
A B3 sediou, nesta quarta-feira, 15/03, a 1ª edição do workshop “CRA em Debate: A contribuição do capital estrangeiro e operações criativas para o crescimento do agronegócio brasileiro”, iniciativa realizada em parceria com a Ecoagro, especializada no desenvolvimento e estruturação de operações financeiras entre o agronegócio e o mercado de capitais.
O evento propôs o debate sobre novas ferramentas de financiamento do agribusiness brasileiro e abordou o desempenho dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), cada vez mais fundamentais para o acesso do setor ao mercado de capitais.
O agronegócio brasileiro tem um papel fundamental na economia do País. É responsável por aproximadamente 37% de todos os empregos e responde a aproximadamente 39% das exportações do Brasil. Para que estes números continuem a ser cada vez mais expressivos é necessário garantir fontes de financiamentos diversificadas. Por isso, os CRAs vêm ganhando cada vez importância. Em 2016, as emissões destes títulos totalizaram R$ 12,6 bilhões, contra R$ 3,9 bilhões em 2015.
Sobre os CRAs
Os CRAs são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.
Nessas operações, as empresas cedem seus recebíveis para uma securitizadora, que emitirá os CRAs e os disponibilizará para negociação no mercado de capitais, geralmente com o auxílio de uma instituição financeira. Por fim, essa securitizadora irá pagar a empresa pelos recebíveis cedidos. Desse modo, a empresa conseguirá antecipar o recebimento de seus recebíveis.
Os CRAs podem ser distribuídos publicamente e negociados na Bolsa.
Desde sua criação, as ofertas de CRAs têm demonstrado forte crescimento. Atualmente, diversos setores do agronegócio são beneficiados por eles, tais como soja, fertilizantes, insumos e defensivos agrícolas, laranja, celulose, café, entre outros.