A terceira, e a mais importante vertente do programa, na opinião de Fleury, é a orientação e informação da sociedade brasileira sobre o que é o BC e sobre o seu papel no País, além da orientação para a educação das pessoas com relação ao funcionamento do mercado financeiro. "Nós temos hoje uma população que não conhece a legislação e as regras do mercado financeiro e muitas vezes se sente lesada ao assinar um contrato junto a instituições financeiras. Por isso, o projeto tem o objetivo primordial de ofertar à sociedade formas de treinamento e educação", afirma Fleury.
A Secretaria de Relações Institucionais (Secre/Surel) tem realizado amplo levantamento e coleta de informações, inclusive junto a outros bancos centrais, para nortear o desenvolvimento de ações de comunicação que contemplem abordagens adequadas aos diferentes públicos do BC. Entre as iniciativas mais recentes, destacam-se as diversas reuniões de Comunicação de Bancos Centrais (Cemla); a pesquisa nacional com estudantes de 2º grau; e o intercâmbio com as áreas de comunicação de outros bancos centrais, como o dos EUA, do México, da Inglaterra, da Alemanha, da Austrália e da Venezuela.
Os bancos centrais pesquisados consideram a educação financeira e a comunicação relativa a temas técnicos pilares fundamentais para instituições do gênero e todos mantêm projetos educativos destinados a diferentes públicos-alvo, definidos por faixa etária, escolaridade e interesses, entre outros indicadores. Em seus programas de educação financeira, essas organizações abordam temáticas relacionadas à economia, ao sistema financeiro, à poupança, à inflação, às funções de um banco central e ao uso do dinheiro e do cheque, entre outras.