Com a retomada da economia e às vésperas de uma eleição marcada pela incerteza, o mercado de capitais tem papel ainda mais relevante no futuro do Brasil. Essa foi a conclusão de José Carlos Doherty, superintendente-geral da ANBIMA, e Gilson Finkelsztain, presidente da B3, na abertura do Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais nesta segunda-feira, dia 3, em São Paulo.
“Vamos cansar de repetir que o mercado de capitais é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento não só econômico, mas também social do Brasil”, afirmou Doherty. A fim de mensurar os benefícios dessa expansão, a ANBIMA e a B3 prepararam um estudo que será apresentado às equipes econômicas dos candidatos à presidência.
Confira a Agenda ANBIMA B3 para o desenvolvimento do mercado de capitais
A expansão do mercado de capitais poderia gerar quase 2 milhões de empregos e 20% no investimento. Além disto, a cada 1% de crescimento na relação entre o tamanho do mercado de capitais e o PIB, o Brasil ganha 0,3% de aumento de renda per capita, que chegaria a quase R$ 39 mil em 2022. Um aumento de 12% em cinco anos.
Junto ao estudo, a ANBIMA e a B3 têm uma agenda com propostas para estimular o crescimento do mercado. Elas miram cinco grandes objetivos: fomentar as fontes privadas de financiamento de longo prazo; ampliar a base de investidores que acessam o mercado; aumentar a liquidez, facilitando a negociação de ativos para investidores e empresas; expandir o volume de emissões, com mais ofertas e mais emissores; e estimular a formação de poupança. “É uma proposta para o país, independente de quem estará no próximo governo. Precisamos de ajustes para acompanhar a evolução do mercado, visando simplificação e harmonização das regras”, destacou Doherty.
Para Finkelsztain, o mercado de capitais já conta com o suporte e a infraestrutura necessários para tornar esse sonho de crescimento do Brasil em uma realidade. “No passado, o Brasil não perdeu a oportunidade de desperdiçar as oportunidades. Chegou a hora de mudar essa história”, disse.