Notícia
20/03/2017

Atuação nas mídias sociais tem aproximado o BC da sociedade

O Banco Central intensificou sua presença nas redes sociais para ampliar a comunicação e interação com a sociedade.

https://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Comun/_BC031420170024.JPG​Como parte da estratégia de comunicação, o Banco Central passou a atuar mais ativamente nas redes sociais a fim de se aproximar e interagir com a sociedade. Em janeiro deste ano, o perfil do BC no Twitter atingiu mais de 100 mil seguidores, (chegando a 114.919 em fevereiro). Já a página da instituição no Facebook conta, atualmente, com 26.823 seguidores. Segundo  o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, Isaac Sidney, “as mídias sociais representam um importante canal de interação com os cidadãos, difundindo ações e políticas do BC e ampliando o acesso a informações sobre direitos e deveres do usuário do sistema financeiro nacional”. A atuação do BC nas mídias sociais é uma ação do pilar Mais Cidadania Financeira da Agenda BC+, cujo objetivo é aumentar o nível de educação financeira da população, proporcionar maior proteção ao consumidor bancário e melhorar a comunicação e transparência. A agenda de trabalho conta com um conjunto de medidas lançado pelo BC com foco em questões estruturais que buscam gerar benefícios sustentáveis para a sociedade brasileira.

Twitter
Por meio do Twitter, são divulgadas, diariamente, notícias, notas à imprensa, avisos de pauta, eventos e informações sobre cidadania financeira. As principais interações registradas são referentes a dúvidas sobre serviços bancários e reclamações contra instituições financeiras. Apesar de o perfil ter sido criado em 2010, foi a partir do último ano que a comunicação se tornou mais direta e interativa. Isso resultou em um crescimento de 40 mil seguidores no segundo semestre de 2016. Os primeiros 60 mil seguidores haviam sido adquiridos ao longo de pouco mais de cinco anos. Entre os seguidores estão jornalistas, analistas de mercado, economistas, estudantes, além de outros bancos centrais e instituições financeiras. No ano passado, com a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o perfil do BC registrou inúmeras interações de estrangeiros que estavam no país e gostariam de saber mais informações sobre as moedas comemorativas das Olimpíadas. “Nós respondemos todas as interações e ainda aproveitamos o gancho para elaborar um post com os pontos de venda no Rio de Janeiro”, explica Rodrigo Magalhães, coordenador da Coordenação de Comunicação Digital e Novas Mídias Institucionais do BC (Codim).

https://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Comun/med_emprestimo.jpghttps://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Comun/16825760_380080659042209_2732450675353547517_o.jpg

Facebook
Em outubro de 2016, o BC lançou uma página no Facebook, onde publica conteúdo sobre política monetária, orientações sobre serviços bancários e cidadania financeira. Os usuários da rede social podem interagir com o BC através de comentários e mensagens privadas, mas apenas demandas que requerem esclarecimentos técnicos são respondidos. “Tentamos responder às demandas no mesmo dia. Aquelas recebidas nos finais de semana são normalmente respondidas na segunda-feira. Quando é preciso uma explicação mais detalhada, a equipe responsável pelas mídias sociais procura especialistas da área para apurar a informação e repassar ao público”, afirma Rodrigo. O BC recebe uma média de 5 a 10 demandas por dia.

Uma das demandas foi de uma mãe que escreveu para falar sobre a dúvida do filho de seis anos, a respeito das diferentes cores das moedas de Real. “Ela o chamou de Lucas, o curioso. Aproveitamos essa mensagem para elaborar um infográfico 100% personalizado e dedicado ao Lucas, explicando porque existem diferentes tipos de moedas em circulação. A interação foi resultado do trabalho em conjunto com o Mecir, e o material foi enviado apenas para a mãe do Lucas, de forma privada”, conta Rodrigo. Abaixo, você confere o frame enviado ao Lucas que, por ser uma criança, não pode ter sua imagem publicada.

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Recentemente, foram feitas duas transmissões de evento ao vivo no Facebook, atraindo 789 novos seguidores. Uma delas, foi a participação do presidente do BC, Ilan Goldfajn, no 2017 Latin America Investment Conference, evento com investidores, promovido pelo Credit Suisse, em São Paulo, em janeiro. A outra transmissão foi do Painel Projeto Spread Bancário, que ocorreu no Edifício-Sede do BC em Brasília, no início de fevereiro. O encontro recebeu economistas, acadêmicos e formadores de opinião, integrantes do Sistema Financeiro Nacional, ex-dirigentes do BC e outras autoridades, e teve como objetivo discutir formas sustentáveis de se reduzir o custo de crédito no país. Após o evento, os vídeos foram disponibilizados permanentemente na rede.

Segundo a chefe do Departamento de Comunicação do BC, Carolina de Assis Barros, apesar de conter linhas editoriais semelhantes, “enquanto o Twitter requer concisão por causa do limite de caracteres, sendo mais direto, permitindo a comunicação com um público mais especializado, como jornalistas e economistas, o Facebook possibilita conteúdo mais didático, direcionado ao público em geral, que possui menor familiaridade com os assuntos econômicos”.

YouTube e Flickr
O BC também conta com um canal no YouTube, no qual disponibiliza vídeos institucionais que explicam o funcionamento do Banco, assim como coletivas de imprensa com o presidente, e apresentações do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) e do Relatório de Inflação (RI). O usuário encontra, ainda, vídeos de três minutos, que resumem as ideias-chave das apresentações dos REF e RI. O canal foi criado em março de 2011 e o número de inscritos até fevereiro deste ano era 5.962.

Além disso, há o perfil no Flickr, um banco de imagens em alta resolução, de autoridades e de eventos realizados pela instituição, de uso público, ou seja, pode ser usado por todos, desde que seja citada a fonte. Em fevereiro, o Flickr contabilizava 322 visualizações, num acumulado de 5.316  visualizações desde sua criação, em junho de 2015.

“Temos novos desafios diariamente. As redes sociais exigem respostas rápidas e dinamismo da nossa equipe. E vale destacar que o BC está na vanguarda quando observamos a presença virtual de outros bancos centrais. O brasileiro é muito conectado, utiliza a internet de forma intensa, o que abriu essa janela de oportunidade. Vários outros órgãos públicos estão atuando de forma ativa nas redes sociais”, afirma Rodrigo.


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