Com projetos do BNDES, Governo de Minas Gerais conclui leilão de 454,3 km de rodovias
Consórcio Infraestrutura MG fará a gestão de rodovias no sul de Minas A concessão viabilizará investimentos de R$ 2,3 bilhões ao longo de 30 anos, com 39 km de faixas adicionais e 335 km de ampliação de plataforma Fábrica de Projetos do BNDES chega a 30 leilões em 30 meses
O consórcio Infraestrutura MG — formado pelas empresas Equipav e Perfin — arrematou o lote rodoviário localizado no sul de Minas Gerais, em leilão realizado nesta sexta-feira (12), na B3, em São Paulo. O grupo será responsável pela concessão de 454,3 km de rodovias entre as cidades de Poços de Caldas, Pouso Alegre e Itajubá. O consórcio é o mesmo que venceu o leilão, realizado no último dia 8, que concedeu 627 Km em rodovias no Triângulo Mineiro.
O desconto oferecido pela Infraestrutura MG sobre o valor de contraprestação a ser paga pelo Estado de Minas Gerais foi de 14,9%, resultando no montante de R$ 377 milhões a ser quitado ao longo dos três primeiros anos da concessão.
Além do Consórcio Infraestrutura MG, participou do certame o Consórcio Monte Rodovias. A disputa entre eles foi acirrada, e somente na décima quarta oferta em viva-voz foi enfim definido o vencedor do leilão.
Este projeto foi estruturado a partir da Fábrica de Projetos do BNDES, contratado junto ao Governo de Minas Gerais para o desenvolvimento do modelo. Com esse resultado, o Banco chegou à marca de 30 leilões em 30 meses de funcionamento da Fábrica (Agosto de 2019), com R$ 231 bilhões em capital mobilizado entre outorgas e investimentos – a expectativa é chegar ao fim de 2022 superando a marca de R$ 250 bilhões.
A concessão envolve exploração, conservação, manutenção, melhoramentos e ampliação da infraestrutura de transportes dos trechos rodoviários integrantes de rodovias na região Sul de Minas. O lote compreende trechos da BR-459 (155,20 km), CMG-146 (35,10 km), LMG-877 (25,30 km), MG-173 (50,30 km), MG-290 (91,70 km), MG-295 (22,50 km), MG-455 (38,70 km), MG-459 (31,40 km) e Contorno de Santa Rita de Caldas (4,10 km).
Estão previstos obras e investimentos de R$ 2,3 bilhões ao longo dos 30 anos da concessão, sendo R$ 1,3 bilhão nos oito primeiros anos. A futura concessionária será responsável pela implantação de 39 quilômetros de faixas adicionais, além de 335 quilômetros de ampliação de plataforma, 29 dispositivos de interseção e rotatórias, nove travessias de pedestres, 20 adequações de Obras de Arte Especiais, contorno em Ipuiúna, entre outras obras.