O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu procedimentos para o cálculo dos limites operacionais das instituições financeiras em operações de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), conforme a Resolução nº 2443/97. Os principais parâmetros são:
Somente operações contratadas no primeiro semestre de 1997 e com vencimento até 31/01/1998 integrarão a base de cálculo dos limites operacionais, excluindo aquelas cujo mutuário seja governo estadual e que foram objeto de acordo.
Operações objeto de acordo judicial que alteraram a condição de ARO serão excluídas da base de cálculo e reclassificadas como dívida fundada, sem aplicação de penalidades conforme a Resolução nº 2461/97. As instituições financeiras serão informadas individualmente sobre a nova condição.
Reclassificação de operações de ARO para outra condição diferente de "curso normal" só permitirá aplicação em operações de ARO se enquadradas como "prejuízo".
Operações de ARO envolvendo Estados que não celebraram acordo com a União, conforme a Lei nº 9496/97, serão excluídas da base de cálculo dos limites operacionais.
Qualquer acordo judicial que descaracterize a operação original como ARO deve obedecer à Resolução nº 69/95 do Senado Federal. Transformações de operações de ARO para dívida fundada só serão permitidas após a reclassificação da operação como prejuízo.