¿Influenciados pela valorização de ativos, os fundos de investimento registraram rentabilidades expressivas em março. No conjunto do primeiro trimestre, a indústria cresceu 3,8%, atingindo o patamar de R$ 3,1 trilhões sob gestão. Os dados são Boletim de Fundos de Investimento, divulgado hoje.
O retorno positivo registrado pela maioria dos indicadores de mercado em março permitiu que a indústria registrasse boas rentabilidades no mês. “Esse movimento ficou muito evidente nas carteiras de ações, com a valorização de mais de 15% do Ibovespa e do IBrX”, explica Carlos Ambrósio, vice-presidente da ANBIMA.
O Ibovespa registrou alta de 16,97% em março, o maior crescimento desde outubro de 2002. Com isso, os fundos dos tipos FMP-FGTS, Mono Ação e Setoriais – cujas carteiras são constituídas majoritariamente por ações da Vale e da Petrobras – acumularam rentabilidade de 36,51%, 35,56% e 17,27% respectivamente. Os fundos dos tipos Indexados e Índice Ativo também apresentaram retornos de dois dígitos, valorizando-se 15,57% e 11,45%, respectivamente.
Na renda fixa, o desempenho também foi positivo. Com o IMA-Geral – índice que reflete a valorização dos títulos públicos federais – registrando alta de 3,42%. As carteiras com duração mais longa se beneficiaram do recuo dos juros futuros. “Os gestores que souberam aproveitar este cenário alcançaram bons retornos para seus fundos”, afirma Ambrósio.
O tipo Duração Alta Soberano voltou a apresentar a maior valorização da categoria, com alta de 4,40%, seguido pelo tipo Indexados com rentabilidade de 2,37%. Entre os Multimercados, os destaques foram os tipos Long and Short Neutro e Balanceados, que apresentaram rentabilidades de 2,79% e 2,52% em março.
Captação
A indústria de fundos de investimento registrou, em março, captação líquida de R$ 19,9 bilhões. O resultado foi influenciado pelo ingresso de R$ 23,2 bilhões em um único fundo de Renda Fixa. Nesta categoria, a captação líquida no mês ficou em R$ 21,5 bilhões. Também registraram captação positiva os fundos das categorias Previdência (R$ 2,7 bilhões) e ETF (R$ 64 milhões). Na outra ponta, os fundos Multimercados registraram captação negativa de R$ 2,3 bilhões, ao lado dos fundos de ações, que ficaram negativos em R$ 1,5 bilhão.