Artigo
29/09/2025

Testes de Estresse para Riscos Não Financeiros em Instituições Financeiras

Explica como instituições financeiras integram riscos não financeiros em testes de estresse para fortalecer a resiliência organizacional.

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Uma lição importante da crise financeira global de 2007-08 foi a necessidade de mais informações sobre o risco para tomar decisões empresariais sólidas. Consequentemente, a gestão de riscos ganhou muito mais destaque no que diz respeito a uma gestão das instituições financeiras de forma abrangente. Assim, ferramentas relevantes tiveram de ser implementadas ou melhoradas para fazer face a esta maior ênfase e para cobrir adequadamente as necessidades de gestão de riscos. Posteriormente, o Comitê de Supervisão Bancária de Basileia (Basel Committee on Banking Supervision - BCBS) forneceu uma visão abrangente sobre o foco e os objetivos dos testes de estresse (BCBS, 2009):

  • Fornecer avaliações de risco prospectivas;

  • Superar limitações de modelos e dados históricos;

  • Apoiar a comunicação interna e externa;

  • Contribuir para procedimentos de planejamento de capital e liquidez;

  • Informar a definição da tolerância ao risco das instituições financeiras; e

  • Facilitar o desenvolvimento de planos de mitigação de riscos ou de contingência numa série de condições de estresse.

A partir dos objetivos acima, o BCBS implementou uma estrutura que se tornou base para requisitos regulatórios em praticamente todas as instituições financeiras regulamentadas no mundo. Estes requisitos foram alterados e melhorados ao longo do tempo para abordar a criticidade deste elemento de gestão de risco para os bancos e se tornar uma ferramenta fundamental para a supervisão bancária e as autoridades macro prudenciais. No entanto, para o exercício dos testes de estresse exigido pela regulamentação, o foco principal das instituições financeiras sempre foi a solvência e a liquidez, uma vez que isto fornece uma indicação significativa relativamente à robustez do sistema financeiro *per se*. Somente quando a crise da Covid-19 forneceu um exemplo real de como a continuidade dos negócios pode ser perturbada e como alguns problemas relacionados podem exacerbar o risco sistêmico e levar a problemas graves para toda a indústria é que os testes de estresse de riscos não financeiros começaram a receber a atenção que mereciam.

Visão geral dos tipos e métodos de testes de estresse

A Figura 1 abaixo fornece uma visão geral dos vários aspectos relativos aos testes de estresse. Os tipos de testes de estresse são geralmente baseados em abordagens ascendentes (bottom up) ou descendentes (top down). Em termos de metodologia, são utilizadas análises de cenários e/ou análises de sensibilidade, com a primeira assumindo certas condições severas a nível macroeconômico, organizacional ou de carteira, e a segunda olhando para o estresse de determinados parâmetros ou fatores de risco.

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Figura 1: Testes de Estresse - Visão Geral

Os fatores estressados são geralmente derivados historicamente e/ou hipoteticamente. Basear os testes de estresse em dados históricos tem a vantagem de incluir incidentes, eventos e a sua magnitude. No entanto, a história observada não necessariamente se repete em termos de magnitude ou mesmo tem exatamente os mesmos eventos na mesma sequência. Portanto, é vital combiná-los com suposições hipotéticas baseadas em cenários ou fatores de risco.

Normalmente, a abordagem de cima para baixo (bottom up) é aplicada para testes de estresse reverso. Aqui, o resultado do teste de estresse já está determinado e as carteiras, os segmentos de negócio e as condições organizacionais, por exemplo, são avaliados para atingir o objetivo do cenário de teste. Esse tipo de teste apoia, portanto, a detecção de áreas vulneráveis e, consequentemente, ajuda a determinar medidas de mitigação.

Outro aspecto a considerar é se os testes de estresse se baseiam em eventos e cenários relacionados com o mercado ou se são específicos da instituição (também conhecidos como eventos idiossincráticos). Eventos como a pandemia de Covid-19 têm obviamente um enorme impacto nos mercados. Porém, as características idiossincráticas também devem ser consideradas, dado que as capacidades específicas da instituição em matéria de recursos relativos a pessoal, tecnologia / comunicação e ativos físicos são vitais para resistir a tal crise.

