Os influenciadores digitais de investimento atingiram uma audiência estimada em 94,1 milhões de seguidores* em junho de 2022, reforçando o papel de relevância que desempenham na difusão da educação financeira e de temas ligados a esse universo no Brasil. O dado faz parte da 3ª edição do FInFluence – quem fala de investimentos nas redes sociais, que publicamos hoje em parceria com o IBPAD (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados).
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O número representa um crescimento de 27% sobre a audiência medida na primeira versão do relatório, que apurou dados de setembro de 2020 até fevereiro de 2021. Sobre a segunda edição (dezembro do mesmo ano), o avanço foi de 3%. Neste novo relatório, foram mapeadas mais de 188 mil postagens públicas no Facebook, Instagram, YouTube e Facebook feitas por 255 influenciadores entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2022.
O levantamento aponta que, embora o número de influenciadores tenha recuado 8% sobre a última edição, o interesse do público pela temática é crescente. Isso é comprovado pelo aumento médio de 19% no engajamento (comentários, curtidas e compartilhamentos) por post.
"A gente ficou bem satisfeito com os resultados, é a consolidação de uma tendência que começou desde o primeiro FinFluence, há dois anos. Os números comprovam a necessidade de dedicarmos atenção para esses personagens, que têm importância crescente em termos de engajamento e total de seguidores. Eles são responsáveis por levar temas como educação financeira e investimentos para um público cada vez mais amplo no Brasil”, comenta Amanda Brum, nossa gerente-executiva de Comunicação, Marketing e Relacionamento com Associados.
Parcerias com instituições
Dos 255 perfis mapeados, 60 (ou 23,5% do total) são ou já foram parceiros de instituições associadas ou aderentes à Associação, enquanto 62 (ou 24,3%) se relacionam ou já se relacionaram com instituições não-aderentes. O estudo aponta que 33 instituições dos mercados financeiro e de capitais tinham parcerias com influenciadores no período de monitoramento.
Nesse cenário, estamos desenvolvendo regras para autorregular as instituições do mercado que já possuem ou pretendem fechar parcerias com esses agentes para campanhas de conteúdo ou ações publicitárias sobre produtos de investimentos. “As normas estão em discussão por um grupo de trabalho composto por instituições associadas e a ideia é colocá-las em audiência pública ainda neste ano”, explica Amanda Brum.
Mídias de destaque
Repetindo as duas primeiras edições do relatório, o Twitter manteve a dianteira na preferência dos influenciadores, respondendo por mais de 66% das publicações, seguido por Instagram, YouTube e Facebook. O engajamento cresceu em três das quatro mídias sociais, com exceção ao YouTube, que ainda é o líder absoluto nessa métrica, com média de 5.720 interações por vídeo. O Facebook é a plataforma que registrou o maior avanço relativo em interações (108,3%) sobre o último levantamento.
Produtos financeiros
Foram registradas 52,8 mil menções a produtos financeiros. No total, 246 dos 255 influenciadores citaram ativos específicos. A média de interações nesses vídeos e postagens (1.604 por publicação) é 23% maior do que o engajamento médio da pesquisa considerando todos os tipos de conteúdo.
Há diferenças na preferência de criadores e seguidores quando o assunto envolve produtos. A renda variável é a menina-dos-olhos dos influencers e domina 95% das publicações. Em termos de engajamento, entretanto, a renda fixa atrai mais a atenção do público, com uma média de interação 207% maior.
O relatório traz, ainda, um olhar sobre a bolha de investimentos no TikTok; analisa como os influenciadores tratam de temas relacionados à diversidade e à inclusão; mergulha nas redes temáticas do YouTube; entre outras abordagens.
*Vale mencionar que o número de seguidores não equivale, necessariamente, a número de pessoas, pois cada pessoa pode seguir mais de um influenciador e/ou o mesmo em várias redes sociais.