Notícia
24/04/2017

Mais de 40% das ações da Agenda BC+ já começaram a ser implementadas

Mais de 40% das ações da Agenda BC+ foram iniciadas para facilitar transações financeiras e reduzir burocracias.

A alteração no uso do rotativode cartão de crédito, a cobrança de preços distintos para pagamento à vista ou a prazo e o fim da exclusividade de bandeiras em máquinas de cartão são algumas das medidas implementadas pelo Banco Central nos últimos quatro meses no âmbito da Agenda BC+ e que já estão impactando o dia a dia de cidadãos e de consumidores de servidores financeiros.

“Todas essas novidades, por exemplo, integram o pilar ‘Crédito mais barato’ e traduzem a essência da Agenda BC+, que busca reduzir burocracias e facilitar a realização de transações financeiras de forma segura”, explica Adalberto Felinto da Cruz, chefe da Secre. Ele lembra que outras ações do mesmo pilar já divulgadas – como a segmentação e a regulação proporcional das instituições financeiras, a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e a proposta de regulamentação das Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) no país – terão impacto no consumidor final apenas nos próximos semestres: “Ainda não temos como precisar o quanto o custo de crédito vai cair, mas temos certeza que isso ocorrerá porque estamos eliminando as barreiras que impedem uma maior oferta de crédito no país.”

Das 29 ações inicialmente previstas, 13 já começaram a ser implementadas, o que corresponde a cerca de 44% do total – clique para conferir o andamento de cada uma das ações. Buscando aumentar a eficiência do Sistema Financeiro Nacional, o Banco Central divulgou nos últimos 120 dias a simplificação das regras dos recolhimentoscompulsórios, a exigência legal para que as instituições financeiras elaborem uma política de relacionamento com seus clientes, o aperfeiçoamento da Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (DCBE) e a autorização para que instituições bancárias estrangeiras atuem no país.

O Banco Central também dispensou a formalização de contratos de câmbio para operações de valor de até US$10.000,00 e permitiu a assinatura eletrônica de contratos de compra de moeda estrangeira. “As ações que integram o pilar ‘SFN mais eficiente’ reduzem consideravelmente os custos de observância para as instituições, uma vez que permitem a eliminação de alguns processos de trabalhos”, afirma Andre Mueller, chefe do Departamento de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Já no que diz respeito ao pilar “Legislação mais moderna”, o Banco Central encaminhou para a Casa Civil proposta de texto para criar o Marco Legal Disciplinar do sistema financeiro (MLD). O BC também enviou para o Ministério da Fazenda os projetos que tratam da revisão do fluxo financeiro entre a instituição e o Tesouro Nacionale da criação do Sistema de Resolução de Entidades Reguladas. Muller ressalta que todas as questões que implicam a revisão da legislação em vigor precisam ser conversadas com os outros órgãos competentes: “Além da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional, temos um canal de comunicação constante com a Comissão de Valores Mobiliários e com outras entidades de autorregulação e fiscalização do SFN.”

No âmbito do pilar “Mais Cidadania Financeira”, o principal avanço foi a criação, no final do ano passado, do Comitê de Assuntos de Relacionamento do Cidadão com o SistemaFinanceiro e o Banco Central. O BC também está aperfeiçoando o sistema online de registro de demandas dos cidadãos e lançará um ambiente de formação continuada de parceiros no Portal Cidadania Financeira. “A internet é hoje uma ferramenta fundamental no nosso diálogo com a sociedade. Por isso, estamos aumentando a nossa presença nas redes sociais e vamos reformular a nossa página na internet”, explica Adalberto. Para mensurar o impacto destas ações, o BC está desenvolvendo indicadores de cidadania financeira, que serão usados para avaliação dos avanços da inclusão e da educação financeira no país.  

De acordo com o chefe da Secretaria Executiva, é importante avaliar o andamento da Agenda BC+ olhando além das entregas realizadas nos últimos quatro meses: “A agenda representa um grande avanço institucional porque o BC se comprometeu publicamente a promover uma série de melhorias, e os avanços podem ser acompanhados de forma detalhada na páginada instituição. É uma nova forma de se relacionar com os consumidores de serviços financeiros, com as instituições financeiras, com a sociedade como um todo.”