Norma
20/05/2022

Resolução CVM 102

Aprova a consolidação do Pronunciamento Técnico CPC 21(R1) sobre demonstração intermediária.

A Resolução CVM nº 102, de 20 de maio de 2022, aprova a consolidação do Pronunciamento Técnico CPC 21(R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que trata de demonstração intermediária. A partir de 1º de julho de 2022, torna-se obrigatório para as companhias abertas seguir este pronunciamento.

O Pronunciamento Técnico CPC 21(R1) estabelece o conteúdo mínimo de uma demonstração contábil intermediária e os princípios para reconhecimento e mensuração para demonstrações completas ou condensadas de período intermediário. Entre os componentes mínimos exigidos estão:

  • Balanço patrimonial condensado.

  • Demonstração condensada do resultado do exercício e do resultado abrangente.

  • Demonstração condensada das mutações do patrimônio líquido.

  • Demonstração condensada dos fluxos de caixa.

  • Notas explicativas selecionadas.

A resolução também revoga a Deliberação CVM nº 673, de 20 de outubro de 2011, que anteriormente aprovava o Pronunciamento Técnico CPC 21(R1).

Entre os pontos destacados no CPC 21(R1), incluem-se:

  • As demonstrações contábeis intermediárias devem ser elaboradas em bases consolidadas se as demonstrações contábeis anuais mais recentes da entidade forem consolidadas.

  • As entidades devem aplicar as mesmas políticas contábeis nas suas demonstrações contábeis intermediárias que são aplicadas nas demonstrações contábeis anuais.

  • Eventos e transações significativos devem ser explicados nas demonstrações contábeis intermediárias para a compreensão das mudanças patrimoniais, econômicas e financeiras da entidade.

  • A despesa com tributo sobre o lucro deve ser reconhecida em cada período intermediário com base na melhor estimativa da alíquota média efetiva ponderada anual esperada para o exercício social completo.

A resolução visa garantir que as demonstrações contábeis intermediárias sejam tempestivas e confiáveis, aumentando a capacidade dos investidores, credores e outros usuários de entender a capacidade da entidade de gerar lucros e fluxos de caixa, bem como sua condição financeira e de liquidez.