Considerações específicas para testes de estresse relacionados a riscos não financeiros

Dado que a gestão de riscos não financeiros é orientada por fatores de risco e por eventos, tanto a análise de sensibilidade como a de cenário podem ser aplicadas para fornecer uma visão sobre as várias categorias de risco e fatores de tipo de risco relacionados. Como sabemos, o risco operacional do ponto de vista regulatório engloba as seguintes categorias de eventos:

  • Fraude interna;

  • Fraude externa;

  • Práticas de emprego e segurança no local de trabalho;

  • Clientes, produtos e práticas comerciais;

  • Danos a bens físicos;

  • Interrupções nos negócios e falhas no sistema; e

  • Execução, entrega e gerenciamento de processos.

Outras categorias de risco não mencionadas de forma explícita no framework de Basileia, mas que são relevantes, incluem:

  • Risco de conduta;

  • Risco cibernético;

  • Risco de conformidade;

  • Risco de tecnologia;

  • Risco de fornecedores e terceiros; e

  • Risco de modelo.

A Tabela 1 abaixo, embora não seja abrangente, fornece uma visão geral de algumas das categorias de risco anteriormente destacadas, da exposição ao risco relevante, dos fatores desencadeadores ou “gatilhos” (triggers) e das áreas afetadas pelo resultado, fornecendo uma base sobre como estruturar um teste de estresse de riscos não financeiros:

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Tabela 1: Categorias de Risco Relacionadas à Testes de Estresse de Riscos Não Financeiros

A tabela acima também mostra que, por um lado, alguns dos gatilhos de materialização da exposição para cada categoria de risco estão correlacionados e, por outro, a Continuidade de Negócios é quase sempre afetada em termos de resultado e, portanto, é de grande importância para a mitigação de eventos de estresse do ponto de vista de riscos não-financeiros. Dessa forma, é importante submeter as capacidades existentes de Continuidade de Negócios a um teste de estresse específico, que confirmará a adequação ou ajudará a descobrir lacunas correspondentes. É claro que é importante que todos os fatores determinantes possíveis sejam suficientemente realçados para que seja garantida uma cobertura abrangente, caso contrário as inadequações existentes só serão reveladas durante uma crise real.

Os blocos de construção dos testes de estresse

Aqui, é importante considerar as ferramentas de gestão do risco operacional existentes que fornecerão dados e indicadores sobre as áreas abrangidas pelo teste de estresse, bem como a magnitude potencial do estresse a ser aplicado e os limiares, níveis e setores relevantes, de forma a construir uma base para se obter um teste de estresse significativo. Cada um dos blocos de construção mostrados na Figura 2 abaixo contribui para a geração de um teste de estresse abrangente:

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Figura 2: Ferramentas de Gestão de Risco Operacional

  1. Indicadores chave de risco: Os principais indicadores de risco (Key Risk Indicators - KRIs) fornecem não apenas uma visão geral para a gestão sobre tendências para potenciais áreas de preocupação, mas também uma indicação do potencial estresse ao qual a instituição pode estar exposta.

  2. Base interna de perdas: Ter dados internos suficientes sobre perdas é sempre um desafio. No entanto, a disponibilidade de dados pode indicar fragilidades na configuração atual da organização devido ao grande número de incidentes que conduzem a perdas.

  3. Autoavaliações de riscos e controles: Tal como acontece com os KRIs, as autoavaliações de riscos e controles (Risk and Controls Self Assessment - RCSAs) ajudam a identificar exposições que podem ser relevantes. Além de obter uma visão abrangente sobre a exposição ao risco em todos os níveis organizacionais e funcionais, a eficácia dos controles – que são uma parte essencial da autoavaliação – proporcionará um meio de salientar as áreas relevantes. Salientar os controles em vigor avaliará a sua eficácia e ajudará a identificar pontos fracos.

