Notícia
01/06/2015

Mercado de capitais tem demanda e instrumentos para financiar projetos de longo prazo

Debate sobre desafios e instrumentos para financiar projetos de longo prazo no mercado de capitais brasileiro.

Os desafios para alavancar o financiamento de longo prazo no Brasil foram debatidos no Seminário Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, promovido pelo Ministério do Planejamento, na segunda-feira, 25, em Brasília. Nossa presidente, Denise Pavarina, participou do painel sobre o mercado de capitais, no qual destacou que há demanda e instrumentos de captação adequados às necessidade de financiamento de projetos de infraestrutura, capazes de viabilizar investimentos estratégicos. “Nós temos os instrumentos e há demanda. Precisamos ser criativos para resolver alguns entraves”, afirmou a presidente.

Depois de apontar a evolução positiva destes instrumentos no período recente, ela ressaltou que há para uma maior participação do mercado neste tipo de financiamento, mas o crescimento depende de o Brasil equacionar alguns pontos, a exemplo das taxas de juros e dos prazos. Denise ressaltou que o chamado “trinômio impossível” ainda é viável no mercado brasileiro: os investidores trabalham com baixo risco, prazos curtos e retorno alto, o que aumenta o desafio de atraí-los para projetos de longo prazo que embutem um risco maior.

Para aumentar a participação do mercado de capitais no financiamento de projetos de infraestrutura, ela destacou pontos que deveriam compor uma agenda para o setor, incluindo aspectos micro e macro, capazes de equilibrar o trinômio risco-retorno-liquidez. O conjunto de incentivos cobre aspectos como tributação, educação financeira, taxa de retorno adequada e previsibilidade no tocante a câmbio e a juros.

“O desafio é criarmos incentivos para fomentar uma matriz que privilegie investimentos de longo prazo”, completou Denise, que participou de painel do qual também fizeram parte o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Leonardo Pereira, Murilo Portugal, presidente da Febraban, Alexandre Teixeira, presidente da ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Carlos Rocca, diretor técnico do Cemec/Ibmec e Hector Gomez Ang, diretor para o Brasil da FIC (Corporação Financeira Internacional).