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FIXACAO DE LIMITES PARA O DIFERENCIAL MAXIMO ENTRE AS TAXAS DE CAPTACAO E DE CONTRATACAO DE OPERACOES DE CREDITO A PESSOAS JURIDICAS, PRATICADAS PELAS INSTITUICOES FINANCEIFAS.
RESOLUCAO N. 001307
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O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9. da Lei n.
4.595, de 31.12.64, torna público que o Presidente do CONSELHO
MONETÁRIO NACIONAL, por ato de 22.04.87, com base no art. 1.,
Parágrafo 2., do Decreto n. 83.323, de 11.04.79, com a redação que
lhe foi dada pelo art. 1. do Decreto n. 85.776, de 26.02.81, "ad
referendum" daquele Conselho, e tendo em vista o disposto no art. 4.,
incisos VI e IX da referida Lei,
R E S O L V E U:
I - As instituições financeiras, nas operações de capital
de giro, através de empréstimos em conta e descontos, efetuadas com
pessoas jurídicas, deverão observar os limites abaixo para o
diferencial máximo entre as taxas de captação e de contratação de
operações de crédito:
a) bancos comerciais de grande porte e instituições ligadas
e Caixa Econômica Federal: 4% (quatro por cento) ao ano;
b) bancos comerciais de pequeno e médio porte e demais
instituições financeiras: 5% (cinco por cento) ao ano.
II - Nas operações de repasses de recursos internos e
externos, o diferencial de taxas fica limitado ao máximo de 4%
(quatro por cento) ao ano, excetuando-se desta limitação as operações
vinculadas a linhas de crédito com destinação específica do Banco
Central, as quais obedecem às disposições estabelecidas na
regulamentação pertinente.
III - Não permitir a utilização, por parte das instituições
financeiras, de qualquer tipo de procedimento que possa resultar em
elevação das taxas de juros para os tomadores, tais como retenção de
parte do valor do empréstimo, exigência de compra de ações, aplicação
em títulos emitidos pelo credor, ou por empresas ligadas, com
remuneração inferior à taxa do empréstimo, bem como a obrigatoriedade
de o cliente fazer seguros de qualquer tipo e outros artifícios que
ensejam o aumento do custo final de operações de crédito.
IV - O disposto nesta Resolução não se aplica às operações
mencionadas no item VI da Resolução n. 1.221, de 24.11.86, e às
previstas na alínea "c" da Circular n. 1.130, de 12.02.87.
V - O Banco Central poderá adotar medidas julgadas
necessárias à execução desta Resolução e, quando conveniente, alterar
os limites fixados nos itens I e II.
VI - O descumprimento das disposições desta Resolução e
normas complementares sujeitará os infratores às penalidades
previstas em Lei.
VII - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
publicação.
Brasília-DF, 23 de abril de 1987
Francisco Roberto André Gros
Presidente
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