  4. Mapeamento dos processos de negócio: Tudo isto anda de mãos dadas com o mapeamento de processos de negócio, onde podem ser determinados potenciais efeitos de repercussão de um processo para outro. Isto fornece, portanto, uma imagem holística da possível materialização dos eventos presumidos e da exposição subsequente.

  5. Mapa de calor de riscos: O mapa de calor fornece uma visualização do resultado agregado do RCSA e, portanto, pode ser utilizado para verificar os pressupostos do teste de estresse em linha com os riscos registrados no dicionário de riscos da instituição.

  6. Análise de cenários: Finalmente, com a utilização de todas essas ferramentas, a criação de cenários deverá ser significativa e atender às especificidades de cada instituição quando da definição do cenário relacionado ao teste de estresse.

Execução e avaliação do teste de estresse

Para a execução do teste de estresse, é necessária a participação das partes interessadas relevantes e os respectivos especialistas nos riscos envolvidos, garantindo a relevância do cenário e a aceitação dos resultados. Muitas vezes este ponto é ignorado, levando a objeções quando as consequências do resultado são determinadas. Dependendo da estrutura organizacional, a liderança para o desempenho do teste de estresse é geralmente da função de gestão de risco e envolve as áreas de negócios, bem como a gestão financeira e de capital.

Conforme mencionado anteriormente, no caso de riscos não financeiros, a interrupção dos negócios e os eventos relacionados precisam ser avaliados e, portanto, é fundamental garantir a participação da função responsável pela Continuidade de Negócios no teste de estresse. A função de Continuidade de Negócios faz aqui parte da segunda linha, uma vez que, em geral, a responsabilidade pela continuidade do negócio na prática cabe às divisões de negócio como donas dos processos – ou seja, a primeira linha. No entanto, a responsabilidade de segunda linha pela Continuidade de Negócios está no lado da validação para garantir uma visão abrangente dos processos envolvidos.

Por exemplo, uma das tarefas principais da Continuidade de Negócios, o objetivo do tempo de recuperação (Recovery Time Objective - RTO), só pode ser avaliada de forma significativa quando as interdependências processuais dentro da organização são transparentes e fazem parte dos testes de estresse.

O resultado do teste de estresse deve então ser avaliado no que diz respeito à necessidade de medidas de mitigação. Dado que isto normalmente implica custos e esforços adicionais, os resultados têm de ser verificados para evitar qualquer dúvida e para determinar a adequação das medidas previstas. Em geral, como resultado dos testes de estresse, além do Plano de Continuidade de Negócios, o plano de comunicação e a documentação dos RCSAs, bem como o mapeamento dos processos de negócios podem ser alterados dependendo do resultado e das conclusões específicas.

Desafios para a realização de testes de estresse relacionados a Riscos Não Financeiros

De acordo com o Stress-testing – Special Report publicado pela Risk.net em 2020 (link: https://www.risk.net/stress-testing-special-report-2020), “uma recente revisão regulatória dos programas de estresse interno das instituições financeiras encontraram deficiências como operações não mapeadas, cenários excessivamente tolerantes e uma escassez de capacidade de testes de estresse”. A mesma fonte afirmou ainda que “embora as instituições financeiras estejam relativamente melhor preparadas do que estavam antes da crise financeira anterior, o seu trabalho não está completo”. Com isso em mente e pela minha própria experiência, certas tarefas continuam a ser um desafio.

Embora os riscos financeiros abordem principalmente o impacto no capital e na liquidez, para os riscos não financeiros a ênfase principal deve ser na resiliência organizacional. Para permitir uma abordagem integrada, as ferramentas de gestão do risco operacional são, portanto, fundamentais. Assim, devem ser identificados pela administração:

  • As nossas ferramentas de gestão de risco operacional são apropriadas e totalmente utilizadas para testes de estresse de riscos não financeiros?

  • Até que ponto podemos realizar testes de estresse integrados onde os riscos financeiros e os riscos não financeiros são suficientemente abordados?

