A despeito das incertezas no cenário internacional, a economia brasileira apresentou forte crescimento, com volatilidade relativamente baixa nos mercados de juros e de câmbio. O cenário econômico favorável no período analisado contribuiu para o crescimento de 9% no estoque de crédito do sistema bancário. O crescimento vem ocorrendo, principalmente, em modalidades de menor risco.
No segmento de pessoas físicas, a expansão foi alicerçada no crescimento da base de clientes, com moderado comprometimento de renda dos tomadores e sem elevação significativa dos riscos na carteira.
Apesar do crescimento do crédito e da maior necessidade de recursos para o cumprimento do recolhimento compulsório, com o restabelecimento dos níveis de requerimento pré-crise, o sistema bancário foi capaz de obter fontes de financiamento sem que houvesse comprometimento da sua liquidez, que permanece suficiente para suportar as operações, inclusive em simulações de situação de estresse.
A solvência das instituições permaneceu em nível confortável. A acumulação de lucros permitiu que o Índice de Basiléia, que representa a relação entre o capital e o risco das operações realizadas pelas instituições financeiras, se mantivesse bem acima do mínimo regulamentar de 11%.
Em todos os cenários de estresse analisados, inclusive em cenários extremos de deterioração da situação macroeconômica, o Índice de Basiléia do sistema seria superior ao estabelecido na regulamentação.
Finalmente, o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) funcionou de forma adequada, considerando-se os aspectos de risco e de eficiência.
Esta edição do Relatório traz como novidade um apêndice estatístico criado com o objetivo de dar transparência às informações utilizadas na sua elaboração e de possibilitar maior uso dos dados pelos leitores.
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Brasília, 23 de setembro de 2010
Banco Central do Brasil
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