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Define criterios para constituicao de deposito de recursos captados no exterior junto ao Banco Central.
CARTA-CIRCULAR N. 002630
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Define criterios para fins de consti-
tuicao, junto ao Banco Central do Bra-
sil, do deposito previsto no inciso IV
do art. 1. da Circular n. 2.670, de
01.03.96
As instituicoes financeiras detentoras de recursos
captados no exterior, nos termos da Resolucao n. 63, de 23.08.67, de-
verao prestar ao Banco Central do Brasil as seguintes informacoes, na
moeda em que captados os recursos:
I - Estoque de recursos captados no exterior, nos termos da Re-
solucao n. 63/67 --saldo no inicio do dia;
II - Ingresso de recursos externos no dia;
III - Saida de recursos (remessas para o exterior) no dia;
IV - Total de recursos externos no final do dia (I + II - III);
V - Aplicacoes de recursos externos, consoante Circular n.
2.670, de 01.03.96--saldo no final do dia (a + b + c + d +
e);
a) Repasses;
b) Repasses interbancarios;
c) Operacoes de arrendamento mercantil;
d) Aquisicoes de direitos creditorios;
e) Notas do Tesouro Nacional (NTN-D).
2. As informacoes referidas no item anterior deverao ser
prestadas a Delegacia Regional onde jurisdicionada a instituicao fi-
nanceira, na mesma data a que se referirem, via transacao PMSG750 do
Sistema de Informacoes Banco Central (SISBACEN), enquanto nao dispo-
nibilizada transacao especifica para a insercao dos dados, a qual se-
ra oportunamente divulgada pelo Departamento de Informatica (DEINF),
observado o seguinte:
I - Admite-se que as informacoes sejam prestadas no
dia util imediatamente posterior, sem a aplicacao da multa prevista
na Resolucao n. 2.194, de 31.08.95;
II - O deposito no Banco Central devera ser efetuado
na mesma data em que prestadas as informacoes, observado o disposto
no "caput" do artigo 2. da Circular n. 2.670, de 01.03.96.
3. A primeira informacao correspondera ao dia 04.03.96 e
devera ser apresentada por todas as instituicoes financeiras detento-
ras de recursos captados no exterior, nos termos da citada Resolucao
n. 63/67.
4. Posteriormente, somente deverao ser prestadas informa-
coes relativas as datas em que houver movimentacao de recursos, in-
clusive a decorrente da observacao dos percentuais discriminados na
alinea "d" do item 5 desta Carta-Circular, esclarecido que o deposito
no Banco Central, constituido na forma prevista no artigo 2. da Cir-
cular n. 2.670, de 01.03.96, permanecera indisponivel enquanto se
mantiver inalterada a posicao de valor a ser mantido em deposito no
Banco Central.
5. O valor a ser mantido em deposito no Banco Central se-
ra calculado como segue, por moeda:
a) apura-se, na moeda em que captados os recursos, a diferenca
entre o total dos recursos externos no final do dia (inciso IV do
item 1) e o total das aplicacoes (inciso V do item 1);
b) do valor apurado na forma da alinea anterior deduz-se o
ajuste, calculado como segue:
Dn-1 Dn-1
An = An-1 + ---- - ---- onde:
Cd-1 Cd
An = ajuste;
An-1 = ajuste calculado na posicao anterior, ou zero, quando o
valor em deposito no Banco Central, relativo a respectiva
moeda, desde a posicao anterior for igual a zero;
Dn-1 = valor em deposito no Banco Central na posicao imediata-
mente anterior, em reais;
Cd-1 = cotacao da moeda no dia da ultima movimentacao de valores
em deposito no Banco Central relativa a respectiva moeda
--posicao de venda no fechamento do dia;
Cd = cotacao da moeda na data da informacao --posicao de venda
no fechamento do dia.
c) o resultado obtido consoante a alinea anterior devera ser
convertido a moeda nacional pela cotacao da moeda --posicao de venda
na data de movimentacao--, correspondendo, entao, ao valor a ser man-
tido no Banco Central, relativo a cada moeda;
d) em se tratando de recursos ingressados ate 01.03.96, sobre o
valor calculado na forma da alinea anterior deverao ser aplicados os
seguintes percentuais minimos, a partir das datas indicadas:
04.03.96 - 10% (dez por cento);
11.03.96 - 20% (vinte por cento);
18.03.96 - 30% (trinta por cento);
25.03.96 - 40% (quarenta por cento);
01.04.96 - 50% (cinquenta por cento);
08.04.96 - 60% (sessenta por cento);
15.04.96 - 70% (setenta por cento);
22.04.96 - 80% (oitenta por cento);
29.04.96 - 90% (noventa por cento);
06.05.96 - 100% (cem por cento).
e) em se tratando de recursos ingressados a partir de 04.03.96,
sobre o valor calculado na forma da alinea "c" sera aplicado o per-
centual de 100%;
f) a diferenca entre os valores apurados consoante as alineas
"d" e "e" e o valor ja depositado no Banco Central determinara a
quantia a ser recolhida ou liberada na data, relativa a cada moeda.
6. As instituicoes financeiras deverao apresentar infor-
macoes separadas para os ingressos ate 01.03.96 e os ingressos poste-
riores, unificando tais informacoes a partir de 06.05.96.
7. Na hipotese de a instituicao financeira optar pela
constituicao do deposito no dia util imediatamente seguinte a data a
que se referir a informacao (D+1), nos termos do "caput" do artigo 2.
da Circular n. 2.670, de 01.03.96, serao observados os seguintes pro-
cedimentos relativamente ao custo financeiro a ser debitado em D+1:
a) se o valor depositado em D+1 for igual ou maior que o valor a
depositar apurado para D+0, o custo financeiro sera apurado
com base na taxa media ajustada de todas as operacoes de fi-
nanciamento registradas no Sistema Especial de Liquidacao e
de Custodia (SELIC), independentemente das caracteristicas
dos titulos, e aplicado sobre o valor a depositar apurado pa-
ra D+0;
b) se o valor depositado em D+1 for inferior ao valor a deposi-
tar em D+0, incidira custo financeiro apurado com base:
b.1) na taxa media ajustada de todas as operacoes de finan-
ciamento registradas no SELIC, independentemente das ca-
racteristicas dos titulos, sobre o valor efetivamente
depositado; e,
b.2) na taxa media ajustada de todas as operacoes de finan-
ciamento registradas no SELIC, independentemente das ca-
racteristicas dos titulos, acrescida de 30% (trinta por
cento) ao ano, sobre o valor da deficiencia apurada.
8. Toda a movimentacao relativa a constituicao do deposi-
to de que se trata, inclusive custos e multas, sera efetuada na conta
Reservas Bancarias, devendo a instituicao financeira nao titular da-
quela conta firmar convenio para a finalidade, consoante previsto na
Circular n. 2.425, de 15.06.94.
Brasilia, 01 de marco de 1996
Luis Gustavo da Matta Machado
Chefe
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