Notícia
20/08/2014

BC ajusta critérios relativos ao requerimento mínimo de capital para risco de crédito

Ajusta critérios do requerimento mínimo de capital para risco de crédito, alinhando-os ao ciclo de crédito e padrões internacionais.

​O Banco Central do Brasil (BCB) aprovou hoje  Circular 3.714 que altera critérios relativos ao requerimento mínimo de capital para risco de crédito.

Os ajustes consideram a fase atual do ciclo de crédito no Brasil e se inserem nos processos de revisão das medidas macroprudenciais adotadas a partir de 2010 e de continuidade da convergência da regulação brasileira aos parâmetros internacionais de Basileia.

Em prosseguimento à revisão das medidas macroprudenciais, foi reestabelecido em 75% o fator de ponderação de risco (FPR) para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo, em consonância com o estabelecido no Acordo de Basileia.
 
Dentro do objetivo de convergência internacional, foram adotados dois conjuntos de medidas.

Primeiro, foram ampliados os critérios de exposição e receita máximas para classificação de operações como varejo e foram reduzidos os fatores de conversão em crédito de operações de comércio exterior e de garantias de performance.
 
Segundo, com o objetivo de reduzir obstáculos à internacionalização das instituições financeiras brasileiras, o tratamento de exposições a governos centrais de países estrangeiros também foi ajustado. Em linha com as exigências de Basileia, exposições a países com classificação de risco equivalente ou melhor a “AA-“, bem como exposições e captações de recursos em moeda local de países com classificação de risco equivalente a grau de investimento passarão a ser ponderadas com FPR de 0%.
 
Adicionalmente, a regulamentação prudencial passar a reconhecer o potencial de mitigação de risco proporcionado por operações de crédito consignado.
Espera-se que as medidas ampliem o acesso a crédito por pequenas empresas e fortaleçam o comercio exterior. Pretende-se assim incrementar a eficiência do sistema e salvaguardar sua resiliência.
 
 
Brasília, 20 de agosto de 2014
Banco Central do Brasil

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