Notícia
01/10/2015

Instituições discutem qualificação e capacitação dos profissionais em workshop

Workshop reuniu profissionais para discutir desafios na capacitação e certificação em instituições financeiras.

Cerca de 70 pessoas participaram nesta quinta-feira do workshop “Os desafios de capacitação dos profissionais certificados”. O evento reuniu profissionais das áreas de Recursos Humanos de instituições financeiras para discutir os desafios da capacitação e treinamento de seus profissionais. 

Rodrigo Ayub, presidente do nosso Comitê de Certificação, abriu o evento detalhando as ações realizadas pela Associação para elevação do padrão de qualificação dos profissionais certificados, um dos objetivos do nosso planejamento estratégico. “O mercado de investimentos é muito dinâmico e a gente entendeu que era hora de olhar para uma revisão da arquitetura das certificações”, disse.
 
O processo de revisão começou em 2014 com uma pesquisa que mapeou a nova dinâmica de distribuição de produtos de investimento. O levantamento identificou três principais personagens que atuam na comercialização de produtos de investimento em instituições financeiras. São eles: o líder, o profissional de relacionamento e o especialista.
 
Os resultados – que foram apresentados pela nossa superintendente de Educação, Ana Leoni – mostraram que o investidor prioriza a confiança na instituição e o relacionamento com os profissionais na hora de concentrar seus investimentos. “O retorno financeiro dos produtos é importante, mas não é a questão prioritária para o investidor. A confiança e o relacionamento pesam muito mais na hora de concentrar seus investimentos em uma instituição. Sofisticar os produtos não pode ser a única preocupação”, explica Ana.
 
A pesquisa também mostrou que o investidor espera quatro competências do profissional que o atende: conhecimento, orientação, proatividade e pertinência. A avaliação geral do investidor em relação ao profissional que o atende foi nota 8, de um total de 10.  Já os profissionais, avaliaram a si mesmos com uma nota ligeiramente superior, de 8,94. “Apesar dos números serem positivos, existe uma lacuna entre as duas percepções. Há uma expectativa do cliente em relação a orientação e conhecimento, mas o profissional tem a percepção de que domina essas competências,” explica Ana.

Durante o evento também foram apresentados dados coletados da base de dados do Programa de Certificação Continuada sobre as taxas de aprovação em nossos exames de certificação. A análise mostrou que 74% dos aprovados nos exames de certificação passaram na primeira tentativa e que apenas 17% dos que prestaram as provas nunca foram aprovados. As informações estão detalhadas no relatório Certificações ANBIMA, divulgado hoje.
 
Os dados também mostraram que, no geral, quem se preparou por curso online tem maior taxa de aprovação nos exames de certificação. A única exceção é a CEA, no qual o curso presencial patrocinado pela instituição mostra melhor resultado.

Martin Iglesias, vice-presidente do Comitê de Educação de Investidores, encerrou o workshop com considerações sobre o material apresentado. Para ele, o acesso à informação é universal e isso permite que os clientes estejam muito informados e preparados, gerando a necessidade de um preparo muito maior do profissional. “O processo de revisão das certificações busca criar condições de manter esses profissionais sempre atualizados”, explica Iglesias. Para ele, neste cenário de informações em abundância, as certificações tendem a trazer confiabilidade muito grande, desde que sejam divulgadas, conhecidas e reconhecidas.
 
Após as apresentações, os convidados puderam fazer perguntas e compartilhar as experiências de qualificação e treinamento de suas instituições. Entre os assuntos abordados estavam os modelos de treinamento e as particularidades de qualificação em bancos públicos.