A Resolução Nº 242, de 16 de janeiro de 1973, estabelece as taxas máximas incidentes sobre operações ativas dos Bancos Comerciais, conforme deliberação do Conselho Monetário Nacional.
Taxas Máximas:
Operações lastreadas por duplicatas, contratos ou outros títulos representativos de financiamento à produção e comercialização de bens e serviços:
Prazo de até 60 dias: 1,3% ao mês
Prazo superior a 60 dias: 1,4% ao mês
Contas de caução (prazo mínimo de 12 meses), garantidas por legítimos efeitos comerciais, com comissão máxima de 0,5% sobre o limite do crédito aberto: 1,8% ao mês sobre o saldo devedor
Empréstimos a particulares (pessoas físicas), independentemente da finalidade e prazo: 2,3% ao mês
As taxas representam o custo total da operação para o financiado, excluindo apenas as tarifas de serviços fixadas pela Resolução nº 225, de 4.7.72, e o imposto sobre operações financeiras.
O imposto sobre operações financeiras nas contas de caução será calculado com alíquota semestral de 0,5% sobre o limite contratual.
Ressalvam-se as operações típicas de crédito rural, repasse de recursos externos e outras refinanciadas com recursos de instituições financeiras oficiais, que continuarão sujeitas a regulamentação específica.
Mantém-se a determinação de não abono de juros, direta ou indiretamente, às contas de depósitos à vista.
O Banco Central do Brasil considerará falta grave a retenção de parte do valor dos empréstimos ou outras práticas que representem fraude às normas desta Resolução, conforme Decreto-lei nº 448, de 3.2.1969.
A Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando as Resoluções nº 207, de 2.2.72, e 226, de 4.7.72.