No dia 12 de abril de 2013, realizou-se na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, a XXV Reunião de Presidentes de Bancos Centrais da América do Sul, com a participação de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
As autoridades monetárias da região analisaram a situação da economia internacional e de seus países, tendo em conta suas tendências atuais e as dos mercados financeiros internacionais. Dessa forma, avaliaram os desafios para a condução da política monetária e a preservação da estabilidade financeira.
Em um quadro internacional ainda incerto e delicado, permanece objeto de especial atenção o crescimento significativo da liquidez internacional resultante das medidas de expansão monetária em economias avançadas e seus possíveis efeitos sobre as taxas câmbio e a estabilidade financeira das economias emergente. Avaliaram adicionalmente os sinais que sugerem uma provável recuperação do crescimento da economia dos Estados Unidos, assim como o possível impacto das recentes medidas monetárias do Japão.
Neste contexto, os países da América do Sul têm logrado evitar uma deterioração das condições econômicas e se espera em 2013 uma melhora de seu crescimento médio. Em geral, a inflação permanece sob controle, mas requer vigilância permanente, em particular face aos choques externos. Ressaltou-se que o desemprego na região se encontra em níveis historicamente baixos, o que tem contribuído para fortalecer os mercados domésticos e o nível de atividade.
No evento, se apresentou uma avaliação dos avanços na implementação dos Acordos de Basileia, bem como um estudo sobre fluxos de capitais na região.
Durante a reunião, os bancos centrais destacaram a importância da cooperação e o dialogo entre eles mediante o intercâmbio de experiências e a assistência mútua.
Os presidentes de Bancos Centrais estabeleceram que na reunião que terá lugar no mês de outubro de 2013 em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, serão apresentados estudos sobre a evolução dos preços dos ativos, que estará a cargo do Banco Central de Chile, e sobre critérios para avaliar o comportamento do crédito, que será preparado pelo Banco Central da Colômbia.
Mercedes Marcó del Pont Alexandre Antonio Tombini
Banco Central de La República Argentina Banco Central do Brasil
Hugo Dorado Aranibar Rodrigo Vergara Montes
Banco Central de Bolivia Banco Central de Chile
José Darío Uribe Escobar Diego Alfredo Martinez Vinueza
Banco de la República Banco Central del Ecuador
Jorge Raúl Corvalán Mendoza Julio Velarde Flores
Banco Central del Paraguay Banco Central de Reservas del Perú
Mario Esteban Bergara Duque José Félix Rivas Alvarado
Banco Central del Uruguay Banco Central de Venezuela