ATO NORMATIVO CONJUNTO N. 000011
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BANCO CENTRAL DO BRASIL SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES COORDENAÇÃO-GERAL DE OPERAÇÕES
DO MERCADO ABERTO - DEMAB DA DÍVIDA PÚBLICA - CODIP
Estabelece os procedimentos para a
seleção das instituições
credenciadas a operar com o
Departamento de Operações do Mercado
Aberto e com a Coordenação-Geral de
Operações da Dívida Pública.
O Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do
Banco Central do Brasil e a Coordenação-Geral de Operações da Dívida
Pública (Codip) da Secretaria do Tesouro Nacional, tendo em vista o
disposto no art. 9º da Decisão-Conjunta 14 do Banco Central do Brasil
e da Secretaria do Tesouro Nacional, de 20 de março de 2003,
estabelecem os seguintes procedimentos para a seleção das
instituições credenciadas a operar com o Demab e com a Codip:
grupos de instituições credenciadas
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Art. 1º O conjunto de instituições credenciadas a operar
com o Demab e com a Codip é composto de dois grupos, "dealers"
primários e "dealers" especialistas, direcionados, respectivamente,
para as colocações primárias de títulos públicos federais e para a
negociação no mercado secundário desses títulos.
Parágrafo 1º São admitidas até doze instituições no grupo
de "dealers" primários e até dez instituições no grupo de "dealers"
especialistas, sendo que:
I - quatro instituições, no máximo, podem ter presença
simultânea nos dois grupos; e
II - duas das dez vagas do grupo de "dealers" especialistas
são destinadas a corretoras ou distribuidoras não pertencentes a
conglomerados financeiros.
Parágrafo 2º Relativamente às instituições integrantes de
um mesmo conglomerado financeiro, a participação:
I - de uma delas em determinado grupo impossibilita o
credenciamento de qualquer outra para aquele grupo; e
II - de duas delas em grupos distintos onera o limite de
quatro instituições com presença simultânea nos dois grupos.
Parágrafo 3º Conglomerados financeiros são os assim
considerados pelo Sistema de Informações sobre Entidades de Interesse
do Banco Central - Unicad e, para os fins deste artigo e do art. 9º,
que contem com a presença de pelo menos uma instituição bancária.
pré-requisitos para o credenciamento
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Art. 2º Constituem pré-requisitos para o credenciamento da
instituição:
I - patrimônio de referência de, pelo menos, 50% do valor
mínimo fixado para instituições financeiras com carteira comercial;
II - elevado padrão ético de conduta nas operações
realizadas no mercado financeiro; e
III - inexistência de restrição que, a critério do Banco
Central do Brasil ou da Secretaria do Tesouro Nacional, desaconselhe
o credenciamento.
datas do credenciamento
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Art. 3º Com base no desempenho semestral, os
credenciamentos ocorrem nas seguintes datas:
I - 10 de fevereiro, relativamente ao período de avaliação
de 10 de agosto do ano anterior a 31 de janeiro; e
II - 10 de agosto, relativamente ao período de avaliação de
10 de fevereiro a 31 de julho.
fatores de avaliação
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Art. 4º As instituições são selecionadas, a cada semestre,
mediante avaliação de desempenho nos seguintes fatores:
I - instituição candidata: operações definitivas e
compromissadas com o mercado e ofertas públicas; e
II - instituição credenciada: operações definitivas e
compromissadas com o Demab, relacionamento com o Demab e com a Codip
e os fatores citados no inciso anterior.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste ato normativo,
considera-se:
I - operação definitiva: a compra ou a venda de títulos,
não decorrente de oferta pública, sem o compromisso de revenda ou de
recompra;
II - operação compromissada: a compra ou a venda de títulos
com o compromisso de revenda ou de recompra;
III - oferta pública: a operação definitiva decorrente de
oferta pública do Tesouro Nacional ou do Banco Central do Brasil;
IV - relacionamento com o Demab e com a Codip: a interação
da instituição com as mesas de operações do Demab e da Codip; e
V - título: qualquer título público federal custodiado no
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
Art. 5º Os fatores de avaliação têm pesos diferenciados
em função do grupo e da condição da instituição, conforme os quadros
abaixo:
I - grupo "dealers" primários:
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Fator de Avaliação Instituição
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Candidata Credenciada
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Operações Definitivas com o Mercado 20% 14%
Operações Compromissadas com Mercado 30% 21%
Ofertas Públicas 50% 35%
Operações Def. e Compromissadas com o Demab - 10%
Relacionamento com o Demab - 10%
Relacionamento com a Codip - 10%
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II - grupo "dealers" especialistas:
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Fator de Avaliação Instituição
Candidata Credenciada
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Operações Definitivas com o Mercado 70% 49%
Operações Compromissadas com o Mercado 20% 14%
Ofertas Públicas 10% 7%
Operações Def. e Compromissadas com o Demab - 10%
Relacionamento com o Demab - 10%
Relacionamento com a Codip - 10%
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avaliação das operações
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Art. 6º Somente as operações realizadas em condições
competitivas serão objeto de avaliação, excluídas, em qualquer
hipótese, as que apresentem indícios de artificialidade, as
contratadas com outras instituições do mesmo conglomerado financeiro
e as contratadas com fundos de investimento, ou congêneres,
administrados pela própria instituição ou por qualquer outra
integrante do mesmo conglomerado financeiro.
