Revogada Norma
25/06/2003
#16633

Resolução Nº 3.087

Estabelece condições para o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop).

                        RESOLUCAO N. 003087                          
                        -------------------                          
                                   Dispõe   sobre   o   Programa   de
                                   Desenvolvimento  Cooperativo  para
                                   Agregação  de  Valor  à   Produção
                                   Agropecuária (Prodecoop).         


         O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei 4.595,
de  31  de  dezembro de 1964, torna público que o CONSELHO  MONETÁRIO
NACIONAL, em sessão realizada em 24 de junho de 2003, tendo em  vista
as disposições dos arts. 4º, inciso VI, da referida lei, e 4º e 14 da
Lei 4.829, de 5 de novembro de 1965,                                 

R E S O L V E U:                                                     

          Art.  1º   Estabelecer  que  as operações  do  Programa  de
Desenvolvimento  Cooperativo  para  Agregação  de  Valor  à  Produção
Agropecuária  (Prodecoop),  amparadas em  recursos  equalizados  pelo
Tesouro Nacional junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e  Social (BNDES), ficam sujeitas às normas gerais do crédito rural e
às seguintes condições especiais:                                    

          I  -  objetivo: incrementar a competitividade  do  complexo
agroindustrial das cooperativas brasileiras, por meio da modernização
dos sistemas produtivos e de comercialização;                        

         II - abrangência: todo o território nacional;               

         III - beneficiários:                                        

         a) cooperativas de produção agropecuária;                   

           b)   cooperados,   para  integralização  de   cotas-partes
vinculadas ao projeto a ser financiado;                              

         IV - setores e ações enquadráveis:                          

         a) industrialização de derivados de oleaginosas;            

         b) realocação de plantas de processamento de oleaginosas;   

         c) industrialização de carnes e pescados;                   

          d) instalação de unidades de beneficiamento, padronização e
processamento de frutas, legumes e hortaliças;                       

          e) implantação de indústrias para processamento de ovos  ou
de incubatórios voltados à produção de carne de aves;                

          f)  instalação de novas plantas industriais  para  o  setor
lácteo ou a modernização industrial e logística desse setor;         



         g) implantação de indústrias de moagem de cereais;          

         h) industrialização de couro semi-acabado e acabado;        

         i) implantação de fábrica de rações;                        

         j) industrialização de mandioca e seus derivados;           

          l)  implantação de unidades industriais de  cacau,  chás  e
mate;                                                                

         m) implantação ou ampliação de maltearias;                  

         n) instalação de unidades industriais para produção de cafés
de bebida superior;                                                  

          o) implantação e realocação de plantas de beneficiamento de
algodão, unidades de fiação, tecelagem e estamparia de algodão;      

           p)   instalação,  ampliação  e  modernização  de  unidades
armazenadoras;                                                       

          q)  instalação de unidades e de sistemas de beneficiamento,
padronização,   acondicionamento  e  logística  para  exportação   de
produtos agropecuários;                                              

          r)  implantação  de sistemas para geração e  co-geração  de
energia  e  linhas  de  ligação,  para  consumo  próprio  como  parte
integrante de um projeto de agroindústria;                           

          s)  implantação,  conservação e  expansão  de  sistemas  de
tratamento   de   efluentes   em   todos   os   tipos   de   unidades
agroindustriais;                                                     

         V - itens financiáveis:                                     

         a) estudos, projetos e tecnologia;                          

         b) obras civis, instalações e outros;                       

         c) máquinas e equipamentos nacionais;                       

         d) despesas pré-operacionais;                               

         e) despesas de importação;                                  

         f) capital de giro associado ao projeto de investimento;    

         g) treinamento;                                             

          h)  integralização de cotas-partes vinculadas ao projeto  a
ser financiado;                                                      



         VI - limite de crédito:  até  R$20.000.000,00 (vinte milhões
de  reais)  por  cooperativa, observados os seguintes tetos,  tomados
com  base  no faturamento bruto anual verificado no último  exercício
fiscal:                                                              

          a)  até 70% (setenta por cento) do valor do projeto, quando
se  tratar de cooperativa com faturamento superior a R$100.000.000,00
(cem milhões de reais);                                              

          b)  até 80% (oitenta por cento) do valor do projeto, quando
se  tratar  de  cooperativa com faturamento acima de  R$50.000.000,00
(cinqüenta  milhões de reais) e até R$100.000.000,00 (cem milhões  de
reais);                                                              

          c)  até 90% (noventa por cento) do valor do projeto, quando
se  tratar  de  cooperativa com faturamento  de  até  R$50.000.000,00
(cinqüenta milhões de reais);                                        

          VII - encargos financeiros: taxa efetiva de juros de 10,75%
a.a. (dez inteiros e setenta e cinco centésimos por cento ao ano);   

         VIII  -  prazo  de reembolso: até doze anos,  incluídos  até
três anos de carência;                                               

         IX  -  amortizações: semestrais ou anuais, de acordo  com  o
fluxo de receitas da cooperativa;                                    

         X   -   recursos:   até  R$450.000.000,00  (quatrocentos   e
cinqüenta milhões de reais), a serem aplicados no período  de  1º  de
julho de 2003 a 30 de junho de 2004;                                 

         XI - risco operacional: do agente financeiro.               

