Em janeiro, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em manter a meta da taxa Selic em 14,25% surpreendeu parte do mercado que apostava no início de um ciclo de alta de juros, resultando na revisão dos preços dos ativos de renda fixa. Após a divulgação da ata do comitê, ganhou força a expectativa de que os juros se mantenham estáveis nos próximos meses, com possibilidade de queda no segundo semestre, segundo o
Boletim ANBIMA de Renda Fixa.
Os ajustes nos preços dos títulos favoreceram a carteira prefixada acima de um ano, expresso pelo IRF-M1+, que apresentou rentabilidade de 3,79%, a maior entre os subíndices do IMA (Índice de Mercado ANBIMA). O IRF-M 1, que reflete a carteira prefixada até um ano, variou 1,64%. Em relação aos títulos indexados, o IMA-B 5 (que espelha a carteira de NTN-Bs até cinco anos) e o IMA-B5+ (traz NTN-Bs acima de cinco anos) registraram, respectivamente, variações de 2,97% e 1,21%.
No mercado de títulos corporativos, a trajetória do IDA (Índice de Debêntures da ANBIMA), que captura a variação de preços desses ativos, tem refletido o ambiente de incerteza do segmento. Em função da piora do risco de crédito, foi observada uma elevação das taxas requeridas em grande parte dos títulos, correspondendo a uma queda nos seus preços. Essa revisão impactou o índice, que registrou retorno mais baixo.