Notícia
11/02/2025

ANBIMA envia contribuições para Iosco sobre ferramentas de gerenciamento de riscos de liquidez em fundos abertos

ANBIMA enviou contribuições para consultas públicas da IOSCO sobre gerenciamento de riscos de liquidez em fundos abertos.

Com objetivo de colaborar com o desenvolvimento global da indústria de fundos de investimento e o aprimoramento da experiência brasileira, enviamos hoje contribuições para duas consultas públicas da Iosco que tratam de recomendações para gerenciamento de riscos de liquidez em fundos abertos.  
  
A primeira consulta propõe a revisão de recomendações relacionadas à consistência entre a liquidez dos ativos da carteira de um fundo e as condições de resgates, à categorização dos fundos conforme a liquidez predominante dos ativos e à possibilidade de disponibilização e implementação de ferramentas de gestão de liquidez baseadas em preço (anti-diluição) e quantidade. A Iosco também aborda a importância de o gerenciamento de liquidez vir acompanhado de elementos de governança e transparência adequados aos investidores.

Já a segunda consulta apresenta um guia para auxiliar na adoção dessas recomendações. O material traz exemplos práticos, definindo termos relacionados ao tema de gestão de liquidez e as medidas de governança esperadas para uma implementação eficaz.

Em nossa resposta às consultas, destacamos a possibilidade trazida pela Resolução CVM 175 de adoção de barreiras ao resgate e side-pocket pelos fundos. Esses instrumentos estão em processo de implementação no mercado brasileiro e as recomendações de governança sugeridas pela Iosco devem contribuir para seu amadurecimento. Sinalizamos, ainda, que algumas dessas recomendações já foram incorporadas na autorregulação da ANBIMA, como a necessidade de órgão decisório para acionamento dessas ferramentas e a importância de o investidor ser avisado de forma célere caso o acionamento ocorra. 

Além disso, mantivemos nosso posicionamento apresentado em consulta pública realizada em 2023, no qual reforçamos nossa interpretação de que as ferramentas de gestão de liquidez, anti-diluição e quantidade devem ser instrumentos complementares à gestão diária de riscos dos fundos. Esse posicionamento está em linha com a forma como o mercado brasileiro realiza gestão de risco e utiliza modelos preditivos. Na nossa visão, essas ferramentas propostas devem ser utilizadas somente em cenários de estresse e não em situações normais de mercado