Segundo Karla de Sá Valente, do Museu de Valores do BC, o projeto do designer é fruto de um concurso lançado pelo Banco Central em 1966 para nacionalizar o papel-moeda. “Na época havia uma busca por uma identidade própria. As cédulas projetadas por Aloisio Magalhães significaram uma ruptura drástica com o modelo até então adotado no Brasil, baseado em cédulas padronizadas, utilizadas por vários países”.
A mostra reúne em oito pranchetas o trabalho de Aloisio Magalhães. Nelas é possível conhecer o edital do concurso, as demais propostas que concorreram e as provas finais de impressão das cédulas. Um dos destaques do projeto, que apostou não só na originalidade, mas na ousadia tecnológica, foi a incorporação de um novo elemento de segurança, o efeito ótico chamado moiré. A técnica se utiliza da sobreposição de sistemas lineares que, levemente deslocados entre si e impressos num mesmo registro, formam um efeito de difícil reprodução.
A abertura da mostra contou com a presença de alunos da Escola Classe 206 de Santa Maria, no DF.
| Durante o evento, a chefe do Departamento de Educação Financeira, Elvira Cruvinel, agradeceu a presença dos estudantes e destacou a importância do Programa Museu Escola, que desde 1982 possibilita a estudantes conhecer a história do dinheiro no Brasil e das curiosidades monetárias. Designer inovador Após vencer o concurso de cédulas para a primeira família do Cruzeiro, em 1966, Aloisio prestou consultorias para o Banco Central e para a Casa da Moeda por mais de uma década. No período, modernizou o design de cédulas ao romper com o desenho tradicional utilizado nesse setor. Em todas as atividades que desenvolveu, Aloisio lançou mão de criatividade, ousadia, curiosidade e rigor para valorizar traços distintivos da cultura brasileira. Suas ideias repercutem ainda hoje. Desde 1998, comemora-se o dia nacional do design na data de seu aniversário, 5 de novembro. | |