IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL CPC – SÃO PAULO
A CONVERGÊNCIA DAS NORMAS CONTÁBEIS
Seminário retrata novidades no mundo e avanços do Brasil em
convergência de normas contábeis
17/9/2007
O IV Seminário Internacional CPC São Paulo - A Convergência das Normas Contábeis, organizado pela APIMEC SP, reuniu na última quinta-feira profissionais do Brasil e de outras partes do mundo. Após apresentações do IASB, Banco Mundial e BID, sobre o que tem sido feito em todo o mundo para a adoção das normas internacionais, emitidas pelo IASB, o foco do encontro foi os avanços de ordem prática observados no Brasil para a convergência.
Em paralelo ao evento principal, representantes do IASB (International Accounting Standards Board) reuniram-se com as principais entidades dos mercados financeiro e de capitais, com a imprensa especializada do país, com a CVM e com o próprio CPC, que apresentou o trabalho já feito e os próximos passos. Os membros do órgão internacional defenderam que o Brasil, assim como outros países, só passaram a ter discussões mais intensas sobre a convergência este ano. Para o presidente do Conselho de Administração do IASB, David Tweedie, o Brasil está interessado em definir novos padrões de modelos contábeis e segue em um bom caminho.
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José Justiniano, Sir David Tweedie, Ernesto Gelbcke,
Taiki Hirashima e Edison Arisa |
Para Nelson Carvalho, presidente do Conselho Consultivo do IASB, o ideal é que o Brasil, assim como outros países, utilizem apenas dois balanços: o para efeito fiscal, direcionada à Receita; e um societário, importante para o mercado de capitais e para todos os outros usuários. Hoje, as empresas instaladas no Brasil têm a possibilidade de fazer e, em alguns casos, dependendo dos países em que têm seus títulos mobiliários negociados ou têm subsidiárias ou controladoras, são até obrigadas a fazer quatro demonstrativos (fiscal, pela Lei das Sas, pelas regras da SEC dos EUA e IFRS). Para Carvalho, a maior pendência para a prática apenas do IFRS (International Financial Reporting Standards), além do balanço fiscal, no país, são as condições legais. O Projeto de Lei 3741, que está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, é o meio para estabelecer o IFRS e, conseqüentemente, adaptar a Lei das SAs às novas tendências de normas contábeis no mundo.
Durante o 1º painel do seminário, Tweedie destacou ainda que 107 países já adotaram totalmente ou em parte o IFRS como padrão e outros estão em processo de adoção. "Toda a América está em processo de convergência." Segundo ele, China, Índia e Brasil são alguns dos países que precisam também da padronização contábil, mediante o fato de necessitarem de mais credibilidade. A meta do IASB é atingir 150 países até 2011.
O consultor do Banco Mundial Taiki Hirashima, o membro do Inter-American Development Bank, José Justiniano e o coordenador técnico do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), Edison Arisa Pereira, discutiram os avanços de convergência pelo continente americano e os benefícios desse processo para as empresas e mercados. Arisa relembrou ainda a história do CPC, criado no Brasil no final de 2005.
Já Marcos Antônio Presa, gerente de Política de Procedimentos Contábeis do HSBC Bank Brasil, repassou na ocasião a experiência que vive a instituição financeira para adequação dos balanços contábeis ao IFRS e os principais desafios da convergência. Segundo ele, os temas que mais preocupam são: a totalidade da convergência, o que a Receita Federal exigirá, o tempo para adequação ao IFRS no Brasil (estabelecido para o final de 2010 para balanços consolidados), que balanço os auditores levarão em conta e a formação acadêmica para educar sobre a convergência de normas contábeis.
O vice-presidente da APIMEC SP, Reginaldo Alexandre, enfatizou em sua apresentação as diferenças que cada modelo de balanço pode gerar, mostrando até realidades completamente diferentes. Marcelo Costa, diretor da Standard & Poors no Brasil, mostrou que para a agência de ratings vários balanços são levados em conta e o objetivo é se cercar ao máximo de informações. No entanto, Costa enfatiza que seria importante que os balanços seguissem um mesmo modelo.
Por parte das empresas, falaram Leandro Jardim, gerente Contábil da Nestlé Latin América, e Geraldo Toffanello, diretor de Contabilidade da Gerdau e membro do CPC, que mostraram casos práticos das mudanças para auxiliar outras empresas no seu caminho para a convergência.
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Haroldo Levy, Maria Helena Santana, Lucy Souza e Ian Engstrom
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Na finalização do encontro, a presidente da CVM, Maria Helena Santana, destacou a importância de encontros como o promovido pelo CPC e que está otimista com a aprovação do Projeto de Lei 3741, que altera alguns pontos da Lei das S.A.s Lucy Sousa, presidente da APIMEC SP, considerou o evento um sucesso, e Haroldo Levy, vice-coordenador de Relações Institucionais do CPC, confirmou a intenção de fazer seminários sobre o tema em outras regiões do Brasil, oferecendo informação sobre como e porque utilizar o IFRS. "Fizemos este ano no Rio de Janeiro e já estamos programando outro para lá e um para Porto Alegre”, disse Levy.
(fonte: LVBA Comunicação)
Data: 13/09/2007
Horário: das 8hs às 18h30
Local: Buffet Torres
Rua Horácio Laffer, nº 430
Itaim – São Paulo – SP
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PROGRAMAÇÃO |
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8 horas |
Credenciamento |
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8h45min |
Abertura: |
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9 horas |
1º Painel |
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10h20min |
Debates |
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10h50min |
Coffee Break |
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11h10min |
2º Painel |
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12h40min |
Almoço |
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14h10min |
3º Painel |
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15h40min |
Debates |
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16h10min |
Coffee Break |
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16h35min |
4º Painel |
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17h35min |
Debates |
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18 horas |
Encerramento |
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18h30min |
Coquetel |
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