Norma
07/05/1969

Resolução Nº 114

TAXAS DE JUROS E TARIFAS BANCARIAS - EXPOSICAO DO CONSELHEIRO RUY DE CASTRO MAGALHAES - TELEX DO CONSELHEIRO GASTAO EDUARDO DE BUENO VIDIGAL AO MINISTRO DA FAZENDA - PROPOE A REVOGACAO DA RESOLUCAO 86, DE 12/01/68, EXCETO A REGRA ESTABELECIDA NO ITEM X DO REFERIDO DOCUMENTO, QUE REGULAMENTA A FIXACAO DE TAXAS MAXIMAS QUE OS ESTABELECIMENTOS BANCARIOS PODERAO COBRAR EM SUAS OPERACOES ATIVAS.

A Resolução Nº 114, de 07/05/1969, estabelece novas diretrizes para as operações ativas dos estabelecimentos bancários, com vigência a partir de 1º de junho de 1969.

As taxas máximas permitidas são:

  • Operações lastreadas em duplicatas, contratos e outros títulos:

  • Prazo até 60 dias: 1,8% ao mês

  • Prazo superior a 60 dias: 2,0% ao mês

  • Outros tipos de operações: 2,2% ao mês

Os bancos que aplicarem taxas não superiores a 1,6% e 1,8% ao mês nas operações mencionadas podem utilizar até 50% de seus depósitos compulsórios em Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional.

As taxas indicadas devem representar o custo final dos recursos, incluindo juros e encargos adicionais, exceto o imposto sobre operações financeiras.

Operações ativas com recursos captados pela Resolução nº 105/1968 estão sujeitas às mesmas limitações.

Exceções às taxas máximas incluem crédito rural, repasse de recursos externos e refinanciamentos com recursos de instituições financeiras oficiais.

A partir de 1º de junho de 1969, os bancos comerciais deixarão de abonar juros às contas de depósitos à vista, com juros contados até 31 de maio de 1969 e creditados até o fim do semestre, respeitando o limite máximo de 3% ao ano.

Os serviços bancários são remuneráveis conforme a tarifa máxima da tabela anexa, que inclui:

  • Cobrança de cheques e títulos: 0,1% sobre o total de cada borderô, mais NCr$1,00 por título ou cheque.

  • Transferências de fundos: 0,1% sobre cada operação.

  • Outros serviços, como visamento de cheques e suspensão de pagamento de cheques, com tarifas específicas.

A retenção de parte do valor dos empréstimos ou práticas fraudulentas será considerada falta grave, sujeita a penalidades conforme o Decreto-lei nº 448/1969.

A Resolução Nº 86/1968 é revogada, exceto a regra do item X.

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