “compliance neles”.
Entretanto, a ausência de uma postura com mais ética na gestão das empresas, condutas corporativas dentro dos padrões de honestidade, ausência de caráter, ainda podem causar estragos financeiros e reputacionais para todos os envolvidos, sejam diretas ou indiretamente na gestão.
Observe os escândalos em que todos ficamos boquiabertos com as revelações de contabilidade criativa e a ausência de pudor por parte dos conselheiros e diretores executivos dessas organizações.
Quando aplicamos processos de controles internos e compliance, entendemos como auxiliar a melhora da confiança na gestão de negócios e no auxílio do mapeamento de riscos operacionais e de compliance.
Devo salientar que, no período em que as grandes corporações do mundo todo passam por mudanças na gestão e na forma de realizar seus negócios, além das perdas financeiras, também sofrem com a perda de confiança de seus investidores e principalmente de todas as outras partes interessadas, o momento é este de provar que as mudanças saíram do papel e estão em fase de implementação.
O sistema de controles internos nada mais é que a implementação de políticas, procedimentos, sistemas e capacitação das pessoas, mas as restrições em sua aplicabilidade continuam, por falta de conhecimento de sua eficiência e eficácia na gestão dos negócios.
Portanto, não existe um modelo único, cada organização deverá implementar os sistemas de acordo com as suas necessidades, complexidades e seu apetite por risco, além do seu grau de competitividade, que vai determinar o que e como gerir a estratégia de cada negócio, levando em consideração o tamanho de seu apetite e orçamento para alcançar seus resultados.