Notícia
17/03/2022

Influenciadores de investimento têm mais engajamento quando falam de produtos financeiros

Pesquisa revela que posts sobre produtos financeiros geram mais engajamento que publicações gerais sobre investimentos.

Posts sobre produtos financeiros conseguem mais interações do público (como curtidas, comentários e compartilhamentos) do que publicações sobre assuntos gerais do universo financeiro. É o que revela a segunda edição da pesquisa FInfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais, que realizamos em parceria com o IBPAD (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados). Segundo o levantamento, posts sobre produtos financeiros resultaram em 44,5% mais engajamento do que os demais. 

+ Conheça o relatório FInfluence na íntegra.

Foram analisados 406 mil posts públicos feitos por 277 influenciadores digitais de fevereiro a dezembro de 2021. Desse total, 271 falaram sobre produtos financeiros. Os produtos foram citados 107 mil vezes, com um engajamento médio de 1.648 ações dos seguidores, ou seja, curtidas, comentários e compartilhamentos. Enquanto isso, as publicações gerais sobre investimentos ficaram com engajamento médio de 1.140.

“Cada vez mais, a busca das pessoas é por algum tipo de aconselhamento: elas querem saber quais as opções de investimento adequadas para elas, como escolher e como investir na prática. Então faz todo sentido que conteúdos que expliquem um produto didaticamente gerem mais audiência e engajamento que a explicação de conceitos e dicas de educação financeira de forma mais geral”, explica Marcelo Billi, nosso superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores.

Os mais citados

Três produtos responderam por 72,8% de todas as menções sobre produtos de investimento: moedas (com destaque para o dólar e o real), ações criptomoedas.

“O comportamento do câmbio puxou as moedas para o maior número de citações, superando inclusive as ações, que, ao longo do ano, dominaram as conversas dos influenciadores nas redes sociais”, comenta Billi. “As criptomoedas são novidade e despertam muito interesse tanto de investidores mais experientes quanto das pessoas que estão dando os primeiros passos”.

Os dividendos e os fundos imobiliários aparecem em quarto e quinto, com 11 mil e 6 mil menções, respectivamente. Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) foram os produtos que mais perderam espaço, mesmo com o tema ganhando atenção da mídia especializada por conta da proposta da CVM para mudança de regras. Eles caíram três casas na lista dos produtos mais falados: saíram de sétimo lugar na primeira edição do relatório para a décima posição. 

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Variações

Na comparação com o primeiro relatório, que analisou dados de 23 de setembro de 2020 a 5 de fevereiro de 2021, o produto que mais cresceu em citações foram as commodities, com alta de 302,2% e chegando a 2.204 menções na publicação mais recente.

Com as elevações da taxa Selic, que saiu de 2% em fevereiro de 2021 para 9,25% em dezembro, o Tesouro Direto, a poupança e o CDI também ganharam relevância em volume de posts, com altas de 265,7%, 235,4% e 214,1%, respectivamente. A quinta maior variação ficou com as criptomoedas, com crescimento de 213,4%.

Tipos de influenciadores

O monitoramento divide os influenciadores em onze categorias com base na forma como eles próprios se declaram para seus seguidores e no comportamento deles em vídeos e postagens. Essas tipologias são adotadas desde a primeira edição.

Foram três os tipos de influenciadores que mais falaram sobre produtos ou serviços: os chamados portais especializados (sites de informação focados em economia, finanças e investimentos); produtores de conteúdo (influenciadores que divulgam conteúdos elaborados, com escopo de atuação abrangentes e têm na atividade, na maioria dos casos, o foco profissional – é a principal categoria, com 53 influenciadores); e analistas (são pessoas que podem trabalhar em casas de análise de investimento ou atuar de maneira independente com a produção de análises técnicas e indicações de investimentos). Juntos, somam cerca de 53% das menções totais.

Os demais tipos de influenciadores são traders, especialistas, educadores financeiros, investidores independentes, assessorias/corretoras, casas de análise, empresas de software e portais de educação.

Sobre a pesquisa

A ANBIMA monitora e acompanha os influenciadores digitais que falam sobre investimentos desde setembro de 2020 com o apoio do IBPAD. A partir da análise de postagens públicas feitas por esses players, foram identificados os assuntos e produtos financeiros mais falados, categorias de influenciadores, estratégias de atuação e os principais porta-vozes em cada rede. Em 2021, foi publicado o primeiro relatório FInfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais, com dados do início do projeto até 5 de fevereiro. Nesta segunda edição, foram mapeadas aproximadamente 406 mil postagens feitas por 277 influenciadores de investimentos de 6 de fevereiro a 31 de dezembro. Esses atores comandam 612 perfis no Instagram, Twitter, YouTube e Facebook e alcançam uma audiência de 91,5 milhões de seguidores.