Parágrafo único. Para fins de avaliação, são consideradas,
nas operações:
I - de venda conjugada com compra, apenas a compra ou a
venda definitiva objeto de oferta pública (Ofpub) ou de leilão
informal (Leinf), não lhe sendo aplicável o disposto no art. 7º,
parágrafo único, in fine;
II - com intermediação, a participação, também, das
instituições intermediárias; e
III - definitivas do "dealer" especialista com o mercado,
somente as referidas no art. 8º.
Art. 7º As operações são computadas pelos seguintes preços
unitários:
I - dobro do valor nominal do título nas operações
definitivas e nas ofertas públicas de Letras do Tesouro Nacional
(LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) com prazo de
vencimento inferior ou igual a 2 anos;
II - triplo do valor nominal do título nas operações
definitivas e nas ofertas públicas de LTN ou NTN-F com prazo de
vencimento superior a 2 anos e inferior ou igual a 5 anos;
III - quádruplo do valor nominal do título nas operações
definitivas e nas ofertas públicas de LTN ou NTN-F com prazo de
vencimento superior a 5 anos;
IV - dobro do preço unitário contratado nas operações
definitivas e nas ofertas públicas de Notas do Tesouro Nacional Série
B (NTN-B) com prazo de vencimento inferior ou igual a 4 anos;
V - triplo do preço unitário contratado nas operações
definitivas e nas ofertas públicas de NTN-B com prazo de vencimento
superior a 4 anos e inferior ou igual a 10 anos;
VI - quádruplo do preço unitário contratado nas operações
definitivas e nas ofertas públicas de NTN-B com prazo de vencimento
superior a 10 anos; e
VII - preço unitário contratado nas demais hipóteses.
Parágrafo único. As operações compromissadas têm seu valor
multiplicado pelo fator correspondente ao número de dias úteis do
compromisso e as operações definitivas com o Demab, pelo fator
correspondente ao número de dias úteis a decorrer até o vencimento do
título objeto da operação.
Art. 8º O "dealer" especialista, para aferição de seu
desempenho no fator operações definitivas com o mercado, deve eleger
três elementos entre vencimentos de LTN, NTN-B, Notas do Tesouro
Nacional Série C (NTN-C) e NTN-F e semestres de vencimentos de Letras
Financeiras do Tesouro (LFT).
Parágrafo 1º Os títulos e os semestres de vencimentos
passíveis de avaliação são os constantes da relação divulgada pelo
Demab e pela Codip, que poderão estabelecer critérios para a seleção
dos três elementos de cada "dealer".
Parágrafo 2º Durante o período de avaliação, admitem-se
duas substituições dos elementos selecionados, seja um título, por
outro título ou por um semestre de vencimentos, seja um semestre de
vencimentos, por outro semestre de vencimentos ou por um título,
ressalvando-se não se submeterem a esse limite de duas substituições,
as decorrentes de resgates de títulos ou de inclusão/exclusão, no
próprio período de avaliação, de títulos ou semestres de vencimentos
na/da relação citada no parágrafo anterior.
Parágrafo 3º Cada título ou semestre de vencimentos
inicialmente selecionado e seus eventuais substitutos constituem um
objeto de negociação, sobre o qual o desempenho será avaliado.
Parágrafo 4º As operações definitivas são computadas, sem
efeitos retroativos, a partir do segundo dia útil subseqüente ao do
dia em que o "dealer" especialista tenha informado, por correio
eletrônico endereçado conjuntamente a [email protected]
e a [email protected], os títulos e/ou semestres
de vencimentos selecionados.
critérios de seleção
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Art. 9º Na seleção das instituições, como etapa preliminar:
I - são descredenciadas:
a) a instituição de menor pontuação do grupo de "dealers"
primários, ressalvado o disposto no art. 17;
b) a instituição independente - isto é, a corretora ou a
distribuidora não pertencente a conglomerado financeiro - de menor
pontuação do grupo de "dealers" especialistas; e
c) a instituição não classificada como independente (alínea
"b" deste inciso) de menor pontuação do grupo de "dealers"
especialistas;
II - podem ser credenciadas, sujeitas a confirmação, as
candidatas mais bem classificadas nos respectivos grupos em número
que respeite os seguintes limites de "dealers":
a) dez no grupo de primários, em razão do que dispõe o art.
17;
b) dois independentes (alínea "b" do inciso anterior) no
grupo de especialistas; e
c) oito não classificados como independentes (alínea "b" do
inciso anterior) no grupo de especialistas.
Parágrafo único. Considera-se candidata a determinado grupo
a instituição - financeira ou qualquer outra autorizada a funcionar
pelo Banco Central do Brasil não credenciada ou não mais credenciada
por força do disposto no inciso I - que preencha os pré-requisitos
para o credenciamento e por este tenha manifestado seu interesse, na
forma do art. 14.
