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Estabelece criterios para credenciamento e descredenciamento de instituicoes dealers que operam com o Departamento de Operacoes das Reservas Internacionais.
CARTA-CIRCULAR N. 002851
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Divulga criterios para credencia-
mento e descredenciamento de insti-
tuicoes "dealers" que operarao com
o Departamento de Operacoes das Re-
servas Internacionais (DEPIN) -
Circular n. 2888, de 20 de maio de
1999.
Tendo em vista o disposto na Circular n. 2888, de 20
de maio de 1999, as operacoes de compra e de venda de moeda estran-
geira pelo Banco Central do Brasil, no mercado interbancario, serao
realizadas pelo Departamento de Operacoes das Reservas Internacionais
(DEPIN) exclusivamente com instituicoes credenciadas para esta fina-
lidade ("dealers"), nas seguintes modalidades:
I - diretamente com instituicoes credenciadas;
II - sistema informatizado - leilao eletronico;
III - sistema de leilao telefonico.
2. Os "dealers" serao selecionados entre as instituicoes auto-
rizadas a operar no mercado de cambio mediante avaliacao de desempe-
nho realizada com base na apuracao de media ponderada, computadas as
informacoes dos ultimos seis meses dos seguintes itens:
I - mercado interbancario - sera considerado o volume de
cambio negociado pela instituicao no mercado interbancario, com peso
2,5;
II - importacao e exportacao - sera computado o volume de
operacoes de cambio vinculadas a importacoes e exportacoes negociado
pela instituicao, com peso 2,5;
III - titulos cambiais - sera computado o volume de titulos
da divida publica com correcao cambial negociado pela instituicao,
com peso 1;
IV - cambio financeiro - sera considerado o volume de cam-
bio financeiro negociado pela instituicao, com peso 3; e
V - informacoes prestadas ao Banco Central do Brasil -
com peso 1. O objetivo deste item e avaliar a qualidade das informa-
coes prestadas e a forma de atuacao de cada instituicao no mercado
de cambio.
3. O periodo de validade de cada credenciamento de "dealers"
sera de seis meses abrangendo os meses de junho a novembro e de de-
zembro a maio, sendo obrigatorio o rodizio de, pelo menos, tres ins-
tituicoes a cada novo periodo de credenciamento.
4. O numero de "dealers" credenciados para operar com o Banco
Central do Brasil sera de vinte e cinco.
Paragrafo 1. O primeiro credenciamento de instituicoes em
conformidade com o disposto nesta Carta-Circular devera ocorrer em 01
de junho de 1999 e implicara no descredenciamento de todas as insti-
tuicoes que atualmente operam com o DEPIN da condicao de "dealers";
Paragrafo 2. Excepcionalmente, para o credenciamento que se
inicia em 01 de junho de 1999, as informacoes a que se refere o item
2 desta Carta-Circular abrangerao o periodo de 19 de marco de 1999 a
19 de maio de 1999.
5. Para ser credenciada como "dealer", a instituicao que vier a
se classificar por desempenho devera, ainda, satisfazer os seguintes
criterios:
I - estar em funcionamento ha, no minimo, 6 (seis) anos;
II - gozar de boa situacao economico-financeira;
III - manter comportamento de normalidade operacional;
IV - adotar politica de fortalecimento do capital social;
V - inexistir restricao ou ressalva junto ao Banco Central
do Brasil que, a seu exclusivo criterio, desaconselhem o credencia-
mento;
VI - nao estar incluida, nem seus administradores e contro-
ladores, no Cadastro Informativo de Creditos nao Quitados do Setor
Publico (CADIN); e
VII - dispor de linha exclusiva de comunicacao telefonica
com a mesa de operacoes do DEPIN, correndo por conta da instituicao
os custos de instalacao e de manutencao.
6. O credenciamento e o descredenciamento serao comunicados
por telefone, devendo a instituicao manifestar-se pela mesma via, no
prazo estipulado na comunicacao.
7. As instituicoes credenciadas como "dealers" deverao:
I - prover o Banco Central do Brasil de todas as informacoes
necessarias ao bom andamento do mercado de cambio;
II - participar de leiloes de cambio quando promovidos pelo
Banco Central do Brasil;
III - cotar, sempre que solicitadas, taxas de compra e de
venda de moedas estrangeiras;
IV - prover liquidez aos mercados de cambio;
V - fornecer ao Banco Central do Brasil, diariamente, in-
formacoes sobre suas atividades operacionais - as quais terao trata-
mento estritamente confidencial - que possibilitem avaliar a insti-
tuicao e a sua participacao no mercado de cambio; e
VI - participar de reunioes previamente convocadas
pelo Banco Central do Brasil.
8. E expressamente vedada a divulgacao, a propaganda ou qual-
quer outra forma de exploracao mercadologica da condicao de "dealer",
sob pena de perda da condicao de instituicao credenciada por prazo
minimo de doze meses.
9. O credenciamento da instituicao nao gera qualquer direito de
permanencia nessa condicao, podendo o Banco Central do Brasil, a
qualquer tempo e a seu exclusivo criterio, promover alteracoes no
grupo de "dealers".
10. Constitui fator de descredenciamento de uma instituicao, en-
tre outros, a utilizacao da condicao de "dealer" para dominar, mani-
pular ou impor condicoes que ensejem a formacao artificial de precos,
bem como o emprego de outros metodos que, na avaliacao do Banco Cen-
tral do Brasil, contrariem as praticas regulares e saudaveis de mer-
cado.
11. Sera realizado acompanhamento da atuacao dos "dealers" e
registradas as ocorrencias consideradas relevantes para fins de ava-
liacao do credenciamento da instituicao.
12. Esta Carta-Circular entra em vigor na data de sua publica-
cao.
Brasilia, 20 de maio de 1999.
DEPARTAMENTO DE OPERACOES DAS RESERVAS
INTERNACIONAIS
Daso Maranhao Coimbra
Chefe
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