O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não tem dúvidas de que o Brasil entrou em uma rota sustentada de crescimento. Mas com a mesma convicção com que descreve as mudanças estruturais que levaram o pais a avançar 5% ao ano - o ajuste fiscal, a queda da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) e o controle da inflação - ele avisa: "Nada garante que não podemos voltar atrás". Na avaliação de Meirelles, os brasileiros podem tirar proveito da estabilidade. Mas para que eles não se lambuzem com essa experiência nova, ampliando o consumo e o crédito além da conta, o Banco Central ficará vigilante. "O BC tem que se manter vigilante na expansão do crédito porque exageros existem e bolhas existem." Na opinião do presidente do BC o país precisa manter a previsibilidade da economia, para que os invenstimentos - que avançam a taxas entre 13% e 15% ao ano - garantam o aumento da produção.