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28/10/2021

ANBIMA Summit: open investment coloca o cliente no centro das decisões e aumenta competitividade entre as instituições

Discussao sobre o impacto do open investment na centralidade do cliente e na competitividade entre instituicoes financeiras.

O open investment vai colocar o cliente no centro da jornada e essa experiência será o grande diferencial das instituições. “Para o investidor o que importa no fim do dia é o retorno, a rentabilidade depois do imposto, e não se o produto está na instituição ‘A’ ou ‘B’. Ter informações para entender o cliente e sugerir investimentos personalizados muda muito a experiência e a jornada dele. Com certeza isso afeta competição e dá ferramentas para que essa experiência seja diferenciada”, avaliou Guilherme Assis, co-fundador e CEO do Gorila, durante o painel “O mundo de serviços e possibilidades do open investment ”, realizado na manhã desta quinta-feira, 28, no ANBIMA Summit, com a mediação de Rafael Schur, sócio de financial services da EY.

Luciane Effting, head de distribuição de produtos de investimentos do Santander, destacou que o processo já começou nas primeiras fases do open banking e que as instituições agora se preparam para a troca de informações. De acordo com ela, teremos dois marcos: dezembro, quando as instituições vão ter que compartilhar as informações de produtos e serviços em suas plataformas, e maio, quando terão que compartilhar a posição e movimentação de investimentos dos seus clientes. “O primeiro passo é fazer isso de forma segura e pensando quais produtos e serviços podemos construir para que o investidor se beneficie deste movimento que o open investment traz, construindo agregadores financeiros, se preparando para portabilidade com um processo mais fluido. As instituições estão mergulhando neste processo que está só começando. A evolução vai ser para sempre e contínua”, comentou Luciane.

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É importante destacar que o movimento de open data já tem mais de dez anos e vem impactando diversos setores da economia – como varejo, saúde e turismo – e o open finance é o reflexo dele, no setor financeiro. “Os dados são o novo ouro, mas ainda não conseguimos tangibilizar isso. Com o open finance, começaremos a ver isso de fato porque nós vamos ter ofertas competitivas para os produtos usados efetivamente. Isso vai trazer uma competitividade muito maior no mercado e uma mudança no comportamento do consumidor”, disse Guilherme Horn, diretor de estratégia do Banco BV. “Nós esperamos realmente que a comparação, que hoje está presente no processo de compra do varejo, vai chegar ao mundo dos investimentos. Comparação mais fácil, simples e padronizada”.

Uma pesquisa global sobre consumidores financeiros divulgada recentemente foi lembrada pelo mediador Rafael Schur para mostrar o entusiasmo do consumidor financeiro com a possibilidade de parceria e produtos de vários lugares. O estudo mostra que 83% dos brasileiros esperam que suas instituições abram plataformas para operar coisas diferentes. Esse percentual cai para 58% entre os ingleses, sendo que a Inglaterra é um dos países mais avançados nesta agenda. O levantamento mostra ainda que 86% dos brasileiros têm confiança no sistema financeiro, em termos de informação e qualidade, contra 72% dos ingleses.

Segurança – Uma das principais preocupações com o compartilhamento de dados está na segurança das informações. Neste sentido, Guilherme Horn afirma que dois aspectos são importantes. O primeiro é o compartilhamento e a guarda segura dos dados, sendo que à medida que vai adicionando novos participantes é importante garantir que os dados estão sendo guardados e vão transitar de forma segura. O segundo aspecto é alinhar segurança com a experiência do usuário. O desafio, destacou ele, é melhorar cada vez mais experiência do usuário e garantir a segurança. “Segurança é o ponto-chave até para o processo de open banking ser validado e comprado pelos clientes. Os bancos sempre se preocuparam muito com segurança dos clientes e seguem neste sentido e tudo está sendo construído com essa base”, disse Luciane.

Benefícios – O ecossistema do open investment vai permitir que o investidor tenha acesso, na palma da mão, a mais informações e consiga decidir qual a casa de investimento trará melhor retorno e menor risco. “À medida que estiver funcionando plenamente e ele consentindo com a troca de informações com as diversas casas que tem investimento, poderão vir vários benefícios”, disse Luciane. O primeiro deles é que vai ser possível consolidar todos os investimentos e olhar isso de forma agregada em uma única plataforma, permitindo comparar qual a casa que entrega melhor retorno com o risco que está sendo tomado. “Todos os players vão se preparar, tendo informação completa da vida financeira do cliente, para ofertar o rol de investimentos que faça sentido para o perfil, objetivo e momento de vida”, enfatizou Luciane. “No final, produtos vão virar commoditie e vai se sobressaltar a plataforma que oferecer a melhor experiência e o atendimento completo ao cliente consumidor”, finalizou Luciane.

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