A cerimônia de lançamento da iniciativa, no Palácio do Planalto, contou com a presença de Mauricio Moura (foto ao lado), diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, da ministra Damares Alves e do presidente da Febraban, Isaac Sidney.
Ao participar da iniciativa, “o BC está fortalecendo a atuação para mitigar as fragilidades no acesso e uso dos serviços financeiros pelos idosos, que ficaram ainda mais visíveis durante a pandemia de Covid-19. Estamos satisfeitos em fazer parte dessa iniciativa”, explica Juliana Mozachi, chefe de gabinete do Diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania (Direc) do BC. “Os esforços, entretanto, vão para além desse momento de pandemia”, completa.
Levantamento da Febraban revela que no período de quarentena houve um aumento de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos. A campanha terá um mês de duração e visa alertar os idosos sobre as fraudes mais recorrentes e educá-los sobre as medidas preventivas que devem ser adotadas. “A baixa consciência dos riscos aos quais (as pessoas idosas) estão expostas torna-as bastante vulneráveis às ações de fraudadores, hackers e outros agentes maliciosos”. É o que explica Marcelo Colli Inglez, chefe adjunto do Departamento de Gestão Estratégica, Integração e Suporte de Fiscalização (Degef) do Banco Central.
A ação, integrada entre o sistema financeiro, o regulador e o governo, é “um passo importante para uma estratégia mais ampla de educação digital e cibernética, visando preparar a população brasileira para o uso eficiente e seguro dos avanços tecnológicos verificados no sistema financeiro nacional”, completa Inglez.
Recomendações do BC
O conteúdo, além de oferecer orientações para casos de perda de renda e renegociação de dívidas, traz alertas e informações úteis direcionada às fraudes financeiras, inclusive listando golpes comuns nesta época e os cuidados para evitá-los.
O BC também disponibiliza, em sua página na internet, uma lista com as perguntas mais frequentes sobre golpes; e orientações para recepção, em seus canais de atendimento, de reclamações de cidadãos, inclusive idosos, vítimas de fraudes ou golpes financeiros. Além disso, usando a capilaridade das redes sociais, faz alertas e disponibiliza dicas, também nos seus perfis nas redes sociais, para que os cidadãos tenham uma relação saudável e segura com os serviços financeiros.
Outra frente de atuação do BC é o monitoramento de reclamações e atuação contínua junto aos bancos das situações em que cidadãos, inclusive idosos, são vítimas de fraudes, golpes ou condutas indevidas, como venda de produtos e servidos inadequados para o cliente ou empréstimos não reconhecidos.
Engenharia social
Um dos ataques mais comuns é pelo telefone, quando o golpista diz ser do banco e pede para confirmar dados pessoais e senhas. Há também casos em que o criminoso se apresenta como um “funcionário do banco” e pede para o cliente realizar uma transferência como um teste. Vale destacar que bancos não ligam para pedir a realização de transações.
Phishing
Falso motoboy
