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Estabelece normas para operações de crédito rural realizadas por órgãos do Sistema Nacional de Crédito Rural.
RESOLUCAO N. 000140
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O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº
4.595, de 31.12.64, torna público que o Conselho Monetário Nacional,
em sessão de 20.3.1970, tendo em vista as disposições dos arts. 4º,
incisos VI, IX e XVII, da Lei nº 4.595, e 5º e 6º da Lei nº 4.829, de
5 de novembro de 1965,
R E S O L V E U:
I - As operações de Crédito Rural praticadas pelos órgãos
integrantes e auxiliares do Sistema Nacional de Crédito Rural passam
a reger-se pelas normas da presente Resolução e seus dispositivos
complementares. São abrangidas por essas normas as operações
efetuadas com recursos do FUNAGRI, do Fundo de Defesa de Produtos
Agropecuários, da Resolução nº 69, e com quaisquer outros de origem
pública, incluídos ainda os atribuídos a programas co-financiados por
empréstimos externos.
II - Os financiamentos rurais a que se refere o art. 9º da
Lei nº 4.829, de 5.11.1965, abrangerão as seguintes finalidades:
a) aquisição de insumos modernos, cujo prazo será de até 1
ano. Nos casos de adubação intensiva e correção de acidez esse prazo
poderá estender-se até 5 anos;
b) exploração e custeio agrícola e da pesca, cujo prazo
será de até 2 anos;
c) exploração e custeio pecuário, cujo prazo será de até 1
ano. Nos empréstimos destinados à retenção de crias e/ou matrizes,
esse prazo poderá estender-se até 5 anos, e nos casos de compra de
gado de cria, até 3 anos;
d) operações de comercialização, com prazo de até 240 dias;
e) aquisição isolada de máquinas e equipamentos, cujo prazo
será de até 5 anos. Nos casos de compra de colheitadeiras e tratores
de esteiras e de outras máquinas de grande porte, o prazo poderá
estender-se até 8 anos;
f) modernização e tecnificação da agropecuária e da pesca,
compreendendo planos integrados de exploração e de investimento, a
serem desenvolvidos sob assistência técnica. O prazo será de até 12
anos;
g) crédito fundiário e de reflorestamento, com prazo de até
12 anos;
h) programas especiais, abrangendo financiamento para café,
cana, cacau, pecuária de corte, pesca e outros aprovados ou por
aprovar.
III - Os encargos bancários incidentes sobre as operações
de crédito rural não excederão aos seguintes limites:
a) nas operações de prazo igual ou inferior a 1 ano:
17% a.a., sobre o mutuário final; 15% a.a., quando se
tratar de cooperativa de produtores, para repasse aos seus
associados; e 13% a.a., quando se tratar de financiamentos de valor
até 50 vezes o maior salário mínimo vigente no País;
b) nas operações de prazo superior a 1 ano:
7% a.a., sobre o mutuário final; 5% a.a., quando se tratar
de cooperativa de produtores, para repasse aos seus associados; e 3%
a.a., nos casos de financiamentos de valor até 50 vezes o maior
salário mínimo, vigente no País, acrescidos, em todos os casos, de
uma taxa anual de correção não superior a 10% sobre os saldos
devedores. Esta taxa poderá ser reajustada pelo Conselho Monetário
Nacional;
c) nas operações de financiamento à aquisição de insumos
modernos:
7% a.a., sobre o mutuário final, cabendo à instituição
financeira a suplementação, pelo Banco Central do Brasil, com os
recursos do FUNDAG e/ou FUNFERTIL, da sobretaxa de 10% a.a. Esta
sobretaxa será reajustável pelo Conselho Monetário Nacional;
d) nos sub-empréstimos decorrentes de programas co-
financiados por fontes externas:
os custos serão estabelecidos em cada caso, tendo em vista
as condições dos financiamentos externos tomados pelas autoridades
monetárias.
IV - Nos redescontos, refinanciamentos e repasses, o Banco
Central do Brasil observará, exceto nos casos das letras "c" e "d" do
item anterior, taxas que sejam pelo menos três pontos mais baixas do
que as autorizadas às instituições financeiras aplicadoras de
recursos.
V - Os estabelecimentos bancários aplicarão em
financiamentos a pequenos produtores rurais quantia não inferior a
10% dos empréstimos efetuados com base nos recursos da Resolução nº
69, de 22.9.67.
VI - Sobre os recolhimentos em espécie que as instituições
financeiras efetuarem no Banco Central do Brasil, na forma do item II
da Resolução nº 69, abonar-se-ão juros de 10% a.a., creditados
semestralmente.
VII - O Banco Central do Brasil considerará, para efeito de
prioridade e seleção na abertura de linhas de crédito mediante
repasse, refinanciamento ou redesconto, as aplicações efetuadas pelos
Órgãos Integrantes e Auxiliares do Sistema Nacional de Crédito Rural
com seus recursos próprios, inclusive as que ultrapassarem as
obrigações estabelecidas pela Resolução nº 69, desde que realizadas a
prazos, taxas e nas modalidades previstas nesta Resolução. Tais
operações serão escrituradas em conta à parte.
VIII - As presentes normas entrarão em vigor a partir de 1º
de maio de 1970, permitida a normal liquidação das operações ora em
vigor, mediante esquemas a serem definidos pelo Banco Central do
Brasil.
IX - Fica revogada a Resolução nº 129, de 13 de novembro de
1969.
Brasília-DF, 23 de março de 1970
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Ernane Galvêas
Presidente
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