          § 1º  Pode ser concedido prazo de carência de até três anos
para  pagamento dos juros, caso o projeto demonstre necessidade nesse
sentido.                                                             

          §  2º   Admite-se a concessão de mais de um crédito para  o
mesmo tomador até 30 de junho de 2004, quando:                       

          I  -  a  atividade assistida requerer e ficar comprovada  a
capacidade de pagamento  do beneficiário;                            

          II  -  o somatório dos valores concedidos não ultrapasse  o
limite de crédito estabelecido neste artigo.                         

          Art.  2º   Ficam  o Ministério da Agricultura,  Pecuária  e
Abastecimento, por meio de sua Secretaria de Política Agrícola,  e  o
Ministério da Fazenda autorizados a, em decisão conjunta:            

         I - remanejar recursos do Prodecoop para outros programas de
investimento amparados por recursos equalizados pelo Tesouro Nacional
junto  ao  BNDES  ou  a remanejar recursos desses  programas  para  o
Prodecoop,  desde  que  não  haja elevação  dos  custos  inicialmente
estimados;                                                           

          II - alterar a relação dos setores e ações enquadráveis  no
Prodecoop.                                                           

          Art.  3º   Esta  resolução entra em vigor na  data  de  sua
publicação,  produzindo efeitos a partir de  1º  de  julho  de  2003,
quando ficará revogada a Resolução 2.987, de 3 de julho de 2002.     

                                       Brasília, 25 de junho de 2003.


                                   Henrique de Campos Meirelles      
                                   Presidente                        




Perguntas e respostas

Qual é o prazo de reembolso do Prodecoop?
O prazo de reembolso do Prodecoop é de até doze anos, incluídos até três anos de carência.
O que é o Prodecoop?
O Prodecoop é o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária, que visa incrementar a competitividade do complexo agroindustrial das cooperativas brasileiras por meio da modernização dos sistemas produtivos e de comercialização.
Como são feitas as amortizações no Prodecoop?
As amortizações no Prodecoop podem ser semestrais ou anuais, de acordo com o fluxo de receitas da cooperativa.
Quais itens são financiáveis pelo Prodecoop?
Os itens financiáveis pelo Prodecoop incluem estudos, projetos e tecnologia, obras civis, instalações, máquinas e equipamentos nacionais, despesas pré-operacionais, despesas de importação, capital de giro associado ao projeto de investimento, treinamento e integralização de cotas-partes vinculadas ao projeto a ser financiado.
Quem são os beneficiários do Prodecoop?
Os beneficiários do Prodecoop são as cooperativas de produção agropecuária e os cooperados, para integralização de cotas-partes vinculadas ao projeto a ser financiado.
Qual é a abrangência do Prodecoop?
O Prodecoop abrange todo o território nacional.
Qual é o objetivo do Prodecoop?
O objetivo do Prodecoop é incrementar a competitividade do complexo agroindustrial das cooperativas brasileiras, por meio da modernização dos sistemas produtivos e de comercialização.
Qual é o limite de crédito do Prodecoop?
O limite de crédito do Prodecoop é de até R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais) por cooperativa, observados os tetos baseados no faturamento bruto anual verificado no último exercício fiscal.
Quando a resolução que dispõe sobre o Prodecoop entrou em vigor?
A resolução que dispõe sobre o Prodecoop entrou em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de julho de 2003.
Qual é o risco operacional do Prodecoop?
O risco operacional do Prodecoop é do agente financeiro.
Quais setores e ações são enquadráveis no Prodecoop?
Os setores e ações enquadráveis no Prodecoop incluem a industrialização de derivados de oleaginosas, carnes e pescados, beneficiamento de frutas, legumes e hortaliças, processamento de ovos, indústrias do setor lácteo, moagem de cereais, industrialização de couro, fabricação de rações, industrialização de mandioca, unidades industriais de cacau, chás e mate, maltearias, produção de cafés de bebida superior, beneficiamento de algodão, unidades armazenadoras, beneficiamento e logística para exportação de produtos agropecuários, geração e co-geração de energia, e tratamento de efluentes em unidades agroindustriais.
Quais são os encargos financeiros do Prodecoop?
Os encargos financeiros do Prodecoop incluem uma taxa efetiva de juros de 10,75% ao ano.
Quais ministérios estão autorizados a remanejar recursos do Prodecoop?
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de sua Secretaria de Política Agrícola, e o Ministério da Fazenda estão autorizados a remanejar recursos do Prodecoop.
Qual é o montante de recursos disponíveis para o Prodecoop?
O montante de recursos disponíveis para o Prodecoop é de até R$450.000.000,00 (quatrocentos e cinquenta milhões de reais), a serem aplicados no período de 1º de julho de 2003 a 30 de junho de 2004.