Norma
31/01/1986

Resolução Nº 1.090

PROPOE MECANISMOS DE ENCAIXE COMPULSORIO PARA SOCIEDADES DE CREDITO IMOBILIARIO, CAIXAS ECONOMICAS, ASSOCIACOES DE POUPANCA E EMPRESTIMO. CONSTITUICAO DE ENCAIXE OBRIGATORIO SOBRE 25% DOS SALDOS DOS DEPOSITOS DE POUPANCA. CRIACAO NO BANCO CENTRAL DE FUNDO FINANCEIRO DE NATUREZA CONTABIL, CONFORME O DECRETO-LEI 278, DE 28/02/67 A SER DENOMINADO FUNDO DE GARANTIA DA LIQUIDEZ (FGL), OBJETIVANDO ACOLHER OS ENCAIXES OBRIGATORIOS GARANTIR AS OPERACOES DE ASSISTENCIA FINANCEIRA PRESTADA PELO BANCO CENTRAL AS SOCIEDADES DE CREDITO IMOBILIARIO E AS ASSOCIACOES DE POUPANCA E EMPRESTIMO. PROPICIAR RECEITAS NECESSARIAS A COBERTURA DA REMUNERACAO DOS ENCAIXES OBRIGATORIOS E OUTRAS DESPESAS DECORRENTES DA CONSTITUICAO E FUNCIONAMENTO DO FUNDO.

A Resolução Nº 1.090, de 31 de janeiro de 1986, estabelece diretrizes para o encaixe obrigatório das sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo e caixas econômicas. A partir de janeiro de 1986, essas instituições devem constituir um encaixe obrigatório de até 25% dos saldos dos depósitos de poupança captados junto ao público.

Os valores do encaixe, exceto para caixas econômicas, devem ser recolhidos ao Banco Central e serão remunerados com correção monetária plena, acrescida de juros de 6% ao ano. Para as caixas econômicas, os valores devem ser constituídos em Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN), com a mesma taxa de juros.

Os depósitos compulsórios recolhidos ao Fundo de Assistência de Liquidez (FAL) serão considerados na apuração do percentual de 25%. As instituições ficam dispensadas de novos depósitos compulsórios no FAL, exceto para cumprimento de exigibilidades existentes na data de vigência da resolução.

O percentual de 25% será atingido mediante recolhimento mensal de 40% da captação líquida de recursos. Esses percentuais podem ser diferenciados conforme a região de atuação e características operacionais das instituições, a critério do Banco Central.

As instituições devem direcionar no mínimo 60% dos recursos captados em depósitos de poupança para financiamento de produção e comercialização de imóveis, conforme estabelecido pelo Banco Nacional da Habitação. O Banco Central e o Banco Nacional da Habitação podem alterar esse percentual.

Foi criado um Grupo de Trabalho para propor, em 90 dias, um plano de transferência do FAL e do Fundo de Garantia de Depósitos e Letras Imobiliárias (FGDLI) para o Banco Central, além de integrar atividades de fiscalização.

A resolução também prevê penalidades para instituições que não recolherem os encaixes obrigatórios em tempo hábil e estabelece que o Banco Central poderá prestar assistência financeira às instituições, limitada ao montante dos depósitos recolhidos.

Enquanto a transferência do FAL não for efetivada, a assistência financeira será prestada pelo Banco Nacional da Habitação e, suplementarmente, pelo Banco Central. Foi instituído um fundo financeiro no Banco Central para acolher os recolhimentos e garantir operações de assistência financeira.

O Banco Nacional da Habitação, ouvido o Banco Central, pode determinar o recolhimento dos recursos não aplicados conforme o item IX da resolução. O Banco Central pode adotar medidas necessárias à execução da resolução, que entra em vigor na data de sua publicação.