  • Somos capazes de captar adequadamente os efeitos secundários e de repercussão?

  • Nossos sistemas apoiam esta abordagem integrada e holística?

  • Com que rapidez podemos realizar um teste de estresse significativo com os resultados correspondentes?

  • A nossa estrutura funcional e organizacional garante que todas as partes interessadas relevantes participem no exercício?

Somente quando todas estas questões forem respondidas positivamente as instituições deverão ter menos dúvidas sobre se os cenários aplicados são suficientemente fortes e abrangentes.

Conclusão

Em geral, as instituições financeiras estão bem preparadas para realizar testes de estresse nas suas carteiras no que diz respeito ao impacto no capital e na liquidez. Certamente, também houve uma grande melhoria no que diz respeito a testes de estresse relacionados à Continuidade de Negócios, embora neste contexto a interação em termos de repercussões e efeitos de segunda ordem ainda seja um trabalho em progresso. Quer seja aplicada uma abordagem de cenário de estresse descendente (top down), envolvendo as partes interessadas relevantes, ou uma abordagem ascendente (bottom up), com unidades de negócio desenvolvendo cada uma um cenário de estresse que é revisto e agregado, é crucial uma visão holística com uma avaliação integrada de todas as exposições relacionadas a riscos financeiros e não financeiros.

As opiniões dos autores convidados da nossa comunidade são independentes e não necessariamente representam a opinião da Okai.

