O mercado de capitais não é uma agenda da ANBIMA, é uma agenda do Brasil. A constatação foi feita pelo nosso diretor José Eduardo Laloni em evento sobre energia e inovação promovido pela XP Investimentos nesta terça-feira, 31 de julho.

Ao constatar que o desenvolvimento do mercado de capitais é prioridade não só para a Associação, mas também para o BNDES, para o IFC (braço do Banco Mundial para o setor privado) e para as instituições privadas, Laloni enfatizou que o Brasil não pode mais depender apenas de recursos públicos subsidiados para financiar o crescimento, especialmente os projetos de infraestrutura e longo prazo. “O BNDES continua sendo um parceiro muito importante, mas não mais como protagonista. Essa parceria entre mercado de capitais e BNDES é decisiva para o desenvolvimento do mercado”, disse.
Laloni participou do painel de abertura do evento, ao lado da diretora do BNDES Eliane Lustosa e do diretor de Investimento do IFC, Guillaume Tiret. Ambos destacaram a importância do mercado de capitais como parceiro das instituições públicas no financiamento de longo prazo. “O papel do BNDES está sendo repensado para que os recursos sejam direcionados para projetos de maior impacto”, disse Eliane.
Os palestrantes também debateram a democratização do acesso, para aumentar a participação das pessoas físicas e dos investidores institucionais na compra dos ativos privados, especialmente as debêntures incentivadas. Laloni enfatizou que existe um espaço enorme para trazer estes ativos para a indústria de fundos. “Os fundos são uma forma de democratizar o acesso das pessoas físicas a ativos de qualidade e com uma gestão profissional”, disse.