Notícia
26/11/2015

Iniciativas de educação financeira e certificação são avaliadas por especialistas

Especialistas avaliaram iniciativas de educação financeira e certificação, discutindo avanços e desafios para o próximo ano.

Especialistas em educação financeira se reuniram em nossa sede em São Paulo na última terça-feira, 24, para mais uma edição do evento Agenda Aberta.

 
Durante o encontro, a nossa área de Educação apresentou uma balanço dos trabalhos realizados durante o ano nas áreas de Certificação e Educação de Investidores. “O objetivo é abrir a nossa agenda para que vocês possam avaliar as iniciativas e nos ajudar a compor os desafios para o próximo ano,” explicou Ana Leoni, nossa superintendente de Educação.
 
Além das iniciativas, o encontro abriu espaço para a discussão de um tema importante atualmente: faz sentido levar educação financeira para o ambiente corporativo? “Temos o desejo antigo de desenvolver uma metodologia que possa ser aplicada ao ambiente de trabalho, mas queremos discutir como fazer isso,” explicou Ana.
 
Os especialistas apontaram uma série de benefícios, preocupações e particularidades que devem ser levadas em conta no desenvolvimento da iniciativa. Entre elas, a necessidade de criar algo alinhado a necessidade e contexto de cada empresa, que respeite a privacidade do funcionário que tenha um problema financeiro, além de especificidades da metodologia em si.
 
Certificação
Durante o evento, Hélcio Tegeda, vice-presidente do Comitê de Certificação, apresentou um balanço das atividades da área em 2015, destacando o projeto da nova estrutura das certificações, a criação das regras de atualização da CGA e da CEA, a revisão dos conteúdos e o novo percentual mínimo de profissionais que devem possuir a CEA nas instituições.
 
Tegeda destacou que essas mudanças são reflexo das transformações que o modelo brasileiro de distribuição de investimentos atravessou nos últimos meses, em decorrência das novas regulamentações sobre diversos temas. “Dado esse cenário, vimos a necessidade de uma série de revisões nas certificações”, explica. “Uma das preocupações é sempre deixar as certificações em linha com as atividades de cada um dos personagens que atuam na distribuição de produtos de investimento no Brasil”.
 
Os convidados contribuíram para o tema compartilhando as experiências de certificação em suas instituições e sugerindo ações de melhoria. Entre elas, a necessidade de tornar as certificações mais conhecidas entre o público em geral, incentivando os profissionais a levarem os títulos ao seu dia a dia e não tratá-las como uma obrigatoriedade  interna dasua instituição.
 
Educação de Investidores
Aquiles Mosca, presidente do Comitê de Educação de Investidores, apresentou como avançaram as atividades da área durante o ano. Ele destacou o sucesso do Como Investir em Você, programa de educação financeira para universitários; a realização de workshops sobre qualificação com profissionais certificados e com profissionais de Recursos Humanos das instituições associadas.
 
Na ocasião, ele também apresentou o status do projeto de criação da Central de Informação do Investidor Brasileiro, que despertou o interesse dos especialistas presentes. Em desenvolvimento desde o ano passado, a iniciativa busca criar uma base de informações sociodemográficas, incluindo o comportamento e os hábitos do investidor brasileiro. “Esses dados já existem, mas hoje estão dispersos em múltiplas fontes”, explica Mosca. “Vamos criar um ambiente que centraliza essas informações para que qualquer pessoa que tenha interesse pelo tema encontre informações de forma mais amigável possível”.