Comunicado
20/04/2020
#47355

Comunicado N° 35.542

Estabelece procedimentos para operações compromissadas em moeda estrangeira com títulos da dívida pública federal externa.

O Departamento das Reservas Internacionais (Depin), com base na Circular nº 3.990, de 18 de março de 2020 e na Circular nº 3.992, de 19 de março de 2020, estabelece procedimentos a serem observados para a realização de operações compromissadas em moeda estrangeira pelo Banco Central do Brasil.

 

2. As propostas de operações de que trata este Comunicado poderão ser contratadas exclusivamente por dealer de câmbio credenciado pelo Banco Central do Brasil, mediante troca de mensagens eletrônicas (e-mail), e terão as seguintes características:

 

I - Entre 10h00 e 14h00 do dia 28 de abril de 2020, o Departamento das Reservas Internacionais acolherá propostas para operações compromissadas em moeda estrangeira; 

 

II - São elegíveis para essas operações os títulos da dívida pública mobiliária federal externa (DPFe) emitidos pela República Federativa do Brasil (Global Bonds), denominados em dólares dos Estados Unidos da América (USD);

 

III - Os títulos soberanos vendidos ao Banco Central do Brasil serão admitidos às operações de que trata este Comunicado mediante desconto de 10% (dez por cento) em relação a seu valor de mercado;

 

IV - A venda à vista do título soberano será liquidada em 30 de abril de 2020 e a recompra ocorrerá em 13 de maio de 2020 ou em 27 de maio de 2020;

 

V - O dealer de câmbio deve informar ao Banco ao Central do Brasil, via e-mail e em caráter irrevogável, a data desejada para a recompra, o CUSIP e a quantidade de cada Global Bond, denominado em USD, para venda à vista;

 

VI - A taxa da operação compromissada, para os dois prazos de recompra, será de 1% a.a. em dólares americanos, expressa como taxa linear anual, base 360 dias corridos, apropriada no período entre a data de liquidação da contratação e a data de recompra;

 

VII – Depois de enviadas as informações de que trata o inciso V, o dealer de câmbio não poderá alterar nenhum dos parâmetros da proposta, ficando a quantidade a ser aceita para contratação a critério do Banco Central do Brasil, e será informada após o horário limite definido no inciso I;

 

VIII – O Termo de Adesão assinado para as operações compromissadas em moedas estrangeiras de que trata o Comunicado nº 35.383 continua válido. Dealers de câmbio que não tenham assinado o referido Termo e que tenham interesse em participar das operações previstas no presente comunicado deverão enviá-lo, juntamente com suas propostas, para a Divisão de Câmbio do Departamento das Reservas Internacionais.

 

IX - As operações compromissadas em moeda estrangeira serão liquidadas mediante confirmação prévia e troca de instruções de custódia entre o Banco Central do Brasil e o dealer de câmbio que tiver operações compromissadas contratadas;

 

X - Em caso de falha de liquidação, as operações poderão ser canceladas pelo Banco Central do Brasil. A parte que der causa a falha, seja o dealer de câmbio ou o Banco Central do Brasil, ressarcirá a outra parte por eventuais custos decorrentes de saldos positivos em conta; e

 

XI - O Departamento das Reservas Internacionais (DEPIN) atuará como agente de cálculo para apuração de margens, com o objetivo de preservar os parâmetros iniciais contratados. Haverá transferência de margem durante a vigência das operações compromissadas em moeda estrangeira sempre que a exposição consolidada for igual ou superior a USD 500.000,00 (Threshold), devendo as margens serem entregues, de forma consolidada, em títulos soberanos emitidos, em USD, pelo Tesouro dos Estados Unidos da Américas (US Treasuries) e/ou Global Bonds em USD. A parte que estiver com valores excedentes efetuará a transferência, a favor da parte que estiver exposta, no dia útil seguinte à data de apuração da margem pelo agente de cálculo. Em caso de falha de transferência de margem será aplicada penalidade, à parte que der causa. A penalidade será calculada com base no valor da exposição em aberto com cálculos semelhantes aos praticados para Fails Charges do Treasury Market Practices Group (TMPG).

