1. A nível mundial, prossegue a recuperação moderada nas economias avançadas, enquanto a atividade econômica nos mercados emergentes tem desacelerado. Assim, condições financeiras externas têm exercido pressões sobre as moedas domésticas. Os menores ingressos de capital, as quedas nos preços das exportações e o aumento dos prêmios de risco são alguns dos fatores que caracterizam o atual contexto.
2. Os participantes concordaram sobre a importância de manter uma gestão prudente, preservando o equilíbrio macroeconômico, junto com a aplicação de medidas que apontem para o crescimento no longo prazo, tais como o aumento da produtividade, a redução do déficit em infraestrutura e a diversificação da estrutura econômica.
3. Com relação ao estudo sobre o descasamento cambial na região, concluiu-se que os países mostram indicadores de solvência adequados, os sistemas financeiros se encontram menos expostos que no passado aos riscos de taxa de câmbio, e que a maioria dos países da região possuem instrumentos de cobertura cambial que podem ser utilizados pelo setor privado.
4. Em relação à estimação e aos determinantes do hiato do produto, os resultados mostram nos últimos 15 anos um comportamento cíclico com semelhanças entre os países. Recentemente, os hiatos tendem a se reduzir, refletindo em parte a revisão para baixo do crescimento potencial das economias da região.
Os representantes dos bancos centrais decidiram reunir-se no primeiro semestre de 2016, na cidade de Montevidéu, Uruguai. Para essa reunião, o Banco Central da República da Argentina realizará um estudo sobre o passthrough da taxa de câmbio para os preços e o Banco Central de Reservas do Peru sobre o desenvolvimento dos mercados de derivativos cambiais e a intervenção dos bancos centrais.
Brasília, 23 de outubro de 2015
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
[email protected]
(61) 3414-2808