Notícia
24/08/2017

Política do BC mira engajar o sistema financeiro em práticas sustentáveis e reduzir riscos socioambientais

O Banco Central lançou a Política de Responsabilidade Socioambiental para promover práticas sustentáveis no sistema financeiro.

O Banco Central lançou nessa terça-feira (22) a Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) do BC, com o intuito de alinhar e integrar, no âmbito da instituição, as iniciativas e os processos de trabalho relacionados ao tema. A Política também pretende estimular condutas social e ambientalmente responsáveis no sistema financeiro, em especial nas instituições reguladas pelo Banco Central.

Na avaliação do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, engajar o sistema financeiro e os bancos centrais em direção a práticas sustentáveis não é uma noção distante. “Em face dos desafios do século XXI, agentes de mercado e reguladores alinham-se na promoção das chamadas finanças verdes (green finance) e de sistemas financeiros robustos e sustentáveis”, defendeu, durante a abertura do evento. Segundo o presidente, os debates no Green Finance Study Group, no âmbito do G20, dos quais o BC tem participado, definiram como prioritários temas como a aplicação da análise de risco ambiental no setor financeiro e o uso de dados ambientais disponíveis publicamente para análise financeira. 

“É preciso ter sempre em mente que o principal objetivo de ações sustentáveis é o bem comum e a melhoria das condições de vida das gerações presente e futura. A PRSA do BC vai ao encontro dessa diretriz”, avaliou. Confira o discurso completo do presidente.



(Na foto, da esquerda para a direita, o diretor de Administração do BC, Luiz Edson Feltrim, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, e o diretor de Relacionamento institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney. 


O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, que participou da cerimônia, destacou, dentre as resoluções editadas pelo BC, a importância da documentação comprobatória de regularidade ambiental para fins de financiamento agropecuário na Amazônia.

“Com resoluções como essa, e ao vedar a concessão de crédito rural para quem está no cadastro de empregadores que utilizam de trabalhadores em condições análogas à escravidão, demonstra-se claramente a postura do BC”, afirmou. “Além do efeito direto de coibir práticas criminosas, o Banco Central sinaliza para a sociedade brasileira a importância de que o desenvolvimento do país se dê de forma economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta, conforme o famoso tripé da sustentabilidade”.

Compromisso com a sociedade
De acordo com o diretor de Administração do BC, Luiz Edson Feltrim, a Política de Responsabilidade Socioambiental da instituição está fundamentada em três bases: contribuir para o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões: social, ambiental e econômica; estimular as instituições integrantes do sistema financeiro nacional a participar do processo de desenvolvimento equilibrado do país; e promover o acesso a informações, serviços e produtos financeiros adequados às necessidades dos cidadãos e das empresas brasileiras.

“A partir desses princípios, somados às diretrizes formuladas que compõem a Política RSA, o Banco Central passa a ter uma declaração de intenções para avançar na agenda de Responsabilidade Socioambiental, como um compromisso com a sociedade e com o planeta”.

Na avaliação do diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania Financeira, Isaac Sidney, o próprio controle da inflação e a solidez das instituições financeiras, em essência, comprovam a responsabilidade socioambiental do BC. “Entretanto, o BC quer ir além. Queremos ampliar o alcance na nossa responsabilidade socioambiental, fomentando e desenvolvendo a verdadeira Cidadania Financeira”, encerrou.