Notícia
23/11/2021

CFC contribui com sugestões para aperfeiçoamento do papel do contador nas eleições em audiência pública do TSE

CFC participou de audiência pública do TSE para sugerir melhorias no papel do contador nas eleições.

Por Thatyane Nardelli
Comunicação CFC

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) participou, nesta segunda-feira (22), de Audiência Pública realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de modo on-line, para coletar sugestões para o aperfeiçoamento das instruções que orientarão as Eleições de 2022. 

Representado pelo conselheiro Haroldo Santos Filho, o CFC sugeriu ao relator do projeto, ministro Edson Fachin, alteração na questão da responsabilidade solidária automática do profissional da contabilidade, pela veracidade das informações financeiras de campanha, juntamente com o administrador financeiro da campanha e o candidato, entre outras sugestões, durante a sessão da audiência pública. 

“A solidariedade automática é uma exorbitância que precisa ser retirada. O contador não tem competência para aferir idoneidade documental durante uma campanha e, por isso, não pode ser responsabilizado por isso. O administrador de campanha e, naturalmente, o candidato, sim”, explicou Santos. “Se esta parte não puder ser extraída, então que o texto possa ser alterado, deixando que o contador se responsabilize apenas por possíveis erros que lhe cabe dentro de uma campanha, ou por fraude ou por omissão de dados e, não, por todo o conteúdo documental disponibilizado à contabilização ”, finalizou Haroldo.

Atualmente, grande parte da fonte de financiamento dos candidatos e partidos políticos é oriunda de verba pública. Portanto, é indispensável que o processo de arrecadação seja feito de forma idônea e transparente, pautado nos princípios da integridade e conformidade, realizando-se o constante monitoramento das contas de campanha e as devidas prestações de contas formais responsáveis.

Segundo o Art. 26 da Lei n.º 9.504/1997, são considerados gastos eleitorais despesas realizadas por candidatos e/ou partidos durante uma eleição, para alcançar o objetivo de se eleger ao poder. Esses gastos, por sua vez, devem ser registrados e possuem limites prefixados para a campanha eleitoral, sendo divididos em gastos financeiros e gastos não financeiros.

Parceria para o bem da Justiça Eleitoral

Durante a audiência, o ministro Edson Fachin destacou o papel fundamental do CFC, há mais de duas décadas, nos processos eleitorais. "Enalteço esse diálogo institucional [CFC e Justiça Eleitoral (TSE)], que tem feito muito bem à saúde dos processos eleitorais e da própria democracia”, ressaltou Fachin.

O CFC enviará outras sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral, por meio de ofício, para que os profissionais da contabilidade continuem atuando de forma ética e essencial nas campanhas eleitorais. 

Assista à íntegra do primeiro dia de Audiência Pública realizado pelo TSE: CLIQUE AQUI.

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