Art. 10. Tendo em vista o disposto no parágrafo único do
art. 17, na hipótese de resultar, após a etapa referida no artigo
anterior, número superior a três instituições com pretensão a
presença concomitante nos dois grupos de "dealers", as três vagas são
preenchidas pelas que tenham obtido maior soma de pontos nos
seguintes fatores de avaliação de instituições candidatas,
considerados com idêntico peso:
I - oferta pública; e
II - operações definitivas com o mercado.
Art. 11. Em virtude do disposto no artigo anterior, a
instituição não confirmada como "dealer" em ambos os grupos será
credenciada/descredenciada como "dealer" primário ou "dealer"
especialista, de acordo com sua preferência.
Art. 12. As vagas decorrentes do procedimento descrito no
artigo anterior serão preenchidas pelas candidatas mais bem
classificadas em cada um dos grupos, observado que:
I - o credenciamento da instituição candidata a "dealer"
primário poderá acarretar, se for o caso, o seu descredenciamento
como "dealer" especialista, e vice-versa, tendo em vista a
preferência da instituição por um dos grupos de "dealer", primário ou
especialista; e
II - o processo de credenciamento inicia-se pelo grupo de
candidatos a "dealer" especialista e a este retorna sempre que surja
nova vaga a "dealer" especialista.
Art. 13. Na ocorrência de descredenciamentos extemporâneos,
o Demab e a Codip decidirão pela conveniência de preencher as vagas
resultantes.
Parágrafo único. Eventual credenciamento observará a regra
da candidata mais bem classificada, todavia não poderá implicar
revisão das instituições que já têm presença simultânea nos dois
grupos.
Art. 14. Para fins do disposto nos três artigos anteriores,
a instituição deve manifestar, tempestivamente por meio de correio
eletrônico, o seu interesse em ser credenciada:
I - nos dois grupos de "dealers" ou preferencialmente no de
"dealers" primários;
II - nos dois grupos de "dealers" ou preferencialmente no
de "dealers" especialistas;
III - nos dois grupos de "dealers" ou somente no de
"dealers" primários;
IV - nos dois grupos de "dealers" ou somente no de
"dealers" especialistas;
V - apenas em um grupo, preferencialmente no de "dealers"
primários;
VI - apenas em um grupo, preferencialmente no de "dealers"
especialistas;
VII - somente no grupo de "dealers" primários; ou
VIII - somente no grupo de "dealers" especialistas.
Parágrafo 1º O correio eletrônico deve ser enviado,
simultaneamente, para os endereços [email protected] e
[email protected], no prazo que se esgota:
I - para as instituições credenciadas, no último dia útil
de cada período de avaliação; e
II - para as demais instituições, nos 240 minutos
subseqüentes ao do recebimento de consulta formulada pelo Demab e
pela Codip a respeito do assunto.
Parágrafo 2º Tratando-se de instituições integrantes de um
mesmo conglomerado financeiro, apenas uma delas deverá enviar o
correio eletrônico; sendo enviado por mais de uma, prevalecerá o que
primeiro tiver sido recebido.
Parágrafo 3º O não-recebimento tempestivo do correio será
interpretado como manifestação de desinteresse da instituição,
credenciada ou não, em participar de qualquer grupo de "dealers".
divulgação de resultados
Art. 15. O Demab e a Codip divulgarão pela Internet ou
informarão por correio eletrônico, mensalmente, os resultados da
avaliação de desempenho das instituições "dealers".
disposições transitórias
Art. 16. O credenciamento de 10 de fevereiro de 2007 será
efetivado de acordo com o disposto no Ato Normativo Conjunto 9 do
Demab/BCB e da Codip/STN, de 27 de julho de 2006.
Art. 17. Em 10 de agosto de 2007, o número de "dealers" do
grupo primário será reduzido de doze para dez e, portanto, naquela
oportunidade serão descredenciados os três de menor pontuação na
etapa preliminar de que trata o art. 9º, item I, alínea "a".
Parágrafo único. Também a partir de 10 de agosto de 2007,
apenas três instituições poderão ter presença simultânea nos dois
grupos de "dealers", primários e especialistas.
disposições finais
Art. 18. Os casos omissos serão resolvidos pelo Chefe do
Demab e pelo Coordenador-Geral da Codip.
Art. 19. Este ato normativo entra em vigor na data de sua
publicação, produzindo efeitos a partir de 10 de fevereiro de 2007,
quando ficará revogado o Ato Normativo Conjunto 9 do Demab/BCB e da
Codip/STN, de 2006.
Brasília, 7 de fevereiro de 2007.
DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES COORDENAÇÃO-GERAL DE OPERAÇÕES
DO MERCADO ABERTO - DEMAB DA DÍVIDA PÚBLICA - CODIP
Ivan Luís Gonçalves de Oliveira Lima Ronnie Gonzaga Tavares
Chefe Coordenador-Geral