Notícia
26/06/2017

Kiwi, ocapi e tuatara são animais que também podem ser conferidos no Museu de Valores do BC

Apresenta animais típicos de vários países exibidos em cédulas e moedas do acervo do Museu de Valores do Banco Central.

​A última edição da coluna Dinheiro do Mundo foi dedicada a cédulas do Brasil, do Nepal e do Sri Lanka que estamparam animais característicos desses países. Esta segunda matéria traz cédulas e moedas do Congo, da Nova Zelândia, da Suíça e do Quênia que também homenagearam animais típicos dessas regiões. Algumas cédulas podem ser conferidas na Sala Mundo do Museu de Valores do BC, outras fazem parte do acervo e estão guardadas em casa forte.

República Democrática do Congo – Franco
Enquanto a grande maioria dos países usa moedas para representar centavos, uma peculiaridade do  Congo  são as cédulas de centavos, utilizadas até hoje. A de 20 centavos de franco, de 1997, por exemplo, traz em seu anverso um antílope, que faz parte de um grupo de mamíferos bovídeos que engloba cerca de 90 espécies.  Além da Eurásia, são encontrados na savana africana. Alguns habitam regiões mais isoladas, como o antílope da floresta, e o saiga, que vive em lugares extremamente frios. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), cerca de 25 espécies de antílopes estão em extinção, devido à perda do habitat natural, a competição com o gado para o pastoreio e por serem troféu de caça. No reverso da cédula, há uma savana com uma família de antílopes no Parque Nacional Upemba, localizado na província de Katanga.

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A cédula de 50 centavos de franco de 1997 traz o ocapi (Okapia johnstoni), um animal herbívoro nativo da República Democrática do Congo que, assim como a girafa, pertence à família Giraffidale. O ocapi possui 1,50m de altura e 2,5m comprimento, pesando de 200 a 350 quilos. Costumam ser solitários, buscando companhia apenas para a reprodução. Enquanto os machos migram continuamente, as fêmeas são sedentárias. A IUCN classificou o ocapi como animal em extinção. Ele é protegido por lei no Congo. As principais causas para a ameaça de extinção são a exploração madeireira e a perda de habitat natural por conta da atividade econômica, além da caça a animais selvagens e da mineração ilegal. Ele é encontrado em parques e em reservas naturais dedicados à preservação. No anverso está estampada a cabeça do animal, e no reverso, uma família de ocapis.

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O rinoceronte, que ilustra o anverso da cédula de 5 francos, pertence à família Rhinocerotidae. A pele espessa e enrugada, os pelos pouco aparentes, e os chifres de origem dérmica, que variam de um a dois, são característicos da espécie. A visão do rinoceronte é limitada devido aos seus olhos pequenos, mas o olfato e a audição são apurados. Existem cinco espécies na África e na Ásia. Na África,  são mais comuns o rinoceronte branco e o preto. A subespécie Ceratotherium simum cottoni de rinoceronte branco é encontrada no nordeste do Congo.No reverso da cédula, há uma cachoeira em Kamwanga.

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A cédula de 20 francos traz leões, que podem ser encontrados em savanas, pastagens, arbustos densos e em regiões arborizadas da África. O rugido desses animais pode ser ouvido a até 8km de distância. Caçadas conjuntas permitem que os leões consigam derrubar animais grandes como búfalos, girafas e até rinocerontes. Na maior parte das vezes, são as leoas que criam as emboscadas. Os leões são felinos sociáveis e costumam andar em bandos de poucos machos, mais fêmeas e alguns filhotes. Em duas décadas, a população de leões caiu 42% por perda de habitat natural. No anverso da cédula, uma família de leões no Parque Kundelungu.

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O anverso da cédula de 100 francos é ilustrado por um elefante, o maior mamífero terrestre, que pode ser encontrado na África subsaariana e em florestas tropicais na África central e ocidental, especialmente em lugares com comida e água em abundância. Ele chega a comer 150kg de frutas, cascas e gramíneas por dia. A tromba do animal possui cerca de cem mil músculos e é uma fusão entre lábio superior e nariz. No anverso da cédula, a Hidrelétrica Inga II, construída sobre o rio Congo.

