Notícia
18/08/2016

BC abre último módulo da mostra “A Persistência da Memória”, dia 23, na Galeria de Arte

Anuncia a abertura do último módulo da exposição "A Persistência da Memória" na Galeria de Arte do Banco Central.

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O Banco Central abre o último módulo da exposição “A Persistência da Memória”, no dia 23/8, às 17 horas, na Galeria de Arte do Edifício-Sede, em Brasília.

A abertura será feita pelo diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, Isaac Sidney Ferreira. O evento também contará com palestra do coordenador do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Wagner Barja, sobre o surrealismo, movimento artístico e literário originado em Paris, no período entreguerras. O evento será aberto ao público.

O módulo, que recebe o mesmo nome da exposição, tratará dos fundamentos do movimento surrealista, fazendo uma comparação entre o surrealismo no mundo e no Brasil. Obras de Salvador Dalí, Ismael Nery, Emiliano Di Cavalcanti, Cicero Dias e Vasco Prado fazem parte dessa etapa da mostra. O módulo ficará aberto ao público até dezembro.

A Galeria de Arte abre de terça a sexta-feira, das 10 horas às 18 horas. No primeiro sábado de cada mês, a Galeria abre das 14 horas às 18 horas e também expõe o painel Descobrimento do Brasil, de Candido Portinari.

 

Seis módulos

Inaugurada em junho de 2014, a exposição “A Persistência da Memória” foi dividida em seis módulos curatoriais com duração de cerca de quatro meses cada. A mostra conta a trajetória do acervo artístico do Museu de Valores desde a chegada das obras à instituição, reafirmando o compromisso do Banco Central com a preservação e divulgação do patrimônio cultural do povo brasileiro.

Grande parte das obras está exibida em um ambiente de reserva técnica, o espaço físico destinado ao armazenamento seguro do acervo quando as peças não estão em exibição. As salas Cenas Brasileiras e Bandeira do Brasil também fazem parte da exposição, simbolizando os dois principais períodos de aquisição do acervo.

Os seis módulos curatoriais – Brasil Brasileiro, Entre a Figuração e a Abstração, O Poder da Arte, Anos Rebeldes, Da Multiplicidade de Formas e Conceitos e A Persistência da Memória – foram concebidos para abordar diferentes pontos da coleção, narrando as influências do cenário político, econômico e cultural do século XX. 

Brasil Brasileiro, o primeiro módulo da exposição, apresentou um panorama das artes no Brasil entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e a segunda guerra mundial, tratando da busca dos artistas da época em criar uma arte essencialmente brasileira e estabelecer uma identidade nacional. Entre a Figuração e a Abstração apresentou as variantes da abstração no Brasil e sua tensa relação com o figurativismo, acirrada a partir dos anos 1950.

O módulo O Poder da Arte tratou do panorama das artes no Brasil entre o pós-guerra e o período do milagre econômico, apresentado sob a ótica das instituições de arte que se estabeleceram nesse período.

Anos Rebeldes tratou do panorama político, econômico e cultural dos anos 1970, englobando a crise do petróleo, os movimentos de contracultura, a guerra do Vietnã, o final do milagre econômico, o tropicalismo, a crise bancária e a relação com a recepção de obras de arte pelo Banco Central.

Da Multiplicidade de Formas e Conceitos apresentou a nova configuração global a partir dos anos 1980, com a queda do muro de Berlim, a redemocratização nos países da América Latina, o Fundo Monetário Internacional e o neoliberalismo.

 

Evento: Abertura do sexto e último módulo da exposição “A Persistência da Memória”
Data e horário: 23/8, às 17 horas
Local: Galeria de Arte do Edifício-Sede do Banco Central, em Brasília.
Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h, com acesso permitido até 17h30.
Acesso: O visitante precisa apresentar documento com foto para ter acesso à exposição, exceto menores acompanhados.