Norma
25/06/2003

Resolução Nº 3.101

Institui linha de crédito do Funcafé para custeio de lavouras cafeeiras no período agrícola 2003/2004.

A Resolução Nº 3.101, de 25 de junho de 2003, institui uma linha de crédito com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o financiamento de despesas de custeio das lavouras de café no período agrícola 2003/2004.

Beneficiários: Cafeicultores, com financiamentos contratados diretamente ou repassados por suas cooperativas.

Itens financiáveis: Todos os itens inerentes aos tratos culturais das lavouras, como insumos (fertilizantes, corretivos e defensivos), mão-de-obra e operações com máquinas, exceto despesas com a colheita.

Limite de crédito: Até R$1.200,00 por hectare de cafezal, com um máximo de R$100.000,00 por produtor.

Encargos financeiros: Taxa efetiva de juros de 9,5% ao ano.

Prazo para contratação: De julho a dezembro de 2003, respeitando os prazos estabelecidos pela Embrapa para o início dos gastos com custeio em cada região produtora.

Liberação do crédito: Em uma parcela, no ato da contratação.

Reembolso: O crédito deve ser pago de uma só vez, no prazo máximo de até 45 dias contados da data prevista pela Embrapa para o término da colheita nas diferentes regiões produtoras, respeitada a data-limite de 30 de novembro de 2004.

Garantias: As usuais para o crédito rural.

Montante de recursos: Até R$200.000.000,00, conforme as disponibilidades orçamentário-financeiras do Funcafé.

Agentes financeiros: Instituições financeiras credenciadas para aplicar recursos do Funcafé.

Remuneração do agente financeiro: Comissão de até 5,5% ao ano, calculada sobre o saldo devedor das operações.

Risco operacional: Do agente financeiro.

Os recursos do Funcafé devem ser remunerados pela Taxa Média Selic (TMS) enquanto não aplicados, e pela taxa efetiva de juros de 9,5% ao ano uma vez aplicados, deduzida a remuneração do agente financeiro.

O reembolso dos recursos ao Funcafé deve ser efetuado até o dia 10 do mês subsequente ao do vencimento dos financiamentos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de sua Secretaria de Produção e Comercialização, em articulação com o Ministério da Fazenda, está autorizado a transmitir instruções complementares aos agentes financeiros.

A Resolução entra em vigor na data de sua publicação e revoga a Resolução 3.026, de 24 de outubro de 2002.