A valorização de 2,14% do IMA-Geral em janeiro beneficiou a rentabilidade dos fundos da categoria Renda Fixa e Multimercados. De acordo com o Panorama ANBIMA de fevereiro, o tipo Renda Fixa Índices apresentou alta de 1,97%, a maior da indústria no mês, acumulando, também, a maior valorização em 12 meses entre os fundos com patrimônio líquido representativo. Em movimento oposto, todos os tipos da categoria Ações apresentaram rentabilidades negativas, influenciados pelo recuo de 6,2% do Ibovespa no período, que refletiu a queda de quase 20% nas ações da Petrobras, com efeitos sobre boa parte do segmento de renda variável. Já a captação líquida em janeirofoi de apenas R$ 22,5 milhões devido ao resgate líquido de R$ 14,2 bilhões, ocorrido no último dia útil (30/01), que praticamente zerou os recursos acumulados ao longo do mês.
Já no mercado de capitais, o ritmo das captações foi lento no começo do ano. Este movimento pôde ser observado nos campos doméstico e internacional. No primeiro caso, as captações foram concentradas em renda fixa, totalizando R$ 11,9 bilhões, sendo R$ 10 bilhões de uma emissão de debêntures de leasing, da Santander Leasing. As debêntures corporativas somaram apenas R$ 1,3 bilhão, enquanto as notas promissórias alcançaram somente R$ 330 milhões. Já em relação às ações, a reabertura das ofertas permanece dependente da melhora do ambiente macroeconômico e das expectativas relativas ao crescimento da economia. Atualmente, estão em análise cinco operações na CVM, mas não há indícios de que sejam realizadas no curto prazo. No segmento internacional, não foram realizadas captações por companhias brasileiras em janeiro.
Enquanto isso, no mercado de renda fixa, o começo de fevereiro foi marcado pela deterioração das expectativas econômicas de curto prazo dos participantes de mercado, o que elevou os prêmios de risco dos títulos e comprometeu a rentabilidade dos indicadores do segmento. Em janeiro, a performance positiva dos índices de renda fixa vinha refletindo a volta dos investidores estrangeiros no segmento e a expectativa de mudanças de política econômica que buscassem convergir a inflação para o centro da meta no médio prazo, com reequilíbrio fiscal. Mas a percepção de crescimento nulo para esse ano e os resultados fiscais de 2014, piores do que o esperado, afetaram a confiança dos agentes em relação ao cenário econômico. O resultado do IPCA de janeiro (1,24%) acirrou esse processo. Mesmo com o reconhecimento de que parte do impacto inflacionário decorre da correção dos preços administrados, o patamar elevado de inflação para o primeiro trimestre do ano não contribui para a melhora do balanço de riscos no médio prazo.