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Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País.
RESOLUCAO N. 003110
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Altera e consolida as normas que
dispõem sobre a contratação de
correspondentes no País.
O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei 4.595,
de 31 de dezembro de 1964, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO
NACIONAL, em sessão realizada em 31 de julho de 2003, com base nos
arts. 3º, inciso V, 4º, incisos VI e VIII, 17 e 18, § 1º, da referida
Lei e 14 da Lei 4.728, de 14 de julho de 1965,
R E S O L V E U:
Art. 1º Alterar e consolidar, nos termos desta resolução,
as normas que dispõem sobre a contratação, por parte de bancos
múltiplos, de bancos comerciais, da Caixa Econômica Federal, de
bancos de investimento, de sociedades de crédito, financiamento e
investimento, de sociedades de crédito imobiliário e de associações
de poupança e empréstimo, de empresas, integrantes ou não do Sistema
Financeiro Nacional, para o desempenho das funções de correspondente
no País, com vistas à prestação dos seguintes serviços:
I - recepção e encaminhamento de propostas de abertura de
contas de depósitos à vista, a prazo e de poupança;
II - recebimentos e pagamentos relativos a contas de
depósitos à vista, a prazo e de poupança, bem como a aplicações e
resgates em fundos de investimento;
III - recebimentos, pagamentos e outras atividades
decorrentes de convênios de prestação de serviços mantidos pelo
contratante na forma da regulamentação em vigor;
IV - execução ativa ou passiva de ordens de pagamento em
nome do contratante;
V - recepção e encaminhamento de pedidos de empréstimos e de
financiamentos;
VI - análise de crédito e cadastro;
VII - execução de serviços de cobrança;
VIII - recepção e encaminhamento de propostas de emissão de
cartões de crédito;
IX - outros serviços de controle, inclusive processamento
de dados, das operações pactuadas;
X - outras atividades, a critério do Banco Central do
Brasil.
§ 1º A faculdade de que trata este artigo somente pode ser
exercida no que se refere a serviços relacionados às atividades
desenvolvidas pelas instituições referidas no caput, permitidas nos
termos da legislação e regulamentação em vigor.
§ 2º A contratação de empresa para a prestação dos serviços
referidos no caput, incisos I e II, depende de prévia autorização do
Banco Central do Brasil, devendo, nos demais casos, ser objeto de
comunicação àquela Autarquia.
§ 3º As funções de correspondente podem ser desempenhadas
por serviços notariais e de registro, de que trata a Lei 8.935, de 18
de novembro de 1994.
Art. 2º É vedada à instituição financeira a contratação,
para a prestação dos serviços referidos no art. 1º, incisos I e II,
de empresa cuja atividade principal ou única seja a prestação de
serviços de correspondente.
Parágrafo único. A vedação de que trata este artigo aplica-
se à hipótese de substabelecimento do contrato a terceiros, total ou
parcialmente.
Art. 3º Depende de prévia autorização do Banco Central do
Brasil a contratação, por parte de instituição financeira, para a
prestação de qualquer dos serviços referidos no art. 1º, de empresa
que utilize o termo -banco- em sua denominação social ou no
respectivo nome de fantasia.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se à
hipótese de substabelecimento do contrato a terceiros, total ou
parcialmente.
Art. 4º Os contratos referentes à prestação de serviços de
correspondente nos termos desta resolução devem incluir cláusulas
prevendo:
I - a total responsabilidade da instituição financeira
contratante sobre os serviços prestados pela empresa contratada,
inclusive na hipótese de substabelecimento do contrato a terceiros,
total ou parcialmente;
II - o integral e irrestrito acesso do Banco Central do
Brasil, por intermédio da instituição financeira contratante, a todas
as informações, dados e documentos relativos à empresa contratada, ao
terceiro substabelecido e aos serviços por esses prestados;
III - que, na hipótese de substabelecimento do contrato a
terceiros, total ou parcialmente, a empresa contratada deverá obter a
prévia anuência da instituição financeira contratante;
IV - a vedação, à empresa contratada, de:
a) efetuar adiantamento por conta de recursos a serem
liberados pela instituição financeira contratante;
b) emitir, a seu favor, carnês ou títulos relativos às
operações intermediadas;
c) cobrar, por iniciativa própria, qualquer tarifa
relacionada com a prestação dos serviços a que se refere o contrato;
d) prestar qualquer tipo de garantia nas operações a que se
refere o contrato;
V - que os acertos financeiros entre a instituição
financeira contratante e a empresa contratada devem ocorrer, no
máximo, a cada dois dias úteis;
VI - que, nos contratos de empréstimos e de financiamentos,
a liberação de recursos deve ser efetuada mediante cheque nominativo,
cruzado e intransferível, de emissão da instituição financeira
contratante a favor do beneficiário ou da empresa comercial
vendedora, ou crédito em conta de depósitos à vista do beneficiário
ou da empresa comercial vendedora;
VII - a obrigatoriedade de divulgação, pela empresa
contratada, em painel afixado em local visível ao público, de
informação que explicite, de forma inequívoca, a sua condição de
simples prestadora de serviços à instituição financeira contratante.
§ 1º Na hipótese de substabelecimento do contrato a
terceiros, devem ser observadas as disposições do art. 1º, § 2º.
§ 2º Alternativamente ao esquema de pagamento previsto no
inciso VI, a liberação de recursos poderá ser processada mediante
cheque nominativo, cruzado e intransferível, de emissão da empresa
contratada, atuando por conta e ordem da instituição financeira
contratante, a favor do beneficiário ou da empresa comercial
vendedora, desde que, diariamente, o valor total dos cheques emitidos
seja idêntico ao dos recursos recebidos da instituição financeira
contratante para tal fim.
Art. 5º As empresas contratadas para a prestação de
serviços de correspondente nos termos desta resolução estão sujeitas
às penalidades previstas no art. 44, § 7º, da Lei 4.595, de 1964,
caso venham a praticar, por sua própria conta e ordem, operações
privativas de instituição financeira.
Art. 6º Fica o Banco Central do Brasil autorizado a baixar
as normas e a adotar as medidas julgadas necessárias à execução do
disposto nesta resolução.
Art. 7º Esta resolução entra em vigor na data de sua
publicação.
Art. 8º Ficam revogados a Resolução 2.707, de 30 de março
de 2000, e o art. 2º da Resolução 2.953, de 25 de abril de 2002,
passando a base regulamentar e as citações à norma ora revogada,
constantes de normativos editados pelo Banco Central do Brasil, a ter
como referência esta resolução.
Brasília, 31 de julho de 2003.
Henrique de Campos Meirelles
Presidente
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