Notícia
19/09/2016

Anúncios de fusões e aquisições chegam a R$ 57 bilhões no primeiro semestre

Anúncios de fusões e aquisições somaram R$ 57 bilhões no primeiro semestre, com destaque para operações de controle e incorporações.

Os anúncios de fusões e aquisições, ofertas públicas de aquisições de ações (OPAs) e reestruturações societárias somaram R$ 57 bilhões no primeiro semestre, volume 128% superior ao mesmo período de 2015. Em número de operações o resultado foi menor, com 38 anúncios de janeiro a junho deste ano, frente a 50 em igual período do ano passado. Os dados fazem parte do Boletim de Fusões e Aquisições divulgado na segunda-feira, dia 19.

“Vemos um mercado aquecido, mas ainda cauteloso. A tendência é de recuperação, mas num ritmo gradual”, afirma Ubiratan Machado, coordenador do nosso subcomitê de Fusões e Aquisições da ANBIMA.


Mantendo o perfil observado nos períodos anteriores, a maior parte das operações de fusões e aquisições do primeiro semestre de 2016 foi direcionada para aquisições de controle de companhias. O volume foi de R$ 35,4 bilhões, o equivalente a 62,1% das operações do período.

No semestre, também foram relevantes os anúncios de fusões e aquisições direcionadas para a incorporação de empresas, que somaram R$ 16,2 bilhões. Esse montante supera, inclusive, os volumes de 2015 e 2014 para este mesmo fim, que foram de R$ 4,2 bilhões e R$ 13,8 bilhões, respectivamente. Ainda no primeiro semestre de 2016, do total dos anúncios, R$ 3,9 bilhões foram para aquisições de participações minoritárias e R$ 1,5 bilhão para a realização de joint ventures.
 
Destaques do semestre
Entre os anúncios do período, os destaques foram a fusão da BM&FBovespa com a Cetip, que movimentou R$ 12 bilhões e foi a única operação acima de R$ 10 bilhões no semestre. Em seguida, aparecem a venda da BSI S.A para a EFG Internacional, no montante de R$ 5,3 bilhões, e a compra das operações de nióbio e fosfato da Anglo American pela China Molybdenum Co. Ltda.
 
No período, as aquisições entre empresas brasileiras responderam pela maior parte das operações, com volume de R$ 29,8 bilhões, o equivalente a 52,4% do total. Em segundo lugar estão as aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras, no valor de R$ 15,8 bilhões. 
 
Por setor
No período, o setor financeiro foi o líder tanto em relação ao volume como em número de operações, com participações de, respectivamente, 41,5% e 21,3% do total, seguido do setor de petróleo e gás, com peso de 13,3% e 7,9%. No semestre, contudo, foi baixa a participação dos fundos de private equity nas operações de fusões e aquisições. Dos 38 anúncios do semestre, os fundos participaram em apenas cinco operações, sendo três com investimentos e duas com desinvestimentos, com volume total de apenas R$ 2,4 bilhões.