Perguntas e respostas

Qual foi uma lição importante da crise financeira global de 2007-08?
Uma lição importante foi a necessidade de mais informações sobre o risco para tomar decisões empresariais sólidas, o que destacou a importância da gestão de riscos nas instituições financeiras.
Qual comitê forneceu uma visão abrangente sobre os testes de estresse após a crise financeira de 2007-08?
O Comitê de Supervisão Bancária de Basileia (Basel Committee on Banking Supervision - BCBS) forneceu uma visão abrangente sobre os testes de estresse.
Quais são alguns dos objetivos dos testes de estresse definidos pelo BCBS em 2009?
Alguns dos objetivos são: fornecer avaliações de risco prospectivas, superar limitações de modelos e dados históricos, apoiar a comunicação interna e externa, contribuir para procedimentos de planejamento de capital e liquidez, informar a definição da tolerância ao risco e facilitar o desenvolvimento de planos de mitigação de riscos ou de contingência.
Qual foi o foco principal dos testes de estresse para as instituições financeiras antes da crise da Covid-19?
O foco principal foi a solvência e a liquidez das instituições financeiras.
Como os testes de estresse dos riscos não financeiros ganharam importância?
A crise da Covid-19 demonstrou como a continuidade dos negócios pode ser perturbada, exacerbando o risco sistêmico, o que levou os testes de estresse de riscos não financeiros a receberem mais atenção.
Quais são os diferentes tipos de testes de estresse?
Os testes de estresse podem ser baseados em abordagens ascendentes (bottom up) ou descendentes (top down). Em termos de metodologia, podem utilizar análises de cenários e/ou análises de sensibilidade.
Quais são os métodos principais utilizados na análise de cenários nos testes de estresse?
A análise de cenários assume determinadas condições severas a nível macroeconômico, organizacional ou de carteira.
O que caracteriza os testes de estresse baseados em dados históricos?
Os testes de estresse baseados em dados históricos têm a vantagem de incluir incidentes, eventos e suas magnitudes, embora a história observada nem sempre se repita com precisão.
Como os testes de estresse reverso funcionam?
Nos testes de estresse reverso, o resultado do teste é previamente determinado, e as carteiras, segmentos de negócio e condições organizacionais são avaliados para atingir o objetivo do cenário de teste, ajudando a detectar áreas vulneráveis.
Quais tipos de eventos devem ser considerados nos testes de estresse específicos da instituição?
Devem ser considerados eventos idiossincráticos, que são específicos da instituição e incluem capacidades relacionadas a pessoal, tecnologia/comunicação e ativos físicos.
Quais categorias de eventos estão incluídas no risco operacional do ponto de vista regulatório?
As categorias incluem: fraude interna, fraude externa, práticas de emprego e segurança no local de trabalho, clientes, produtos e práticas comerciais, danos a bens físicos, interrupções nos negócios e falhas no sistema, e execução, entrega e gerenciamento de processos.
Quais outras categorias de risco, além das mencionadas no framework de Basileia, são relevantes?
Outras categorias incluem: risco de conduta, risco cibernético, risco de conformidade, risco de tecnologia, risco de fornecedores e terceiros e risco de modelo.
O que mostra a Tabela 1 mencionada no texto?
A Tabela 1 fornece uma visão geral de categorias de risco, exposição ao risco relevante, fatores desencadeadores (triggers) e áreas afetadas, e ajuda a estruturar testes de estresse de riscos não financeiros.
Por que é importante submeter as capacidades de Continuidade de Negócios a testes de estresse específicos?
É importante para confirmar a adequação das capacidades existentes ou descobrir lacunas que, se não corrigidas, só seriam reveladas durante uma crise real.
Quais são alguns dos blocos de construção dos testes de estresse?
Os blocos de construção incluem: indicadores chave de risco (KRIs), base interna de perdas, autoavaliações de riscos e controles (RCSAs), mapeamento dos processos de negócio, mapa de calor de riscos e análise de cenários.
Qual a importância dos Indicadores Chave de Risco (KRIs) nos testes de estresse?
Os KRIs fornecem uma visão geral sobre tendências e potenciais áreas de preocupação, indicando o estresse potencial ao qual a instituição pode estar exposta.
Como as autoavaliações de riscos e controles (RCSAs) contribuem para os testes de estresse?
As RCSAs ajudam a identificar exposições relevantes e a avaliar a eficácia dos controles, destacando áreas de vulnerabilidade.
Qual a importância de um mapa de calor de riscos nos testes de estresse?
O mapa de calor fornece uma visualização do resultado agregado das RCSAs, auxiliando na verificação dos pressupostos dos testes de estresse de acordo com os riscos registrados.
Qual o papel das partes interessadas na execução dos testes de estresse?
A participação das partes interessadas e dos especialistas nos riscos é essencial para garantir a relevância dos cenários de estresse e a aceitação dos resultados.
Quem tipicamente lidera a execução dos testes de estresse nas instituições financeiras?
Geralmente, a liderança é da função de gestão de risco, envolvendo áreas de negócios, gestão financeira e de capital.
Por que a participação da função de Continuidade de Negócios é essencial nos testes de estresse de riscos não financeiros?
A função de Continuidade de Negócios é essencial para avaliar interdependências processuais e o objetivo do tempo de recuperação (RTO) para garantir uma visão abrangente dos processos envolvidos.
O que deve ser avaliado após a execução do teste de estresse?
Deve ser avaliada a necessidade de medidas de mitigação, considerando custos e esforços adicionais, além de verificar a adequação das medidas planejadas.
Que desafios foram detectados na realização de testes de estresse, segundo o relatório da Risk.net de 2020?
Os desafios incluem operações não mapeadas, cenários excessivamente tolerantes e uma escassez de capacidade de testes de estresse.
Quais perguntas as instituições financeiras devem responder para garantir cenários de estresse adequados?
As perguntas incluem: as ferramentas de gestão de risco operacional são apropriadas e totalmente utilizadas? Podemos realizar testes de estresse integrados? Capturamos adequadamente os efeitos secundários? Nossos sistemas suportam a abordagem integrada? Podemos realizar rapidamente testes de estresse significativos? Nossa estrutura garante a participação de todas as partes interessadas relevantes?
Por que é importante uma abordagem integrada e holística nos testes de estresse?
Uma abordagem integrada e holística garante que todas as exposições relacionadas a riscos financeiros e não financeiros sejam avaliadas de forma completa e precisa.

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Victor Machado

Director, Risk Management @Mastercard | Turning risks into opportunities | Doing well by doing good