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Estabelece normas para financiamento de custeio de lavoura de soja e uso de recursos de Depósitos Especiais Remunerados em operações de custeio agrícola.
RESOLUCAO N. 002016
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Divulga normas complementares para con-
cessão de financiamento de custeio de
lavoura de soja e admite a utilização
de recursos constitutivos das contas
de Depósitos Especiais Remunerados nas
operações de custeio que especifica.
O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da
Lei nº 4.595, de 31.12.64, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NA-
CIONAL, em sessão realizada em 22.09.93, tendo em vista as disposi-
ções do art. 4º, inciso VI, da citada Lei nº 4.595, e dos arts. 4º e
14 da Lei nº 4.829, de 05.11.65,
R E S O L V E U:
Art. 1º Suspender a restrição contida no art. 2º,
parágrafo 3º, da Resolução nº 2.007, de 27.07.93, permitindo a con-
cessão de financiamento de custeio de lavoura de soja, safra de verão
1993/1994, amparado em fontes de recursos sujeitas a encargos finan-
ceiros limitados, aos beneficiários de crédito rural classificados
como demais produtores e cooperativas do grupo II.
Art. 2º Fixar em 60% (sessenta por cento) do Valor
Básico de Custeio (VBC) o limite de financiamento para os beneficiá-
rios de que trata o artigo anterior, não se admitindo elevação do
crédito em qualquer hipótese.
Art. 3º Fica o Banco Central do Brasil autorizado a
admitir a redução, até o limite de 30% (trinta por cento), da exi-
gibilidade de recolhimento compulsório de recursos constitutivos das
contas de Depósitos Especiais Remunerados, desde que os recursos ob-
jeto de liberação sejam utilizados para lastrear operações de custeio
de algodão, arroz, feijão, mandioca, milho e soja, contratadas a par-
tir da data da entrada em vigor desta Resolução.
Art. 4º Em conseqüência do disposto nos arts. 1º e
2º, encontram-se anexas as folhas destinadas à atualização do Manual
de Crédito Rural (MCR).
Art. 5º Delegar competência ao Banco Central do Bra-
sil para adotar as medidas e baixar as normas necessárias à execução
do disposto nesta Resolução.
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de
sua publicação.
Brasília, 23 de setembro de 1993
Pedro Sampaio Malan
Presidente
MCR - DOCUMENTO Nº 1.2
Limites de Financiamento (%) - Culturas com VBC
Safra das Águas (Verão) 1993/94
PRODUTOS/FAIXAS MINI/PEQUENO PRODUTOR DEMAIS PRODUTORES
DE PRODUTIVIDADE E COOPERATIVAS E COOPERATIVAS
DO GRUPO I DO GRUPO II
- ALGODÃO HERBÁCEO (1) 100 90
- ARROZ IRRIGADO (1) 90 80
- ARROZ DE SEQUEIRO (1) 90 80
- FEIJÃO (1) 90 80
- MILHO (1) 90 80
- SOJA (1) 80 60 (*)
- DEMAIS PRODUTOS 80 60
Região Nordeste, Roraima e Pará - Safra 1993
MINI/PEQUENO PRODUTOR DEMAIS PRODUTORES
PRODUTOS E COOPERATIVAS E COOPERATIVAS
DO GRUPO I DO GRUPO II
- FEIJÃO:
- Em Roraima 100 80
- Demais Regiões 80 60
- LAVOURAS IRRIGADAS 100 100
- LAVOURAS DE SEQUEIRO 100 100
Safra da Seca 1993
MINI/PEQUENO PRODUTOR DEMAIS PRODUTORES
PRODUTOS E COOPERATIVAS E COOPERATIVAS
(Grãos e Sementes) DO GRUPO I DO GRUPO II
- ALHO COMUM 80 60
- ALHO NOBRE 80 60
- AMENDOIM 80 60
- BATATA-SEMENTE 80 60
- FEIJÃO 80 60
- MANDIOCA 80 60
- SORGO 80 60
Safra de Inverno 1993
A - PRODUTO: CEVADA - Grãos e Sementes
PRODUTIVIDADE DE MINI/PEQUENO PRODUTOR DEMAIS PRODUTORES
REFERÊNCIA (2) E COOPERATIVAS E COOPERATIVAS
(Kg/ha) DO GRUPO I DO GRUPO II
de 1.400 a 1.800 80 70
de 1.801 a 2.200 100 90
acima de 2.200 100 100
Safra de Inverno 1993
B - PRODUTOS: TRIGO E TRITICALE - Grãos e Sementes
NÍVEIS MINI/PEQUENO PRODUTOR DEMAIS PRODUTORES
PRODUTIVIDADE DE E COOPERATIVAS E COOPERATIVAS
REFERÊNCIA (2) DO GRUPO I DO GRUPO II
(Kg/ha)
NÍVEL 1
- 1.100 100 -
NÍVEL 2
de 1.501 a 1.800 90 80
de 1.801 a 2.100 100 90
acima de 2.100 100 100
NÍVEL 3
de 2.501 a 3.000 100 90
acima de 3.000 100 100
(1) Admitir que o limite de financiamento seja de 100% quando o (*)
crédito for formalizado com base em projeto técnico que per-
mita incorporar aumento de produtividade não inferior a 10%
(dez por cento) da média obtida pelo produtor nas 3 (três)
últimas safras normais, exceto no caso de soja cujo benefí-
cio contempla exclusivamente miniprodutores, pequenos produ-
tores e cooperativas do grupo I.
(2) Observar os critérios utilizados para definição do VBC segun-
do a faixa de produtividade.
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