 

Alan da Silva Andrade Mendes

Chefe do Departamento das Reservas Internacionais

 

Perguntas e respostas

O que acontece em caso de falha na transferência de margem?
Em caso de falha na transferência de margem, será aplicada uma penalidade à parte que der causa, calculada com base no valor da exposição em aberto com cálculos semelhantes aos praticados para Fails Charges do Treasury Market Practices Group (TMPG).
Quem atuará como agente de cálculo para apuração de margens nas operações compromissadas?
O Departamento das Reservas Internacionais (DEPIN) atuará como agente de cálculo para apuração de margens, com o objetivo de preservar os parâmetros iniciais contratados.
O que acontece em caso de falha de liquidação das operações?
Em caso de falha de liquidação, as operações poderão ser canceladas pelo Banco Central do Brasil. A parte que der causa à falha ressarcirá a outra parte por eventuais custos decorrentes de saldos positivos em conta.
Qual é a taxa da operação compromissada?
A taxa da operação compromissada, para os dois prazos de recompra, será de 1% a.a. em dólares americanos, expressa como taxa linear anual, base 360 dias corridos.
Quais informações o dealer de câmbio deve informar ao Banco Central do Brasil?
O dealer de câmbio deve informar, via e-mail e em caráter irrevogável, a data desejada para a recompra, o CUSIP e a quantidade de cada Global Bond, denominado em USD, para venda à vista.
Quando ocorrerá a liquidação e a recompra dos títulos soberanos?
A venda à vista será liquidada em 30 de abril de 2020, e a recompra ocorrerá em 13 de maio de 2020 ou em 27 de maio de 2020.
Quais circulares estabelecem os procedimentos para operações compromissadas em moeda estrangeira?
Os procedimentos são estabelecidos pela Circular nº 3.990, de 18 de março de 2020, e pela Circular nº 3.992, de 19 de março de 2020.
Qual é o desconto aplicado aos títulos soberanos vendidos ao Banco Central do Brasil?
Os títulos soberanos vendidos ao Banco Central do Brasil serão admitidos às operações com um desconto de 10% em relação ao seu valor de mercado.
Qual é a validade do Termo de Adesão para operações compromissadas em moedas estrangeiras?
O Termo de Adesão assinado para as operações compromissadas em moedas estrangeiras continua válido. Dealers de câmbio que não tenham assinado o referido Termo e que tenham interesse em participar das operações devem enviá-lo juntamente com suas propostas.
O que é o Departamento das Reservas Internacionais (Depin)?
O Departamento das Reservas Internacionais (Depin) é uma unidade do Banco Central do Brasil responsável por gerenciar as reservas internacionais do país.
O que acontece após o envio das informações pelo dealer de câmbio?
Depois de enviadas as informações, o dealer de câmbio não poderá alterar nenhum dos parâmetros da proposta. A quantidade a ser aceita para contratação será a critério do Banco Central do Brasil, e será informada após o horário limite.
Quem pode contratar as operações compromissadas em moeda estrangeira?
Apenas dealers de câmbio credenciados pelo Banco Central do Brasil podem contratar essas operações.
Quais são as características das propostas de operações compromissadas em moeda estrangeira?
As propostas podem ser enviadas entre 10h00 e 14h00 do dia 28 de abril de 2020, e são elegíveis títulos da dívida pública mobiliária federal externa (DPFe) emitidos pela República Federativa do Brasil, denominados em dólares dos Estados Unidos da América (USD).
Como serão liquidadas as operações compromissadas em moeda estrangeira?
As operações serão liquidadas mediante confirmação prévia e troca de instruções de custódia entre o Banco Central do Brasil e o dealer de câmbio que tiver operações compromissadas contratadas.
Quando haverá transferência de margem durante as operações compromissadas?
Haverá transferência de margem sempre que a exposição consolidada for igual ou superior a USD 500.000,00 (Threshold). As margens devem ser entregues em títulos soberanos emitidos em USD pelo Tesouro dos Estados Unidos da América (US Treasuries) e/ou Global Bonds em USD.

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