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Nova Zelândia – dólares neozelandeses
https://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Dinheiro%20do%20mundo/Fauna%20(parte%20II)/kiwi.jpgAnimais típicos também estamparam cédulas e moedas da Nova Zelândia, que estão em exibição na Sala Mundo do Museu de Valores do BC. No reverso da moeda de 20 centavos de dólar neozelandês, de 1967, está a imagem de um apteryx, uma ave da família Apterygidae popularmente conhecida como quiuí, kiwi ou quivi, presente principalmente em áreas florestais das ilhas que compõem o território neozelandês. A ave, símbolo nacional do país a ponto de o termo kiwi ser usado como adjetivo coloquial para os neozelandeses, está presente em cédulas, moedas, selos e placas nas estradas. O tamanho da ave é aproximadamente o de uma galinha doméstica. A plumagem de cor marrom-acinzentada é tão fofa que chega a ser semelhante aos pelos dos mamíferos. Ele possui asas atrofiadas, um longo e flexível bico com narinas em sua extremidade, patas com quatro artelhos (dedos) e garras fortes. O anverso da moeda é estampado com a efígie da Rainha Elizabeth II.


https://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Dinheiro%20do%20mundo/Fauna%20(parte%20II)/tuatara.jpgJá a moeda de 5 centavos de dólar neozelandês, de 1967, que também traz a Rainha Elizabeth II no seu anverso, retrata, no reverso, uma tuatara (Sphenodon spp.), o único representante da ordem Rhyncocephalia, uma antiga ordem de répteis desaparecida há mais de 65 milhões de anos, considerado um fóssil vivo por ter sofrido poucas modificações desde o período Mesozoico – a era dos dinossauros. O nome tuatara vem do maori e significa dorso espinhoso.

Esse réptil primitivo, típico da Nova Zelândia, vive em zonas de florestas e praias, e é capaz de sobreviver a temperaturas abaixo de 5° C. A tuatara pode viver até os cem anos. Uma espécie adulta chega a medir 60 cm e continua a crescer até os 35 anos. É um animal de hábitos noturnos, que se alimenta de insetos, lagartos, ovos de aves marinhas e, às vezes, de tuataras mais jovens. Uma vez a cada quatro anos, as fêmeas põem ovos  que demoram de 12 a 15 meses para chocar. A temperatura de incubação determina o sexo dos jovens. Desde 1895, a espécie é considerada ameaçada de extinção por perda de habitat e, ainda, devido ao aumento da temperatura global. Com o calor, os ovos chocados tendem a ser masculinos, prejudicando a procriação da espécie.

Suíça – Francos Suíços
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Sua alimentação consiste em animais de pequeno ou médio porte, entre eles os próprios filhotes, eventualmente.  A falta de informação sobre a quantidade desses animais e outras características da própria espécie dificultam o trabalho de preservação. No anverso, a efígie de Konrad Gessner (1516-1565), naturalista suíço que produziu uma obra marcante para o princípio da zoologia moderna. Essa cédula faz parte do acervo do Museu de Valores.




Quênia – Xelins
O reverso da cédula de 5 xelins, de 1981, retrata búfalos e girafas, animais encontrados na África. O búfalo africano costuma viver nas savanas de todos os países do continente, geralmente em áreas protegidas. Os únicos predadores do búfalo adulto são o leão e o homem. Geralmente, predadores menores, como hienas, conseguem caçar apenas filhotes desprotegidos. A espécie permanece diminuindo, assim como seu habitat natural, por conta de campos de agricultura, além da caça, da seca e de epidemias.

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As girafas habitam as regiões áridas, secas e arborizadas ao sul do Saara. São os animais mais altos do mundo. Entre as várias curiosidades do bicho estão as veias “elásticas” do animal, que impedem-no de desmaiar quando esticam os pescoços.  Elas sobrevivem muito tempo sem água. Os filhotes desmamam com dois ou três meses de idade. Aos dois já comem folhagens e aos seis meses já são completamente independentes. A população de girafas tem diminuído por causa dos assentamentos humanos, da construção de rodovias, pela perda de sua principal fonte de alimentos, as acácias, e por conta da caça. No anverso da cédula figura Daniel Toroitich Arap Moi, professor e político que presidiu o Quênia entre 1978 e 2002. Essa cédula faz parte do acervo do Museu de Valores do BC.

As informações foram retiradas de sites como Exame, Cambridge, African Wild Life Foundation, InfoEscola, Site institucional do BC, Wild Nepal, Department of Conservation of New Zealand, New Zealand Birds Online, entre outros.